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03 junho 2015

INOVAÇÃO: Projeto Jacquard e tecido mais tecnológico que você já viu

O ano já está na metade, mas o Google provou que teremos muitas novidades, ainda em 2015!

No final de Maio aconteceu, em São Francisco, o Google I/O - conferência anual feita pelo Google para divulgar novidades em relação ao seu sistema operacional e apresentar produtos. Entre os projetos apresentados pela companhia, um, promete revolucionar o segmento têxtil. 


Dentro do Google há um grupo de criativos que forma a ATAP (Google's Advanced Technology and Projects ) descrita pela própria empresa como "small, scrappy group of pirates working on wicked cool shit" e foi lá que tudo começou. Liderada pelo designer de integração Ivan Poupyrev, esta facção da empresa apresentou na última conferência, o Projeto Jacquard.



(Ivan - Popyrev >> Ex-Motorola e Disney Research)

O projeto é o novo empreendimento do Google, o qual  permite que os fabricantes de tecido possam incluir um tipo de fio condutor nas tramas, para tecer controles de toque direto na fabricação dos panos. Diferente de tecnologias já existentes no mercado - como as usadas para luvas touch screen - esse fio pode vir em qualquer cor e ainda ser utilizado em qualquer tipo de máquina de tear. 

(Foto do tecido com as linhas de controle)

Através de um controlador por Bluetooth somado à uma pequena bateria, que fica escondida na roupa, o tecido assume o papel de uma tela sensível ao toque podendo se conectar à dispositivos, como o celular. Ou seja, você pode atender ligações, passar música ou tirar fotos apenas tocando na sua roupa!

(bolso secreto para colocar a bateria)

Embora os tecidos "tecnológicos" não sejam uma novidade, o fato de elevar isso ao patamar massivo de uma indústria que produz aproximadamente 19 bilhões de peças de roupa por ano, é o grande diferencial do projeto. Acha tudo isso coisa do "futuro"? Então prepare-se!  Para mostrar que a tecnologia é viável, no próprio evento foi anunciado que a Levi´s será a primeira marca a desenvolver peças do Projeto Jacquard. 

(fio tecnológico aplicado ao jeans)

Paulo Dillinger, o VP de inovação da renomada marca Levi´s afirmou que, como o processo de fabricação do jeans é brutal, se os fios tecnológicos sobreviverem a isso, poderão ser usados em qualquer material têxtil. Segundo ele, como a ideia é que apenas parte da roupa seja touch, ainda será possível manter os elementos de design que acabam "destruindo" propositalmente peças, como no caso de um destroyed jeans. As primeiras peças deverão ser lançadas em 2016!

Confira AQUI o vídeo completo do projeto!

Fonte: fastcodesign

15 dezembro 2014

DESIGN: A cor para 2015

Tradicionalmente, todo o ano, a Pantone divulga uma cor para representar o ano que está por vir. 

Para 2015, a cor escolhida é inspirada na sofisticação do vinho: Marsala:
"Naturalmente robusta e terrena do vinho tinto, a Marsala enriquece nossas mentes, corpos e almas".

Mais detalhes no release.


















17 dezembro 2013

DESIGN: A cor de 2014


Radiant Orchid 18-3224 (Orquídea Radiante) será a cor de 2014, um tom de roxo cativante, mágico, enigmático. Segundo a diretora executiva do Pantone Color Institute, Leatrice Eiseman, a cor é um convite para a inovação, estimulando a criatividade e a originalidade expandida, que é cada vez mais valorizada na sociedade atualmente. 







Curtiram a cor de 2014?
E para relembrar as cores dos anos anteriores, segue a tabela e a imagem abaixo:

PANTONE 17-5641 Emerald (2013)
PANTONE 17-1463 Tangerine Tango (2012)
PANTONE 18-2120 Honeysuckle (2011)
PANTONE 15-5519 Turquoise (2010)
PANTONE 14-0848 Mimosa (2009)
PANTONE 18-3943 Blue Iris (2008)
PANTONE 19-1557 Chili Pepper (2007)
PANTONE 13-1106 Sand Dollar (2006)
PANTONE 15-5217 Blue Turquoise (2005)
PANTONE 17-1456 Tigerlily (2004)
PANTONE 14-4811 Aqua Sky (2003)
PANTONE 19-1664 True Red (2002)
PANTONE 17-2031 Fuchsia Rose (2001)
PANTONE 15-4020 Cerulean (2000)




Fonte: Comunicadores

12 abril 2013

DESIGN: Hermès e seu incrível processo de produção de lenços


A Hermès é famosa por valorizar o trabalho de artesãos ao invés de produzir tudo em fábricas na China. É uma das últimas grandes marcas de moda que cultivam tradição em seu processo de produção.

A produção incrível de seus lenços ocorre através de silk-screen, processo que é bastante lento e exige muita precisão, sendo utilizado em média de 10 a 20 telas por estampa. Existem máquinas modernas que fazem todo esse processo automaticamente, mas a Hermès prefere manter um artesão controlando todo o processo.

Uma curiosidade: Cada lenço é feito com mais de 300 casulos do bicho-da-seda e essa seda de ótima qualidade vem do Brasil.

Assista o vídeo e confira as lindas fotos abaixo:





































Fonte: DesignNerd

16 novembro 2012

MODA - Uma roupa íntima à prova de... odores




A roupa íntima criada por uma empresa japonesa para absorver e camuflar os adores do corpo aparece como um atual êxito de vendas no Japão, declarou à Agência Efe um porta-voz da Seiren, companhia que desenvolve essas peças.

'Ventosidades, axilas, suor dos pés e o cheiro corporal dos idosos. São muitos cheiros!', aponta o site da fabricante responsável pela linha de produtos DEOEST, lançado após anos de pesquisa.

A empresa deu início ao projeto de fabricar esse tipo de roupa intima feminina e masculina depois que um gastroenterólogo demonstrou interesse em desenvolver peças que pudessem disfarçar os odores dos pacientes afetados pela síndrome do intestino irritável.

A partir desta iniciativa, os pesquisadores da Seiren demoraram anos para conseguir integrar pequenas partículas cerâmicas e metálicas, que absorvem os cheiros e evitam a reprodução de bactérias, no tecido das peças sem que as mesmas perdessem em conforto.

Após ter assegurado que as partículas não se desprendiam após a lavagem, a empresa passou a se orgulhar do fato de seus produtos conseguirem absorver 99% 'do mau cheiro das ventosidades', mesmo quando a pessoa que os utiliza se encontra em espaços fechados.

Essas inusitadas roupas íntimas foram lançadas no último mês de março pela empresa, que pensou que seu público estaria restrito aos doentes e hospitais. No entanto, pouco tempo depois, a fabricante constatou que as peças eram adquiridas por todo tipo de pessoas, especialmente por aquelas que mantêm reuniões frequentemente e trabalha diretamente com o público.

Desta forma, a Seiren decidiu ampliar sua linha de produtos DEOEST e, agora, já distribui uma linha com mais de 20 artigos, incluindo meias soquetes que absorvem o cheiro dos pés, camisetas que fazem o mesmo com a transpiração das axilas e até roupa de cama.

Todos eles podem ser comprados através da loja 'online' Rakuten, dentro de uma seção que a Seiren preferiu chamar 'inodore store', onde as peças íntimas masculina e feminina são vendidas com preços entre US$ 36 e US$ 47.

A procura pelas peças íntimas da Seiren aumentou ainda mais depois que as mesmas começaram a aparecer em diferentes veículos da imprensa local e, por isso, a companhia não para de receber chamadas 'de pessoas querendo saber onde podem comprar os artigos', assegurou a porta-voz da empresa. 

Fonte: Exame

18 junho 2012

MARKETING - Top 10 ações de marketing e propaganda, #2

Já vai a número 2 da lista da Spring Wise, de top 10 ações de marketing e propaganda!


Em um primeiro momento até parece como as conhecidas ações das blogueiras de moda, para divulgar seus blogs. Mas a ação da Volga Verdi era bem simples de participar.




A ideia era a seguinte: o comprador poderia conseguir descontos nas roupas de acordo com seu poder "viral". Exato! Quando mais amigos conseguisse atingir, mais desconto ganharia.
Por exemplo: se você tem entre 20 e 200 seguidores no Twitter já ganhava 7 dólares de desconto!


Realmente, investir um tempo nas redes sociais (e ser popular nelas) pode virar uma fonte de economia também!


@INEX
/INEX

13 junho 2011

MODA - Alexandre Herchcovitch lança Tóxico e Insânia na Coleção Inverno 2011

 O estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch acaba de lançar dois curtas-metragens em preto e branco, de sua Coleção Inverno 2011. 
Dirigidos por Christiano Metri e produzidos pela Academia de Filmes, ‘Insânia’ e ‘Tóxico’ foram inspirados no cinema surrealista e revelam o poder sobrenatural que as peças do estilista exercem sob os modelos Luciana Curtis e Rodrigo Bellotto.
Tóxico
Tóxico from Christiano Metri on Vimeo.

Insânia
Insânia from Christiano Metri on Vimeo.

Alexandre Herchcovitch desfila sua coleção verão 2011/2012 em dois dias diferentes na São Paulo Fashion Week, que começa hoje (13) e vai até sábado (18), na Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera. Pelo calendário do evento, a terça-feira (14) é reservada para o desfile feminino da grife. Já a sexta-feira revela a coleção masculina.


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31 janeiro 2011

LUXO - raridade ou massificação?? (parte II)

Continuando nosso post sobre o mercado de luxo, vamos à segunda parte:

Luxo se revelando para as massas!!




Realmente não parece que esses dois conceitos combinem. No entanto, o desafio foi superado e percebido como uma bela oportunidade de vendas.
A prática de parcerias entre grandes lojas de varejo e estilistas já é difundida no exterior. No Brasil, com o aumento do poder aquisitivo da classe C, foi deslumbrada essa oportunidade. O que acontece é que esses consumidores deixaram de apenas "comprar roupas" para "comprar a moda". E isso exige as marcas de grife. Além disso, existe um maior conhecimento de moda por esse público, que não existia antes.
O exemplo marcante foi das Lojas Riachuelo, que trouxe o (super badalado) Oskar Metsavaht, da Osklen. Tímida no começo, produziu 120.000 peças, mas, com as vendas do primeiro dia, já produziu mais. Até hoje, foram mais de 350.000 peças vendidas, desde novembro, quando houve o lançamento.
A C&A também vai na onda, com parcerias já com H&M, Espaço Fashion, Maria Bonita Extra e em vista com Stella McCartney.
Os preços? Bem, um pouco acima da média dessas varejistas, mas ainda bem abaixo do cobrado pelos estilistas, em suas lojas.

O nome desse "fenômeno", segundo, Emerson Otsuka, coordenador do curso de negócios da moda da Universidade Anhembi Morumbi, é masstige, que seria trazer marcas de prestígio para o consumo de massa, mas com um preço que atinja o público de massa.
O acesso a informação, principalmente, foi que possibilitou essa mudança (e oportunidade). Antigamente, no Brasil, quando se falava em estilista, remetia-se ao Clodovil. Hoje, consumidores (leia-se: consumidoras) da classe C não só conhecem, como valorizam (e pagam mais caro por isso) os nomes da moda.

Fonte: Portal Exame

28 janeiro 2011

LUXO: raridade ou massificação??? (Parte I)

A partir de uma coluna no site da revista Amanhã, resolvemos escrever sobre o mercado de luxo ("um must!"). Bem, o artigo serviu de inspiração para uma breve pesquisa, que vai acabar em dois posts aqui no blog. Pois vamos ao primeiro:


Mais do que nunca, luxo é raridade!

E ainda completando: raridade com estratégia (talvez para não repetir "inovação")!!


Em dezembro de 2010, a BCG (Boston Consulting Group), apresentou o estudo sobre os novos desafios das marcas de luxo ("The New World of Luxury").
Antes de mais nada, para os devidos esclarecimentos, fala-se da boa recuperação do mercado de luxo, frente à crise de 2009, tendo lucros acima do esperado. Ok.
A demanda, ainda assim, diminuiu e, mais profundamente, o comportamento desse consumidor. Ou seja, o mercado mudou.
Houve uma "mudança conceitual" do significado de luxo, com o qual os consumidores precisam de melhores razões para gastar altas quantias nesses produtos. Agora, busca-se a personalização: coisas diferentes, para pessoas diferentes. O que isso significa? Em uma palavra, raridade.
- Em três? Raridade, qualidade e requinte.

Porquê? Bem, nos últimos anos, os consumidores têm cada vez mais acesso (e têm usado isso) a informações de produto, preço e singularidade (leia-se: status). Nesta ordem. Depois da crise de 2009, eles estão preocupados mais com o verdadeiro valor do bem, que com o tal "status". E isso tem dois motivos: maior relutância em gastar e o pensamento em tantas pessoas no mundo passando por dificuldades.
Tornou-se mais importante "ser" do que "ter".


Conclusões disso?
Para a BCG e a Concept M, fica o recado de que os consumidores não apenas compram pelo consumo em si. Por isso, ferramentas de CRM ("relacionamento com o cliente") são essenciais para formulação de planos de ação e estratégias.

Conclusões Básicas
  • Consumidores “aspiracionais” ao mercado de luxo consomem 60% do seu orçamento (para produtos de luxo) em cosméticos e perfumes. Em outras categorias de consumidores, esse percentual fica entre 10% e 30%.
  • Já os consumidores tradicionais, indiferentes ao status, gastam 35% do seu orçamento (para produtos de luxo) em relógios e jóias e 35% em móveis e decoração.
  • Moda e vestuário contabiliza 30% dos gastos da classe média emergente.
Conclusões Macro
  • Não subestime o mercado de consumidores entre 65 e 80 anos. Foram eles que inflaram o mercado nos anos 1990 e sua procura atual por experiências e importância ao “valor” é totalmente previsível em função da sua boa forma física e maior longevidade;
  • As mulheres são responsáveis por 80% das compras de produtos e serviços de luxo.
Conclusões para Posicionamento

  • Prover “valor”
  • Oferecer experiência
  • Usar novos meios de comunicação de maneira criativa
  • Construir marcas fortes (com consistência)
  • Aplicar estratégias inovadoras de varejo
  • Adotar responsabilidade social
Fontes:
Coluna Revista Amanhã
Coluna Site Gestão do Luxo

12 fevereiro 2009

INOVAÇÃO - Camiseta de vanguarda.

Fonte: Portal PEGN

Estampas que interagem com música são sucesso nas baladas de Londres


Camisetas e bonés são a nova fronteira da tecnologia da informação. Nas baladas de Londres, a moda agora é estampar equalizadores que se movem no ritmo das batidas do som, relógios digitais, bonecos dançantes e até mesmo captadores de sinais wi-fi. Publicitários veem na nova onda um eficiente meio de divulgação de marcas entre jovens. Eletroluminescentes, as estampas eletrônicas consistem em lâminas bem finas de plástico entremeadas por fósforo e ligadas a condutores elétricos que transmitem a programação por meio de um chip. A energia é fornecida por pilhas-palito, que garantem cerca de 20 horas de funcionamento. As pilhas e o chip ficam dentro de uma caixinha discretamente localizada em um bolso interno na roupa. O fio também passa internamente por uma capa de tecido. Nessa caixa, um botão aciona a estampa e um microfone capta as batidas do som para dar movimento à imagem, quando necessário. O produto tem vida útil de 10.000 horas. 'Esse tempo equivale a deixar a imagem iluminada e em movimento continuamente por mais de um ano', diz Carlos Joos, representante da SP Advertising, importadora de painéis eletroluminescentes no Brasil. Para lavar, é apenas necessário desconectar o fio da caixinha. Embora alguns revendedores garantam que o painel é impermeável, outros preferem anexá-lo com velcro para garantir a qualidade.
12/02/2009

16 maio 2008

LUXO - Mercado de luxo fatura US$ 5 bilhões e cresce 17% em 2007

Fonte: Mundo do Marketing

O mercado de luxo no Brasil faturou US$ 5 bilhões e teve um crescimento de 17% em 2007. Os números são da pesquisa O Mercado de Luxo no Brasil – ANO II, realizado em uma parceria entre a MCF Consultoria & Conhecimento e a GfK Indicator. O estudo apontou que esses números representam 1% do consumo mundial, valor que pode chegar a 2% em 2008.

Foram ouvidos executivos de 100 empresas nacionais e internacionais que operam no país, a maior parte delas do setor de moda. As companhias brasileiras representam 59% e 71% delas estão localizadas em São Paulo.

A pesquisa também ouviu 350 consumidores da classe A. Eles elegeram H.Stern e Daslu como marcas Top of Mind entre as nacionais. As duas também são as marcas mais apontadas quando perguntados sobre qual delas despertava desejo. Já entre as internacionais, foram eleitas Louis Vuitton e Armani, com Chanel e Gucci mais citadas no quesito desejo.

O estudo apontou ainda que foram investidos no Brasil US$ 770 milhões no ano passado, representando um crescimento de 3% em relação a 2006. A maior parte foi direcionada aos estoques (41%) e desenvolvimento dos pontos-de-venda (33%), enquanto que o restante foi direcionado à expansão do negócio (24%) e ações de comunicação (20%).

Entre os aspectos apontados pelos executivos como inibidores da expansão e implementação do negócio de luxo no Brasil, estão a tributação – apontada por 66% das empresas - e a burocracia necessária na hora de importar um produto – citada por 33% delas.

Os estados do Rio de Janeiro e Distrito Federal são apresentados como potenciais mercados consumidores de luxo para este ano, concentrando 44% e 28% das empresas do setor respectivamente. É previsto ainda que a média história de crescimento se mantenha em torno de 20%, mas o número pode subir até 35%.
16/05/2008

14 agosto 2007

ESTRATÉGIA - Loja de esportes vende moda para atrair clientela maior

Fonte: Valor Econômico Online
Por Eliane Sobral e Cláudia Facchini



Com 140 lojas espalhadas pelo país, a World Tennis fechou a compra da Oxto, rede de moda esportiva com 18 lojas em cidades como São Paulo, Campinas e presença em mais oito estados. "Não conseguiria mais sobreviver sozinho neste mercado", disse ao Valor o fundador da Oxto, Nabil Khaznadar, que fez da Oxto uma loja multimarcas misturando Adidas, Puma, Everlast, Miss Sixty e Diesel. O valor do negócio não foi informado.
Outra novidade que mistura esportes e moda é a decisão da Umbro International de entrar no segmento casual. A marca inglesa, cuja origem está no futebol, está investindo US$ 1 milhão para distribuir sua linha "life sytle" em todo o Brasil. "É um segmento novo para nós e como esta intersecção entre moda e esportes é uma tendência irreversível, não poderíamos ficar de fora", diz Paulo César Verardi, diretor geral da Umbro no Brasil.
Desde que as marcas esportivas saíram das academias de ginástica e dos campos de futebol para ganhar as ruas, tanto as marcas quanto o varejo de material esportivo vêm passando por transformações no Brasil e a segmentação parece ser uma saída para ambos os lados. "Todas as lojas de esportes acabaram se envolvendo demais com a venda de tênis. Isto fez com que mesmo as lojas com propostas diferentes entrassem em conflito pois vendiam basicamente os mesmo produtos e marcas", afirma Cláudio Vaz, superintendente do Shoping Villa-Lobos.
Lojas mais tradicionais como a própria World Tennis e a concorrente Centauro estão em busca de diferenciais. No caso da primeira, ter um braço na moda foi a saída. Já a Centauro, investiu forte em design para fazer de suas 83 lojas uma espécie de shopping center dos esportes. "Tem mercado para tudo, mas é preciso passar uma mensagem clara ao consumidor", avalia o diretor de operações da Centauro, Cláudio Assis. "O mercado está meio confuso e tem varejista que não sabe se é segmento esportivo ou se é moda", afirma. O resultado dessa confusão, diz o executivo, é um grande número entrando e saindo do mercado por pura falta de identidade. "Não dá para atuar nos dois lados".
Diagnóstico já percebido pelas marcas. A Umbro, que está chegando agora ao mercado de moda casual, quer deixar claro para o consumidor a diferenciação entre a linha esportiva - que continuará sendo vendida nas lojas de material esportivo - e os modelos de "life style" - que serão distribuídos apenas em lojas multimarcas. "O varejo de material esportivo já é bastante concentrado e tende a ser ainda mais. Já as lojas multimarcas não trabalharão exclusivamente com esporte como aconteceu até pouco tempo. A tendência aí é ser multimarca mas não exclusivamente esportiva", afirma.
Luciano Kleiman, diretor de marketing da Adidas, diz que o crescimento da linha casual segue o mesmo ritmo da de material esportivo e que foi a combinação dessas duas linhas de atuação que fez com que a unidade brasileira da empresa passasse da 53ª posição, em 2002, para o atual 15º lugar no ranking global da Adidas internacional, que tem operações em 116 países.
Segundo Kleiman, o varejo de material esportivo amadureceu muito no Brasil na última década. "Essas empresas, que eram essencialmente familiares, buscaram a profissionalização, investiram pesado no aperfeiçoamento administrativo e desenvolveram visão estratégica do negócio. A Centauro foi rápida em perceber que não havia loja de material esportivo como âncora de shopping center e foi a primeira nesse setor. Já a World Tennis cresceu com um modelo de negócio centrado em franquias", diz o executivo.
Mas o executivo da Adidas - que também atua na linha casual com a marca Adidas Original -aposta em uma maior segmentação no varejo esportivo. "Há shoppings onde é possível encontrar até dez lojas desse mesmo segmento", afirma ele.
A rede Roxos & Doentes aposta na segmentação. Com 14 lojas espalhadas por São Paulo, a rede já nasceu voltada exclusivamente para o futebol. Vende camisas oficiais de seleções e clubes de futebol do mundo inteiro e nada praticamente sozinha nessa seara. "Hoje há espaço para as grandes redes que têm espaço físico para trabalhar com várias modalidades esportivas, mas não cabe mais o modelo de loja que quer vender tudo ao mesmo tempo", afirma Eduardo Rosenberg, presidente da Roxos & Doentes.
Maurício Prado, diretor de marketing da rede Everlast no Brasil, diz que a marca norte-americana que nasceu com o boxe também está apostando mais firmemente na linha casual. "Hoje estamos em aproximadamente 600 pontos de venda com um forte apelo para o 'life style'". Segundo Prado, a linha casual amplia as possibilidades de trabalho da marca. "O casual nos permite trabalhar com um mix maior de produtos, a cada estação temos coleções novas para atrair o consumidor. Já no esporte, essa variação praticamente não existe e o nosso trabalho fica um pouco mais limitado, até em questão de cor", diz ele.
14/08/2007

ESTRATÉGIA - Grifes investem em versões populares de seus produtos para driblar pirataria

Fonte: O Globo Online


RIO - Às vésperas do Dia dos Pais - comemorado no próximo domingo - marcas de grifes diversificam a produção e investem em versões populares para driblar a pirataria. A Nike, por exemplo, passou a vender este mês uma réplica do novo modelo de camisa do Flamengo. Dispensando detalhes dos uniformes usados pelos atletas profissionais, como tecido especial, a empresa baixou o preço do produto em 46%: de R$ 150 para R$ 80. Segundo a Nike, os produtos populares são inspirados nos artigos desenvolvidos e usados por atletas.
O drible na pirataria pelo preço menor foi a estratégia adotada também pelas grandes gravadores de CDs. Maiores vítimas da falsificação, as empresas não ficaram atrás e começaram a vender CDs com número reduzido de músicas, todas escolhidas pelos próprios artistas. Com base nos antigos compactos com uma, duas ou até cinco faixas, a Sony & BMG, por exemplo, produziu CDs com poucas músicas ao preço econômico de R$ 9,99.
Segundo a Sony & BMG, ainda não é possível avaliar o impacto da novidade nas vendas. Mas a empresa pretende lançar mais CDs com faixas reduzidas de artistas como Wanessa Camargo e Brandi Carlile.
Quem quiser economizar para dar presente para o pai, mas não abre mão de marcas conhecidas, tem também à disposição as lojas de fábrica, que concentram grande quantidade no Rio. Na Adidas, por exemplo, a loja outlet, que fica no Shopping Nova América, oferece materiais das coleções passadas e, também, algumas peças que não passaram no controle de qualidade.
06/08/2007

25 julho 2007

MODA - Jeans caros estão fora de moda e o básico volta com mais força

Decidida a reduzir sua coleção de dezenas de jeans de marcas renomadas, Julie Mathis, uma executiva de relações públicas de Los Angeles, tentou recentemente vender seu Antik Denim, de US$ 400, em uma loja local de segunda mão. Imaginava que iriam arrancá-lo de suas mãos. Não foi assim. "Eles disseram algo como: 'ninguém está mais usando desses'", conta Mathis.
A mania pelo jeans, que esquentou as vendas das fabricantes de roupas e lojas de departamento nos últimos cinco anos, parece estar, enfim, arrefecendo.
No ano passado, as vendas de jeans femininos caíram 1,8%, para US$ 7,5 bilhões, o primeiro declínio em cinco anos, segundo a empresa de pesquisas de mercado NPD Group. Há dois anos, o negócio de jeans para mulheres estava em uma espiral de crescimento de mais de 10%, puxada em grande parte pela categoria mais elevada, a de peças de mais de US$ 100. Pode-se culpar o cansaço dos consumidores e o fluxo de jeans baratos, que mesmo os especialistas reconhecem não serem tão ruins.
Várias ondas de entusiasmo pelo denim chegaram e partiram. A marca de Los Angeles "7 for All Mankind" desencadeou a mais recente, iniciada em 2000, com seu jeans no estilo "derrière-hugging", de US$ 114. Em pouco tempo, os elegantes jeans japoneses e italianos tornaram-se lugar comum e todos estavam obcecados por estilos (corte bota, boca larga), tipos de lavagem do tecido e elaborados acessórios, como aplicações de cristais Swarovski. Pagar US$ 200 por vestimentas com raízes operárias tornou-se tão aceitável como tomar um café com leite de US$ 3,50 no Starbucks.
Foi uma grande onda. A True Religion Apparel, de Los Angeles, obteve vendas de US$ 139 milhões no ano passado, cinco vezes mais do que em 2004. A margem de lucro operacional no ano passado foi de 28%. A Polo Ralph Lauren teve margens de 15% e a Liz Clairbon, de 9%.
As marcas de alto padrão, talvez, devessem ter percebido que a situação começava a perder força quando a gigante industrial Levi Strauss finalmente recuperou o vigor e colocou novas linhas no mercado em 2006, minando as vendas dos jeans de estilistas. As vendas da True Religion subiram 1,5% no primeiro trimestre deste ano, para US$ 36 milhões. As da Blue Holding, fabricante da marca Antik, caíram 18% no mesmo período.
Outro golpe veio quando os jeans baratos, mas elegantes, causaram furor na Europa. A Cheap Monday, marca criada por uma loja de roupas de Estocolmo que encabeçou a tendência, agora está disponível nos Estados Unidos, em lojas chiques por apenas, relativamente, US$ 65. Outras empresas seguem o mesmo caminho. A J.C. Penney começará a vender jeans de US$ 35 este ano, dos estilistas Chip & Pepper, de Los Angeles. A Guess vende jeans por US$ 50.
Nesse meio tempo, as mulheres começaram a desviar os dólares do denim para vestidos e bolsas. A True Religion agora vende sapatos e camisas; a 7 for All Mankind, bolsas de US$ 500. Ambas também oferecem suéteres e casacos. Loretta Soffe, diretora da varejista Nordstrom, diz que os estilistas ainda precisam provar que podem fazer a transição. "Não vou mentir", diz. "A especialidade deles é o denim."

Valor Econômico

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