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24 agosto 2015

RH: Teremos uma crise de mão-de-obra global até 2030.

Aqui na INEX somos fãs declarados do TED e das inúmeras pessoas, conceitos e ensinamentos que o evento, assim como a sua dinâmica de compartilhamento, nos permitem conhecer.

Na semana passada parte da nossa equipe foi a palestra promovida pelo pessoal do Capitalismo Consciente Brasil, com o Raj Sisodia - autor do livro Capitalismo Consciente - e voltamos de lá com muita informação e também uma dica de palestra sobre um tema importante para as organizações: mão de obra.

Rainer Strack é sócio e diretor administrativo do Boston Consulting Group e considerado um expert mundial em Recursos Humanos, isso porque parte das suas funções é justamente pensar na força de trabalho das empesas de forma estratégica e planejada. Ele já participou duas vezes do Fórum de Davos, detém um mestrado em física, um mestrado em negócios, um PhD em física pela Universidade RWTH e, em 2008,  foi nomeado professor honorário Witten / Herdecke University, na Alemanha.

Frente a esse currículo é inegável o seu conhecimento sobre o tema RH, mas o que torna o seu discurso (feito em 2014) tão interessante é um alerta sobre a crise de mão obra global que enfrentaremos até 2030.
Dito assim, parece um pouco apocalíptico, mas a visão de Rainer sobre como usar esta informação é o que torna a mensagem tão importante: "Empregados são recursos, são bens, não custos, não contagem de cabeças, não máquinas, nem mesmo os alemães". 


Vídeo original (site do TED) aqui!

28 maio 2015

INOVAÇÃO: Novos mercados exigem novos profissionais e a IDEO já sabe disso

A IDEO é uma das empresas mais inovadoras do mundo. Sediada no Vale do Silício, ela usa o design para viabilizar a evolução de organizações, públicas ou privadas, de qualquer lugar do globo. Justamente por ter o ser humano e suas necessidades como pano de fundo, para cada um dos projetos, o time de pessoas que compõe a equipe de desenvolvimento da IDEO é tão heterogêneo.



Dentre as diversas frentes de trabalho - marcas, educação, experiências digitais, engenharia, finanças e alimentação - existe uma que investiga e avalia questões como envelhecimento e relações de consumo. Buscando o alinhamento com este público idoso, a empresa contratou recentemente Barbara Beskind, uma senhora de 91 anos, para ser designer de produtos.


A IDEO divulgou a vaga sem especificar idade e Bárbara Beskind escreveu o seu currículo, postou no correio e passou no processo seletivo. Embora tivesse o desejo de ser inventora desde a juventude, ela alegou ter sido desincentivada a cursar engenharia. Na época, o curso só aceitava alunos do sexo masculino o que a levou a ser terapeuta ocupacional no Exercito. No entanto, depois de todos estes anos viu a possibilidade de realizar o antigo sonho através da IDEO.

(foto de Bárbara com a equipe em seu ultimo aniversário, de 91 anos)

Atualmente ela vai ao escritório da empresa toda quinta-feira, onde testa os produtos para consumidores de idade avançada e ainda gera insights para os outros designers - quase todos com menos de 1 terço da sua idade - . 

A IDEO entendeu que, para manter a empresa atualizada e fiel ao core business do negócio, a inovar no processo seletivo é possível e muitas vezes necessário (assim como mudar de carreira já na terceira idade!)


08 outubro 2012

TEDx - Amy Cuddy sobre a linguagem corporal

Amy Cuddy é uma pesquisadora - entusiasta - da linguagem corporal, do que ela significa, não só para os outros como para nós mesmos. Em um talk engraçado e emocionante, ela revela alguns segredos de como utilizar o próprio corpo para ter maior auto confiança e poder.


Bem legal.

02 agosto 2012

EDUCAÇÃO - Estudo de caso de Harvard? Coisa do passado!

O MBA de Harvard existe há mais de 100 anos, com um currículo intocado dos seus conhecidos estudos de caso - forma de aprendizagem copiada no mundo todo.




Eis que a instituição reconheceu seu "atraso" atual e remodelou o currículo do curso, mudando desde a estrutura física até os módulos de aprendizagem.



No novo modelo, o conceituadíssimo método de estudos de caso, criado em Harvard e copiado à exaustão por milhares de escolas de negócios em todo o mundo ao longo do último século, perdeu espaço. Mais do que nunca, os alunos deixaram as quatro paredes da escola.


Trabalharam por uma semana num país emergente que não conheciam. Criaram uma empresa do zero. Até mesmo as tradicionais salas de aula mudaram. “Num período de apenas três meses, concluí um projeto na Índia e abri uma empresa de internet, além de outras atividades do curso”, diz o mineiro César Carvalho, um dos alunos da mais nova turma de MBA de Harvard.


Os planos de mudar surgiram após a nomeação do indiano Nitin Nohria como reitor em julho de 2010. Sua chegada, por si só, representou uma quebra na tradição da escola de negócios, cujo comando jamais fora ocupado por um estrangeiro. Nohria logo passou a articular uma resposta às críticas contra os cursos de MBA, que se intensificaram nos últimos anos.



Resumimos aqui algumas das principais informações, mas, de verdade, vale ler a íntegra.


Fonte: Exame

04 julho 2012

RECURSOS HUMANOS - O ponto da virada da ClearSale

Pedro Chiamulera é ex esportista e atual CEO da Clear Sale, empresa de validação de compradores no e-commerce (eles verificam se a pessoa que está fazendo a compra é ela mesmo).


O Pedro fundou a empresa em 2000, mas foi em 2005, quando teve 23 dos 25 funcionários fora da empresa (saíram em busca de melhores oportunidades) que ele percebeu que deveria mudar algumas coisas em relação às pessoas.


Deu início, então, a processos de criação de relacionamentos e auto estima interna, com dinâmicas e conversas. À medida que a empresa foi crescendo, criaram plano de carreira e grupos de afinidade.


Os resultados foram incríveis:
- Eleita em 2011 a melhor empresa de TI para se trabalhar
- Em 3 anos o crescimento foi de 1000%
- Faturamento atual de R$ 52 milhões


Se quiser conferir a entrevista, clica aqui.


12 outubro 2011

COMUNICAÇÃO - Um panorama da comunicação interna no Brasil, 2011

O Instituto FSB Pesquisa criou o Mapa da Comunicação Brasileira 2011, através de um estudo realizado com o intuito de formar conhecimento na área de comunicação organizacional.
Foram entrevistados 100 gestores de órgãos públicos brasileiros, empresas privadas nacionais e de capital estrangeiro.






A respeito da evolução da prática de comunicação interna, ela era vista como uma área secundária durante muito tempo. No entanto, vem ganhando espaço já algum tempo, principalmente nos anos 90, com o boom da internet e das novas interações com stakeholders.


Na pesquisa, hoje, foi constatado que o objetivo principal da comunicação interna é a motivação e a integração dos colaboradores:


"
A comunicação trabalha também para reter os profissionais talentosos.
"
Rodrigo Caetano, Diretor de Pesquisa do Instituto FSB

Outro ponto destacado é o objetivo em manter um alinhamento das posições institucionais, devido, principalmente, ao uso de redes sociais, nas quais os colaboradores também interagem. A atitude de um colaborador pode ser o epicentro de uma grande crise, por exemplo, estando descontente, pode usar as redes para falar mal da empresa onde trabalha.


Dos meios utilizados para a comunicação, o email é o primeiro lugar, seguido de face a face, intranet, jornal, mural e newsletter. O objetivo dos canais é, primordialmente, gerar integração e compartilhar conhecimento e informação.


Se quiser conferir mais detalhes da pesquisa, clica aqui.


Fonte: Nós da Comunicação


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05 setembro 2011

LIDERANÇA - INEX comemora os 10 anos

Quinta feira passada, dia 1º de setembro de 2011, foi um dia particularmente especial para nós, da InexMarketing. Realizamos nossa celebração de 10 anos e, diga-se de passagem, com grande estilo!

Convidamos clientes, parceiros e colaboradores a brindarem com a gente nosso aniversário e, ainda, ouvirem as palavras do Dr. Julio Decaro*, em uma palestra sobre "Novos líderes para novos mundos".

No encontro, Decaro falou sobre alguns conceitos como excelência, transcendência, liderança, genialidade e interser. Para ele, é preciso ver além da superficialidade das coisas, transcender, ou seja, quando você olha uma folha de papel e vê uma folha de papel, você vê superficialmente. Por outro lado, quando a vê, e enxerga uma nuvem, você transcende. Isso porque, por trás daquela folha há celulose, e árvores, e pessoas, e chuvas, e nuvens. Por fim, tudo está conectado e, por isso, não somos "seres" mas "interseres", precisamos do todo para existir, bem como o todo precisa das partes.
Isso é apenas uma das explanações de Decaro. Ainda retomaremos aqui no blog.

Por enquanto, deixamos para esse começo de semana a mesma citação que fechou a palestra na quinta feira:

"
Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.
"
Gandhi

*Julio Decaro é uruguaio, médico de formação, escritor, filósofo do cotidiano e amante da vida. Ganhador da medalha de ouro na Universidade da República Oriental do Uruguai (1974), especializou-se em "Novas ciências da conduta". Participante do projeto de negociação de Harvard, teve passagens também pelo Instituto de Pesquisa Mental de Palo Alto (USA) e Instituto Privado de Psicologia Médica na Argentina. Executivo de multinacionais, dedicou-se a promover reflexões sobre as virtudes, vícios e comportamentos humanos. É Managing Director do CMI International Group, empresa de consultoria dedicada à negociação, orientando empresas privadas, governamentais e ONG´s nos Estados Unidos, América Latina e Europa.

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09 agosto 2011

BUSINESS - A proposta das reuniões ao ar livre, The Walking Meetings

Que tal a proposta de uma reunião caminhando?


Recomenda-se que a pessoa caminhe pelo menos 10 mil passos por dia para diminuir riscos de doenças e ter uma vida mais longa e saudável. Isso é o equivalente a 30 minutos de caminha, quase todos os dias da semana. Mas, como isso é possível com as pessoas trabalhando o dia inteiro sentadas? Fazendo reuniões caminhando!

Reuniões caminhando não são um fenômeno novo. Aristóteles já dizia que caminhava com seus estudantes para ensinar. Agora, um recente artigo no Blisstree post diz que as "walking meetings" são uma forma de ser produtivo e pegar um pouco de ar fresco.
Os japoneses descobriram há décadas atrás que o negócio avançava e os trabalhadores também depois de esticar e mexer um pouco o corpo, em grupo, todas as manhãs, antes de começar o dia de trabalho.

Agora, 9 razões para ter uma reunião caminhando
  1. Atividade física energiza as pessoas e faz com que fiquem mais alertas.
  2. Ambientes diferentes inspiram novas ideias e estimulam a criatividade.
  3. Passar tempo ao ar livre, na natureza, com luz natural e ar fresco, melhora a qualidade de vida e mental.
  4. Caminhar e falar, lado a lado, diminui as diferenças hierárquicas, o que deixa as pessoas mais tranquilas e aumenta o espiríto de trabalho positivo.
  5. Caminhar queima calorias, faz o oxigênio correr nas veias e aumenta a atividade cerebral, o que aumenta a capacidade de resolver problemas.
  6. Caminhar e mover-se permite que a mente torne-se mais flexível e ajuda a estimular o lado correto do cérebro.
  7. Estar ao ar livre pode aumentar a  confidencialidade dos assuntos discutidos, já que acontece privamente e sem interrupções de trabalho.
  8. Envolver a mente e o corpo é uma forma de trabalhar mais holística.
  9. É uma forma de diminuir os gastos do escritório, já que menos máquinas ficam ligadas, o que o torna mais sustentável e verde.

Agora, como fazer essa reunião acontecer?
  • Organize tudo o que você precisará antes e faça uma agenda.
  • Com a permissão de todos, grave o encontro de forma a conseguir ouvi-lo posteriormente.
  • Faça uma pauta de reunião, enviada a todos anteriormente, dizendo para vestirem roupas confortáveis (principalmente sapatos).
  • Faça os encontros bem cedo, para energizar o dia, e/ou no final do expediente, depois de os colaboradores terem gasto energia no trabalho.
  • Pense quanto o encontro irá demorar, considerando os níveis de condicionamento físico dos outros colegas.
  • Confira a previsão do tempo e tenha alguns guarda-chuvas com você, para impedir que as condições climáticas atrapalhem a reunião.
  • Grupos menores são mais fáceis de gerir para estes encontros, mas com um comitê organizado, é possível realizar com grupos maiores.
  • Ambientes naturais, como parques, são opções melhores. Evite ambientes barulhentos.
Fonte: PlanetGreen

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02 agosto 2011

REFLEXÃO - David Allen fala sobre seu método GTD para produzir com qualidade (de vida)

Como se organizar diante de tantas demandas? É possível ter um alto índice de produtividade e, ao mesmo tempo, manter a qualidade de vida?
As duas questões estão no centro do método GTD, ou Getting Things Done (em uma tradução livre, “Realizando tarefas”), criado pelo consultor norte-americano David Allen, de 65 anos. Considerado uma espécie de guru da produtividade, o autor do best-seller A Arte de Fazer Acontecer viaja pelos Estados Unidos levando o programa GTD a empresas como Sony e Microsoft e instituições como a Força Aérea Norte-Americana. Apesar de contar com técnicas e ferramentas sofisticadas, o método tem como base um pensamento simples: libere sua mente, e a produtividade virá.


Você criou um método para aumentar a produtividade que também promete melhorar a qualidade de vida de executivos e empresários. Como isso funciona?
Eu acredito que as duas coisas andam juntas. Quanto melhor for a sua qualidade de vida, mais produtivo você será, e vice-versa. Desde a época da faculdade, sempre me interessei por métodos e técnicas capazes de ampliar a minha capacidade de produzir, de realizar. Eu me envolvi com essa questão porque eu estava focado na experiência humana, queria saber que tipo de coisas eu poderia fazer sem mudar quem eu era. Meu objetivo não era ganhar mais dinheiro, e sim melhorar a qualidade da experiência, ser mais livre, mais flexível. Depois de passar por 30 empregos diferentes, percebi que eu mesmo teria que encontrar a resposta.

Vamos falar da sua vida antes de você criar o método. Você estudou história americana, mas largou a faculdade, certo?
Sim. Eu era fascinado pela história americana, mas depois descobri que queria ter mais experiências mais ligadas à vida real. Estava mais interessado em modelos culturais do que em datas, se é que você me entende.

Você costuma dizer que, nessa época, iniciou uma busca por Deus, pela verdade e pelo universo. Como foi isso? E como esse processo de autoconhecimento está relacionado com o mundo dos negócios?
Eu ainda estou em busca de tudo isso. Bom, a busca está relacionada com Deus, mas também com o modo como você lida com as pessoas, com a maneira como enxerga a sua vida. Se o seu destino é estar aqui na Terra e viver novas experiências, seja na vida pessoal ou na profissional, então deve aproveitar para aprender mais sobre si mesmo. Acredito que, se agimos conscientemente no dia a dia, podemos aprender muito sobre quem somos. É maluco isso, mas muita gente faz as coisas sem saber por que está fazendo. Quanto mais atento você está ao que faz, quanto mais você direciona a sua energia, menor é o desperdício e maior é o seu crescimento. É bom para os negócios, mas também o ajuda a crescer como ser humano.


Seu programa, o GTD, segue alguns passos básicos. O primeiro deles seria “esvaziar a cabeça” e “colocar tudo em um lugar seguro”.
Para começar, é preciso identificar e capturar ideias, projetos e objetivos que são significativos para você, e fazer uma grande lista, a mais completa possível. Você tem que externalizar tudo isso e colocar em algum lugar onde os dados fiquem seguros: pode ser no papel, em uma pasta no computador, no iPad, não importa - desde que você saiba onde está e como acessar. O segundo estágio consiste em avaliar tudo que está na lista, sendo bem específico sobre cada item. O que aquilo significa para você? É algo que precisa de atenção imediata ou não? Que resultados espera alcançar? Qual o próximo passo para chegar lá? Isso vale tanto para um e-mail quanto para um projeto de vendas. Em seguida, vem o terceiro estágio, em que você organiza os resultados das suas decisões de uma maneira que torne fácil localizar todas as resoluções. Por fim, a quarta fase é a da revisão e da reflexão. É preciso dar um passo para trás e observar todos os seus projetos, colocando no papel o que já foi feito e o que ainda precisa ser feito. Depois de tudo isso, se você decidir tomar uma taça de vinho, vai fazer isso com tranquilidade, porque saberá exatamente o que está deixando de fazer, e isso não será um problema.


Fonte: PEGN

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02 junho 2011

CARREIRA - O desafio de administrar e equilibrar os sentimentos no trabalho

 Sufocar emoções pode ser tão danoso para o trabalho quanto se pensa, como explica a psicóloga Clarice Barbosa. “Uma pessoa que sufoca o que sente tende a ter dificuldades de comunicação, de impor limites e tende a ficar sempre ressentida e se torna uma pessoa mais passiva”. Além desses danos, o fato de tentar ser uma pessoa em casa e outra no trabalho em termos emotivos pode evitar que o profissional se atente a pontos importantes sobre si mesmo. “As emoções são pistas para nos conhecermos”.

Barreiras emocionais e emoções estimulantes

Às emoções que podem prejudicar os resultados Clarice chama de barreiras emocionais. “Esses bloqueios emocionais impedem o crescimento, fazem com que o profissional tenha a tendência de colocar a culpa de seus fracassos no chefe ou na empresa”.
Sentimentos como raiva, ódio, inveja, tristeza e ansiedade são os que podem mais prejudicar a carreira – o que não significa que eles devem ser sufocados. “Até emoções que podem ser vistas como negativas podem ajudar de alguma forma. A raiva, por exemplo, se bem canalizada, pode nos estimular a agir”, explica a psicóloga.
No caso da tristeza e da ansiedade, elas são danosas quando excessivas. Nesses casos, é preciso um equilíbrio emocional bem apurado, para que esses sentimentos não prejudiquem o trabalho. Já o ódio e a inveja, para a psicóloga, podem ser considerados os sentimentos que mais barram o desenvolvimento da pessoa tanto na vida profissional como na pessoal.

“
O ódio estimula a vingança e a inveja faz com que a pessoa esteja sempre planejando uma maneira de boicotar aquele colega que se destaca. Os dois sentimentos fazem a pessoa perder tempo pensando no outro e não nela
”


No sentido contrário, emoções como amor, compaixão, felicidade e generosidade podem estimular o profissional. Primeiro porque, de maneira geral, elas despertam mais cuidado na execução das tarefas. Depois, porque deixam as pessoas mais suscetíveis para trabalhar em grupo. “Elas se atentam mais ao outro”, afirma Clarice.

Rumo ao equilíbrio


Se sufocar sentimentos pode não ser a melhor saída, como buscar o equilíbrio emocional a ponto de tornar a vida no trabalho mais produtiva? “No ambiente de trabalho, vamos sentir tudo. A questão não é o que você sente, mas o quanto você vai alimentar esses sentimentos”, afirma Danilo Afonso, do Idort-SP. “É preciso buscar a coesão em meio à divisão”.
Para tanto, o profissional precisa investir no autoconhecimento, pois sentimentos que dominam a ação podem levar a uma visível perda de produtividade. “Você acaba gastando muita energia pensando no problema”, considera o especialista.

Nesse autoconhecimento, o profissional precisa fazer perguntas como: você gosta do que faz? Você tem paixão pelo que faz? “O autoconhecimento ajuda a nos direcionar e a descobrir o que é a sua paixão. Quando você tem prazer pelo que faz, o trabalho lhe envolve de tal maneira, que você não pensa nos problemas”.


Fonte: InfoMoney


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28 abril 2011

CARREIRA - Redes sociais são as preferidas

As redes sociais estão crescendo, isso todo mundo sabe.

Agora, segundo pesquisa realizada pela Michael Page, 65% dos profissionais entre 26 e 30 anos busca oportunidades de emprego na rede, em sites e em redes sociais.


São exatamento os "Geração Y". Sérgio Sabino, diretor de marketing da Michael Page na América Latina ainda complementa:

"
A geração Y, na realidade, é um grupo que cresceu e vive de uma maneira dinâmica. E eles transferem esse ritmo para a procura por novos postos de trabalho.
"

A preferência, ainda, não fica restrita a eles. Daqueles com mais de 40 anos, 48% afirmaram usar ferramentas online para buscar oportunidades. Ainda assim, vale a ressalva para os cargos elevadíssimos, como diretores executivos e presidentes, que, por exigirem maior discrição, tiram a internet de cena.

Agora, a ascensão da geração Y para o topo da hierarquia pode provocar uma reviravolta nessa lógica? Sabino arrisca o palpite de que não. "Esse é um momento delicado para se pensar em transição de carreira. Por isso, o universo de recrutamento é mais restrito", diz.



Mesmo assim, ele pondera que apenas o tempo revelerá como o perfil das novas gerações alterará a maneira como que as empresas lidam com o recrutamento de alto escalão.
 
 
 
Fonte: Portal Exame, Imagem
 
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12 abril 2011

CARREIRA - Steve Jobs autoriza biografia

E você terá acesso a ela em 2012!


É a primeira vez que Steve Jobs autoriza uma biografia, que está sendo trabalhada desde 2009. Por isso, o ano de 2012 vai ser "nervoso" para os fãs da Apple: iPad 3, iPhone 6 e o iSteve, "The book of Jobs"! O responsável pelo feito é o antigo CEO da CNN e editor da revista Time, Walter Isaacson, junto à editora Simon & Schuster - embora ainda não existam datas ou detalhes definidos.

Além desta obra, Isaacson também escreveu a biografia do ex-presidente americano Benjamin Franklin, do Nobel da Paz Henry Kissinger e do físico Albert Einstein.

"
Esta é a perfeita combinação de assunto e autor, e certamente o livro será um marco sobre um dos maiores inovadores do mundo.
"
Jonathan Karp, diretor da Simon & Schuster

Para quem ler, com certeza será uma fonte de informação e conhecimento.


Fonte: Portal Exame

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11 março 2011

EMPREENDEDORISMO - Geração Y, empreendedorismo, planejamento.



Guilherme Pizzini, diretor e sócio fundador da De Olho no Click falou com a HSM sobre as práticas de gestão que garantem o sucesso - representante da Geração Y.



Integridade, comprometimento, busca por inovações e aprendizado são característica conhecidas e valorizadas na Geração Y. E são características essenciais para o sucesso de um negócio. Mas não são as únicas. Toda essa busca por uma ascenção rápida deve estar alinhada a um bom planejamento.
Estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas são apenas alguns exemplos (falamos em outro post sobre esse mesmo item, na abertura da Chocolat Des Arts).

A falta de planejamento pode fazer com que a empresa acabe consumindo recursos de forma errada.


O que a Geração Y tem a oferecer?
Apesar de não ter muita experiência profissional, isso pode ser compensado pela qualificação acadêmica. Claro que unir experiência com teoria é o ideal. Mas o conhecimento dos conceitos e formas de aplicação já é um bom começo para o planejamento (e, lembrando ainda, que a Geração Y tem facilidade de aprendizado).

Como converge internet, gestão jovem e ideias inspiradoras nos dias atuais?
A internet é um facilitador para colocar ideias em prática. A diferença com a Geração Y é que ela se empenha muito mais em transfomá-las em realidade. E esses dois pontos funcionam com grande sinergia em uma gestão jovem, que se adapta com facilidade às mudanças de cenário.

De que modo ideia, espaço e planejamento de projetos web devem acontecer em um projeto web e quais são as principais dicas em cada processo?
Ideia, espaço e planejamento são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Uma grande ideia só será sucesso baseada em um excelente planejamento. Este, deve prever ou antever situações futuras. E tudo passa por uma curva de aprendizado.
O tempo em que identificamos cada detalhe a ser corrigido ou cada ponto positivo identificado deverá ser potencializado.

Quais foram as principais mudanças diagnosticadas no site Olho no Click após seu lançamento?
Muitas mudanças ocorreram e nem sempre foram perceptíveis aos clientes ou pessoas de fora da empresa.
O interessa pelos produtos muda, assim como os horários em que as pessoas pretendem participar de nossos leilões. Além disso, para interagir com empresas com modelos de negócio diferentes, consolidadas ou não em seus mercados, é preciso adequar a forma de atende-los para produzir ações de grande sucesso.



Fonte: Portal HSM

23 fevereiro 2011

INTERNET - Aplicativo que prevê o futuro...

Que Mãe Dináh, o quê... Agora, para prever o futuro, é só consultar o Facebook! Ou melhor, para prever o futuro acadêmico, nos Estados Unidos, é só consultar o app AdmissionSplash!

Bom, pelo menos é o que garante a CampusSplashNetwork, start up criadora do aplicativo. Segundo eles, depois de testes feitos, acertaram a adminissão de 91% daqueles que aplicaram para a Universidade de Nova Iorque e 97% para a Universidade da Califórnia!

Todo processo é muito simples: o estudante preenche uma ficha com informações como nota do SAT, atividades extracurriculares, universidade pretendida. Depois, o software, através de um algoritimo, calcula as chances!! 

É claro que não é possível acertar 100%, já que a decisão e escolha dos candidatos é feita uma a uma, por pessoas. Ainda assim, incrível pensar que uma máquina consegue acertar em até 97% a tomada de decisão de uma banca de seleção.

Fonte: Portal Exame

04 fevereiro 2011

LIDERANÇA - Oscar, produção de filmes e trabalho em equipe

Se você encontrar um ator na rua, ele irá dizer que são os atores que realmente fazem o filme. Que o roteiro é apenas branco no preto, mas quem realmente faz o filme, são os atores. Bom, se na sequência de uma caminhada, você encontrar um roteirista na rua, ele dirá: o filme é criado pelo escritor, somos nós quem inventamos a história, somos responsáveis por ela.
Como sabemos disso?
Bem, esse foi o relato de Peter Bregman, colunista da Harvard Business, entre outras coisas, contando de sua caminha com uma Diretora de Elenco em Park City, Utah, Estados Unidos. E ele ainda completa: "não encontramos um diretor no caminho, mas tenho certeza que, se tivesse acontecido, ele teria dito que filmes são feitos pela voz criativa do diretor".
A "briga" pelo crédito, vivenciada pela dupla nesta caminhada, foi (muito bem) comparada a qualquer corredor de escritório. E foi aí que Bregman teve um "insight".
Afinal, quem é responsável - e deveria levar maior crédito (leia-se $$$) - pelo sucesso de um produto ou serviço oferecido? A equipe de design? A equipe de divulgação? A força de vendas? O executivo que liderou e estratizou tudo isso?
Em um time, não são todas as pessoas que tem o mesmo valor, correto? Basta olhar o esporte! Nos times de futebol, por exemplo, alguns ganham milhões, enquanto outros, poucos "mil". É a clássica oferta e demanda: algumas pessoas são mais fáceis de substituir que outras.
Ok. Pensando assim, é óbvio: para saber quem merece maior crédito, é olhar para o mais insubstituível. Ele é o responsável pelo crédito. Ufa!
Mas.
As indicações para o Oscar saíram e o que Bregman percebeu?
- Cisne Negro (Black Swan): indicado a melhor filme -  e melhor diretor, atriz, fotografia, edição.
- A Origem (Inception): indicado a melhor filme - e melhor roteiro original, direção de arte, fotografia, trilha sonora original, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais.
"O discurso do rei" (The King´s Speech) e "A Rede Social" (Social Network), além de melhor filme, foram indicados para outras 11 e 7 premiações, respectivamente.


E, por acaso, alguma produção com indicação "apenas" a melhor filme? Não? Não.
Em outras palavras: para a melhor produção, não basta apenas uma equipe ser excelente. São partes independentes e colaborativas que são excelentes, juntas. Não é o talento de uma pessoa.
Ficou claro, né? É praticamente sempre um erro colocar uma pessoa, uma equipe, um departamento como responsável pelo sucesso de uma empresa. Pensar que alguns não levam o crédito que merecem, ok. Mas pensar que eles mereciam TODO o crédito? Bem, não.

E, segundo Peter Bergman, os melhores produtores de filme sabem disso: eles colocam os holofotes nos diretores, porque os filmes precisam de nome - assim como uma empresa precisa de uma marca. Mas isso não garante uma boa produção (é só assistir "O Turista": nem Angelina nem Depp salvaram...).

Os melhores líderes sabem disso. E não apenas da boca para fora - eles realmente sabem que isso é verdade. E passam essa mensagem através da própria humildade - que, por sinal, é mais que atitude, é uma habilidade - creditando TODA a equipe pelo trabalho.

Fonte: Coluna FastCompany

26 outubro 2010

ESPORTE - Torneio para pessoas com deficiência física é promovido pela Egalitê em Porto Alegre

Por Guilherme Soares

Nos dias 11 e 12 de dezembro, no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, ocorre o 1º Jogos da Igualdade. O objetivo do evento é fazer a integração através do esporte para portadores de deficiência física (PCDs).

São esperados cerca de 300 atletas, divididos em 12 modalidades: futebol, futsal, basquete, bocha, tênis de mesa, esgrima, goalball, vôlei, tiro, xadrez e vela. As provas de tiro serão realizadas na Asasepode e as de vela, no Iate Clube Guaíba.

É a primeira vez que um evento deste tipo será realizado em Porto Alegre. Será uma oportunidade para os paraatletas de se prepararem para os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.


A Egalitê é uma empresa focada em Recursos Humanos Especiais, trabalha com a colocação e preparação de PCD´s no mercado de trabalho. A empresa está no mercado desde o início de 2010, quando foi selecionada para participar do projeto PRIME financiado pelo governo. A Inex Marketing presta serviço de assessoria empresarial à Egalitê e teve papel fundamental na criação da marca e do website.

Para saber mais sobre a empresa acesse o WEBSITE ou o BLOG, clicando no link da palavra. 

21 junho 2010

CRIATIVIDADE - Arranjando vaga de emprego pelo Google.

Por Guilherme Soares

Interessante a maneira como o cara conseguiu um emprego na Y&R. Ele patrocinou, na busca do Google, os nomes dos principais executivos de algumas agências de publicidade para conseguir uma vaga de emprego. No mínimo criativo! Veja:

20 maio 2010

RECURSOS HUMANOS / CARREIRA - Você contrataria um funcionário sem função específica?

Fonte: Portal PEGN


Benedict Gomes, tanzaniano que cresceu na Índia e estudou nos Estados Unidos, tem o emprego que provavelmente todos gostariam de ter. Ele é contratado do Googlepara fazer o que quiser. Isso mesmo. Como um dos oito “distinguished engineers” (engenheiros especiais) da empresa no mundo, não tem função específica. Pode se dedicar a qualquer projeto que julgar interessante.
O engenheiro formado pela Universidade de Buckley, na Califórnia, esteve hoje (16/4) na conferência do Google com a imprensa, que acontece desde ontem em Buenos Aires. Em sua apresentação, explicou como as buscas na internet têm evoluído nos últimos anos. Aprimorar esse mecanismo tem sido a prioridade de Gomes desde quando começou no Google, dez anos atrás. “Eu amo buscas e acredito que exercemos melhor a nossa função quando fazemos o que gostamos, com paixão. A paixão é minha maior motivação”, disse ele.
Quando e se esse amor acabar, Gomes pode buscar outra área que o encante dentro da empresa, como o Gmail, Youtube, etc. Mas isso parece não estar nos planos do executivo. “Tenho uma equipe, diversos projetos. Não pretendo mudar de área tão cedo”, disse.
O Google é uma gigante multinacional, mas funcionários motivados são fundamentais para qualquer empresa, independente do tamanho. E você, contrataria um funcionário que pudesse fazer o que quisesse, mas com paixão?

20 julho 2009

RECURSOS HUMANOS - Os segredos das melhores.

Fonte: ComputerWorld

Criar um bom ambiente de trabalho independe de dinheiro. Postura e liderança são muito mais importantes do que benefícios. Saiba como trabalha a elite dos recursos humanos no Brasil.


Qual o segredo das melhores empresas para se trabalhar? A resposta, apesar de não ser simples, está inserida em um conjunto de ações pequenas e simples. Mais importante do que oferecer benefícios, é dar aos funcionários ferramentas adequadas para o seu desempenho. Ficar na empresa até tarde? Claro, não há problema, mas a liderança se lembra de agradecer a quem procura fazer o melhor? Enfim, para criar um bom ambiente não é preciso pirotecnia, basta agir da maneira correta.

“A palavra-chave que nós usamos é confiança. É o principal fator medido pela pesquisa [Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar]”, afirma o CEO do Great Place to Work Institute Brasil (GPTW), Ruy Shiozawa. Para conquistá-la, as empresas presentes no ranking respeitam seus funcionários, cumprem o que falam, possuem regras e políticas claras e, principalmente, conseguem se comunicar de forma efetiva. Afinal, de nada adianta fazer tudo corretamente se os profissionais não são capazes de perceber o esforço.


Desenvolver esse vínculo de confiança entre funcionários e empresa traz uma vantagem competitiva muito grande para a companhia. Quando a relação entre líder e liderados é boa, isso se reflete em todos os processos e no relacionamento com os clientes, que percebem nitidamente quando o ambiente é agradável. Os produtos, ou serviços, ficam melhores, os vendedores se esforçam mais e têm menos dificuldade para convencer os consumidores sobre os benefícios do que está sendo oferecido. E tudo acaba influenciando, ainda, no que mais importa: o lucro.

Por esse motivo, a crise econômica mundial parece ter dado um empurrão nas empresas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações na direção das melhores práticas de recursos humanos. Segundo Shiozawa, este ano a média geral dessas empresas no ranking do GPTW subiu mais de 5 pontos porcentuais, resultado que impressiona, uma vez que, no geral, a evolução anual não passa de
1 ponto porcentual.

“É um investimento necessário, que muitas vezes não custa absolutamente nada para as empresas”, justifica o CEO do GPTW. Isso acontece porque a maior parte das ações que melhoram o ambiente de trabalho está relacionada à postura dos líderes. Mesmo quando se trata de benefícios, o importante não é gastar mais para dar o melhor plano de saúde ou de previdência privada. É mais eficiente ouvir e entender o que os funcionários querem – o que, na maioria das vezes, não é muito – do que investir em serviços sem importância para as pessoas, por mais sofisticados que sejam.

Confira os cinco principais motivos que fazem de uma empresa um dos melhores lugares para trabalhar em TI e Telecom no Brasil.

1- Comunicação
Antes de colocar em prática qualquer mudança de postura que possa estar pensando, lembre do seguinte: tão importante quanto fazer a coisa certa é ter certeza que os funcionários têm a percepção exata do que está acontecendo. Criar um bom ambiente de trabalho depende, integralmente, da comunicação entre a empresa e seus colaboradores.

A corporação pode ter uma regra de promoção clara e justa, mas se não fala para o funcionário porque ele foi ou não foi promovido, sempre haverá quem ache que não foi justo. Assumir o papel de líder e comunicar de forma clara as decisões é de crucial importância, uma vez que isso vai determinar a percepção dos funcionários em relação à empresa.

“Nós nos deparamos muitas vezes, durante a pesquisa, com líderes que costumam justificar o fato de não terem promovido determinado funcionário dizendo para ele que a direção barrou ou que faltaram recursos”. Neste caso, o líder não está cumprindo seu papel de informar exatamente os motivos da decisão, exemplifica Shiozawa.

Esse tipo de comportamento acarreta em dois problemas: o funcionário vai se sentir desmotivado e, pior, não vai poder trabalhar as verdadeiras razões que impediram sua promoção. As pessoas podem até não gostar de uma avaliação ruim, mas é pior quando o chefe se esconde. “Isso acaba cultivando um ambiente que, uma hora ou outra, vai explodir”, observa.

2 - Credibilidade e imparcialidade
Como os funcionários enxergam a liderança? Nas melhores empresas para trabalhar, os funcionários acreditam na capacidade e nas palavras dos líderes e confiam nas suas decisões. Nessa hora, entram questões como competência técnica, integridade, justiça e capacidade de fazer o funcionário perceber essas qualidades.

Toda empresa tem em suas dependências quadros de aviso que informam Missão, Visão e Valores. Mas se no cotidiano profissional os funcionários acabam presenciando situações que vão contra o que está escrito, a liderança perde credibilidade. “Vamos supor que uma companhia tenha como missão agradar os clientes em primeiro lugar. Se toda vez que um consumidor telefona o chefe fala: ‘lá vem aquele chato de novo’, com o tempo, a credibilidade vai se perdendo”, pondera.

Também é importante o inverso: a confiança que o gestor demonstra em relação ao trabalho do funcionário. O profissional que tem autonomia para trabalhar vai se sentir valorizado e passar a acreditar mais no trabalho do chefe.

Sobre imparcialidade, a empresa precisa transmitir para o funcionário que seu desenvolvimento não depende de politicagem, mas sim de regras pré-estabelecidas e que sejam de conhecimento de todos.

3 - Respeito
Para gostar da empresa na qual trabalha, o funcionário precisa saber exatamente como a liderança o enxerga. Pequenos gestos, como um agradecimento por ter ficado até mais tarde no escritório, ou uma demonstração de preocupação com a vida social das pessoas – que pode vir na forma de incentivos à prática de atividades fora do trabalho – fazem toda a diferença.

Geralmente, todo funcionário passa por momentos de pico de atividades, seja no fechamento do mês ou na conclusão de um projeto, quando existe a necessidade de trabalhar por mais tempo. Mas a empresa que se preocupa em saber se o colaborador está comprometendo sua vida social para cumprir com a demanda do trabalho ganha pontos positivos na avaliação da equipe.

Respeitar o funcionário também significa oferecer a ele condições de trabalho, dando ferramentas adequadas para as tarefas a serem cumpridas e um ambiente propício.

“Os líderes precisam se preocupar em ver o funcionário como pessoa, e não apenas como um número de matrícula. Ninguém passa pela catraca e deixa de ser o que é”, afirma a consultora do GPTW Roberta Hummel. Não é uma questão de ser “bonzinho” ou tomar atitudes paternalistas, mas sim de entender o perfil e a necessidade das pessoas que trabalham na empresa.

A companhia procura envolver os funcionários nas decisões que os afetam? Existe um ambiente propício para inovação, ou se alguém tenta fazer algo diferente e comete um erro será execrado? Essas são questões que, nas melhores empresas para trabalhar, são respondidas de forma afirmativa.

Na base, a confiança
As três dimensões mencionadas – credibilidade, imparcialidade e respeito – não funcionam de forma independente. Elas estão interligadas e precisam ser trabalhadas em conjunto. Afinal, se o funcionário não acredita no que o chefe diz, suas decisões são tomadas como injustas e o profissional se sente desvalorizado e desrespeitado. Estas dimensões geram a tão buscada confiança nos funcionários. Por esse motivo são as mais importantes.

Mas ainda existem outros dois componentes cruciais que fazem das empresas um bom lugar para trabalhar: orgulho e camaradagem. De certa forma, essas características são uma consequência da confiança, mas também precisam ser trabalhadas.

4 - Orgulho
São três tipos de orgulho: do trabalho, da equipe e da empresa. Os dois primeiros estão ligados à relação de confiança. Se a liderança não envolve o funcionário nas decisões e não ouve suas ideias, é muito difícil ter orgulho do que faz. O terceiro caso envolve a marca da empresa, o produto e o que
ela retorna para a sociedade, incluindo os trabalhos sociais e ambientais desenvolvidos.

5 - Camaradagem
As melhores práticas tratam da relação entre os funcionários de uma mesma empresa e, também, destes com suas lideranças. Afinal, se o profissional não tem confiança em seu chefe, acaba achando que será desrespeitado e que as promoções e bonificações são injustas. Como resultado, ele não vai se esforçar para ajudar algum colega, que pode considerar privilegiado. “Uma equipe não vai funcionar de forma coesa caso a liderança incentive competições negativas. Se as expectativas não estão claras para todos e não há uma boa comunicação, ninguém vai acreditar que absolutamente todos na empresa estão caminhando na mesma direção”, diz Roberta.

Pequenas iniciativas, grandes resultados

Benefícios
Ao contrário do que se imagina, as melhores empresas para se trabalhar não são, necessariamente, campeãs também na concessão de benefícios aos funcionários. O segredo é entregar aos profissionais o que eles realmente querem ou precisam. Por exemplo, para uma empresa com muitos funcionários jovens, planos de previdência não serão muito valorizados.

Práticas e políticas
No início, Robert Levering, criador do GPTW, pensou em mapear as práticas mais utilizadas para determinar quais eram as melhores empresas para se trabalhar. “Não adianta ter os maiores benefícios, se elas não fazem sentido para as pessoas. Não adianta ter a melhor política de carreira, se ela não é aplicada de forma justa. O papel da liderança é mais importante do que qualquer prática ou política. Cada empresa tem as suas e as aplica de forma diferente, mas sempre de forma específica para o seu público”, explica a consultora.

Tentar adotar determinada prática de outra empresa só porque ela está no ranking do GPTW não é uma atitude que vai gerar bons resultados.
“O problema é a falta de adequação à cultura da companhia e de uma política consistente e maior. A prática é importante, mas a forma como ela é aplicada é que faz a diferença”, afirma Roberta.

Recrutamento
Talvez a prática mais importante de todas. Para ter um bom ambiente é preciso ganhar a confiança do funcionário. Isso depende de regras claras, respeito, imparcialidade e uma boa comunicação. Mas se o perfil e os valores dos funcionários forem diferentes do perfil e dos valores da empresa, o casamento nunca vai dar certo. Saber quem está contratando e se certificar que a pessoa tem o perfil adequado para a companhia é o início de tudo. Afinal, conhecimento técnico, na pior das hipóteses, pode ser ensinado.

Por esse motivo, cada vez mais as empresas buscam diversificar o processo seletivo e incentivar a indicação de amigos entre os próprios funcionários. A Chemtech, por exemplo, costuma levar os candidatos a eventos sociais, como shows e jogos de futebol, para conhecer o comportamento da pessoa fora do ambiente de trabalho.

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