08 janeiro 2008

MARCA - Xerox reformula logotipo para fugir de imagem tradicional.

Fonte: Portal EXAME

A um custo de milhões de dólares só no Brasil, a empresa subsituirá o logotipo tradicional por um novo, na expectativa de se associar a outros setores, além das fotocópias.

Uma das 60 marcas mais valiosas do mundo, segundo o ranking da revista americana Business Week, a Xerox anunciou nesta segunda-feira (07/01) a reformulação de seu logotipo, num lance que a própria empresa classificou como "a maior mudança na identidade corporativa da história da companhia".

O novo logo mostra o nome da empresa com uma fonte mais arredondada que a do anterior, além de um globo vermelho cortado por dois traços que se cruzam, numa menção à letra "x", a primeira do nome da empresa, e ao conceito que a empresa pretende reforçar, no processo de reposicionamento de marca, o de "conexão entre empresas, consumidores e mercados" (veja abaixo a comparação do logotipo anterior, à esquerda, com o novo, à direita).


"A mudança (do logo) é uma forma de refletir o que somos atualmente, uma empresa com foco no cliente, idéias inovadoras e serviços de documentação e conteúdo, e não mais uma provedora de máquinas de fotocópia", explica o diretor executivo de marketing da Xerox no Brasil, Fábio Neves.

Hoje os negócios da empresa estão concentrados em três grandes áreas de atuação: fornecimento de impressoras para venda no varejo, processamento de documentos para empresas e impressões em grande volume para companhias de setores como o gráfico e o publicitário.

No entanto, a imagem da empresa segue bastante associada à de fabricante de fotocopiadoras, as "máquinas de xerox", como muitas vezes são chamadas, num exemplo claro de associação entre o produto e a marca.

A expectativa, segundo Neves, é que a Xerox consiga expandir a confiança do consumidor na marca para produtos de outros setores e, de quebra, conquiste um reconhecimento de melhora de imagem por parte dos investidores.

Custo milionário

A matriz americana da Xerox esclarece em nota que a substituição do logotipo anterior pelo novo em todos os espaços onde o primeiro aparece – documentos, banners, fachadas, sites, entre outros – será realizada gradualmente e pode levar até 18 meses para ser concluída em todo o mundo. No Brasil, a previsão é de que a mudança nos mais de 200 itens onde deve ocorrer seja concluída até o fim de 2008.

A companhia não divulga o custo do processo de reformulação, mas o custo estimado, apenas no Brasil, é de "alguns milhões de dólares", segundo Fábio Neves.


08/01/2008

07 janeiro 2008

ECONOMIA - Casas à venda nos Estados Unidos: a ressaca ianque deve provocar um efeito dominó e afetar economias da Ásia e da Europa.

Fonte: Portal Exame.

A cada virada do ano, os analistas econômicos se dedicam a um esporte de alto risco: fazer previsões sobre índices muitas vezes imprevisíveis, como o crescimento do produto interno bruto e as futuras oscilações da taxa de juros, do câmbio e da bolsa de valores. Para 2008, a bola de cristal dos economistas traz uma revelação inequívoca: depois da tempestade das hipotecas subprime nos Estados Unidos, chegou a hora da faxina. "O primeiro semestre será crítico para determinar o desfecho da crise, com mais bancos vindo a público para admitir e assimilar grandes perdas", diz David Wyss, economista-chefe da agência de classificação de risco Standard&Poors. "Se os bancos centrais conseguirem garantir liquidez aos mercados, ao mesmo tempo em que as pressões inflacionárias nos Estados Unidos sejam contidas, é possível que o segundo semestre seja mais promissor." Caso contrário, a economia americana poderá viver uma recessão significativa, com estragos ainda mais graves do que os já provocados pela desaceleração em curso -- hipótese levada cada vez mais a sério pelos analistas. Nas últimas semanas, aumentou o número de economistas que já falam abertamente na possibilidade de uma contração mais forte. O mais recente relatório do banco de investimentos Merril Lynch avalia que a chance de recessão em 2008 é de 100%. O banco Bear Stearns, um dos mais castigados pela tormenta, acaba de registrar o primeiro prejuízo trimestral, de 854 milhões de dólares, em seus 84 anos de história. Para Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, o banco central americano, a economia do país começa a viver os primeiros sintomas de "estagflação", termo usado para indicar um período de ausência de crescimento associado à alta de preços. O clima de apreensão é tamanho que o presidente Bush declarou que, se há prejuízos a contabilizar, os bancos "precisam fazer isso agora". Como era de esperar de um sistema global, a ressaca ianque tende a provocar um efeito dominó, castigando economias que também produziram bolhas imobiliárias nos últimos anos, caso de parte da Europa, da Ásia e da Austrália.


Mesmo no caso de países como o Brasil, com contas externas em dia e política monetária austera, a crise deverá trazer respingos negativos. "Num ambiente externo desfavorável, o atual crescimento da economia brasileira, na casa dos 5%, é insustentável," diz John Welch, vice-presidente de estratégia soberana do banco de investimentos Lehman Brothers de Nova York. "Se o governo Lula tiver uma reação responsável ao fim da CPMF, limitando os gastos públicos, o Brasil deverá crescer em torno de 4,4% em 2008". Há quem trace cenários bem menos otimistas, como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, para quem o Brasil crescerá apenas 3%. Segundo ele, o aumento do consumo interno não será suficiente para compensar os efeitos de uma retração na demanda externa, causada sobretudo pela possível queda na exportação de commodities para países como a China.


Diante de tal piora nos humores, muita gente tem se voltado para os chamados países do Bric -- Brasil, Rússia, Índia e China --, indagando se eles serão capazes de gerar um crescimento econômico suficiente para compensar a crise nos países desenvolvidos. A percepção é de que, se a economia americana efetivamente embicar para baixo, será pedir demais às quatro nações emergentes que contrabalancem desde já o baque na maior potência do mundo. De acordo com o economista Robert Shiller, célebre por vaticinar que a "exuberância irracional" do mercado de ações americano nos anos 90 acabaria mal, o peso dos emergentes na criação da riqueza global tem sido exagerado, num efeito semelhante ao da ilusão de ótica. "Na realidade, as economias da China e da Índia são apenas uma fração minúscula do PIB mundial -- juntas, representam 7%", escreveu Shiller num artigo para o jornal The New York Times. Por outro lado, apesar de ter uma participação declinante, os Estados Unidos ainda representam 28% do PIB global. É, portanto, na terra do Tio Sam, onde a crise eclodiu, que o seu destino também deverá ser decidido.


Até agora, o efeito mais perverso da desaceleração americana, com certo grau de contágio na Europa, é a contração do crédito. Traumatizados pelos calotes dos mutuários de baixa renda, perdas estimadas em mais de 400 bilhões de dólares, os bancos americanos estão se recusando a conceder novos empréstimos, travando o sistema financeiro. Segundo Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs, uma instituição que até agora tem escapado ilesa da crise, o prejuízo dos bancos provocará uma contração de crédito nos Estados Unidos da ordem de 2 trilhões de dólares. É por isso que os bancos centrais dos países ricos têm injetado liquidez no sistema. Recentemente, o Banco Central Europeu emprestou mais de 500 bilhões de dólares a juros camaradas para bancos em dificuldades. Mas a maioria dos analistas questiona os resultados de tal estratégia.


Se o futuro parece incerto, mais seguro é olhar para o passado e tentar tirar lições. Um ensinamento é a noção de que os chamados ciclos do sistema capitalista -- flutuações na atividade econômica, alternando períodos de rápido crescimento com fases de declínio e recessão -- sempre estiveram conosco, e talvez seja prudente imaginar que continuarão a pleno vapor no século 21. "Essa é uma crise clássica que marca o fim de um ciclo, aquilo que os americanos chamam de crisis by the book", diz o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros. "Assim como no passado, essa crise também foi motivada por questões de mercado, como a baixa taxa de juros americana no começo da década, que fomentou a especulação hipotecária." A novidade dessa vez foi a chamada securitização, mecanismo financeiro pelo qual os investidores repassam e diluem os riscos assumidos. Ao contrário do que se previa, a securitização do mercado subprime não levou à redução dos riscos, mas a prejuízos colossais. Muitos bancos tornaram-se menos criteriosos na concessão de empréstimos, pois agora podem transferir o risco de seus clientes. "À medida que os mercados se tornam mais sofisticados, certos investidores passam a se arriscar cada vez mais", diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central. Segundo ele, os ciclos são dominados por dois sentimentos opostos: a ganância, nos tempos áureos, e o medo, nas horas de crise. E se é verdade que o medo serve à auto-preservação, por outro lado, a ganância é a mãe do empreendedorismo. Nos próximos dois ou três anos, Mendonça de Barros crê que os investidores irão adotar uma postura cautelosa. Mas para o futuro ele tem outra profecia: "Com o passar do tempo, quando julgarem que estão com baixa rentabilidade, alguns vão fazer bobagem, dando a largada para a próxima crise."

07/01/2008

04 janeiro 2008

INOVAÇÃO - Leitura obrigatória.

Fonte: Portal EXAME

Um dos maiores desafios de qualquer empresa que queira alcançar ou se manter na liderança de seu mercado é ser a primeira a enxergar ou (ainda melhor) a determinar tendências. É o que muitos chamam de inovação. E inovar,por mais que isso soe batido,nunca foi tão vital para o mundo dos negócios. Mas o que o c onsumidor de 2008 deseja ardentemente,às vezes sem nem mesmo saber? Para mostrar quais as principais tendências de consumo que estão se delineando e que devem pautar parte do mercado daqui para a frente,EXAME ouviu especialistas em marketing,pe squisou cerca de 300 lançament os que prometem ser sucesso em 2008 e selecionou 16 deles. Essa lista de produtos está relacionada com as quatro principais tendências enxergadas por executivos de algumas das maiores e mais inovadoras empresas de consumo do mundo. A primeira delas é a simplicidade: altíssima tecnologia combinada à beleza sem ostentação ou exageros e, sobretudo,à facilidade de manuseio. A segunda tendência está diretamente ligada ao apelo da sustentabilidade ambiental e econômica. Cada vez mais consumidores buscarão,s egundo os especialistas,ec ologia com economia.A terceira trata da convergência de duas características aparentemente opostas — o luxo em produtos de massa.A última tendência reflete a recuperação de valores do passado como fonte de inspiração para o futuro.
Tendência
Tecnologia sem mistérios.
É o que esperam mais e mais os consumidores quando estão diante de um notebook, um smartphone ou um celular de terceira geração. E nenhum produto incorpora mais essa tendência que o iPhone, da Apple, o aparelho eletrônico mais desejado de 2007.C om sua tela sensível ao toque, o iPhone abriu caminho para uma torrente de produtos parecidos que chegarão ao mercado em 2008.Na era dos produtos intuitivos, os botões tornaram-se obsoletos. O mercado vive dias nos quais sobretudo as empresas de alta tecnologia procuram aproximar o homem da máquina. A indústria de câmeras digitais, por exemplo, criou facilidades, como dispositivos que diminuem os efeitos dos tremores naturais ou acionam automaticamente a máquina ao detectar um sorriso no rosto do fotografado.A japonesa Fuji, por exemplo, investe em média 450 milhões de dólares por ano em pesquisa de tecnologias que podem levar até dois anos para chegar ao mercado.C omo se vê, nunca foi tão complicado — e caro — ser simples.

O pedal reinventado.
A bicicleta Lime, criada pela empresa americana Trek, é considerada uma das gr andes promessas para 2008. Seus projetistas eliminaram os tradicionais cabos e criaram um câmbio automático e eletrônico, em que as três marchas são trocadas de acordo com o ritmo de pedaladas do ciclista. A inovação tecnológica, feita em parceira com a japonesa Shimano, faz com que o modelo pareça mais simples do que as bicicletas fabricadas três ou quatro décadas atrás. Lançada há três meses, a Lime se tornou sucesso de vendas nos Estados Unidos. Preço: 600 dólares.

O filhote de iPhone.
Com apenas 8 milímetros de espessura, o novo tocador de MP3 da Apple é um filhote do iPhone — a única diferença é que não é um celular — e sucessor dos iPods tradicionais com disco de navegação. O novo aparelho tem conexão à internet por sistema Wi-Fi e tela sensível ao toque (recurso cada vez mais usado em produtos eletrônicos). Preço: 1500 reais.

Uma foto em 39 segundos.
Ao criar a impressora Photosmart A826, a gigante da informática HP materializou o sonho dos fotógrafos amadores que querem imprimir suas fotos em casa.O aparelho permite que qualquer fotografia seja facilmente manipulada por meio de dispositivos da própria impressora, sem a necessidade do uso do computador. A máquina, que custa 250 dólares, também é rápida: leva 39 segundos para imprimir uma foto.

Computador certificado.
Desenvolver modelos que consumam menos energia transformou-se em algo vital para a indústria mundial de computadores. A americana Dell saiu na frente com o D630, primeiro equipamento a figurar na lista de aparelhos amigáveis ao meio ambiente, elaborada pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. O computador, com preço de 8 800 reais, consome o equivalente a 75% da energia gasta por outras máquinas e sua bateria foi configurada para ter o dobro de vida útil de uma bateria convencional.

Tendência
Verde e econômico.
O verde é pop. Surge, e ganha força cada vez maior, um mercado derivado das discussões sobre o aquecimento global e do medo de escassez dos recursos naturais. É gente sofisticada, formadora de opinião, muito diferente dos românticos ativistas ambientais do passado e alvo de qualquer bom profissional de marketing. Esse novo consumidor verde busca ecoeficiência, vantagens econômicas que justifiquem facilmente sua compra. São essas características que estão, por exemplo, por trás do sucesso do etanol brasileiro e da tecnologia dos carros de motor flex. O mesmo acontece com uma nova geração de produtos que economizam, principalmente, energia. Para as empresas, cada vez mais as ameaças.

Bolsa energética.
A bolsa Fusion, criada pela empresa americana Eclipse, é ecologicamente correta por dois motivos. O primeiro é o material reciclável com que é produzida. O segundo é um pequeno painel solar que permite recargas de baterias de celulares, computadores de mão, smartphones e iPods. Preço: 150 dólares.

Lanterna auto-suficiente.
A lâmpada solar Sun Jar, produzida na Inglaterra, ilumina o ambiente sem necessidade de pilhas ou eletricidade. O aparelho, que custa 50 dólares, se vale de uma pequena célula solar na tampa que alimenta uma lâmpada instalada na parte interna. É só deixar a lanterna exposta ao sol durante o dia para iluminar o ambiente à noite. Automática, a lâmpada acende assim que escurece e apaga quando há outra fonte de luz no ambiente.
Carro elétrico.
A montadora japonesa Mitsubishi apresentou recentemente em Tóquio o iMiEV, modelo elétrico esportivo movido a baterias de íon-lítio. Para recarregá-las, o veículo dispõe de painéis solares no teto, um gerador instalado na grade dianteira e um sistema que transforma a energia cinética dispersada nas frenagens em eletricidade. O iMiEV é movido por três motores elétricos — dois na parte dianteira e o último entre as rodas traseiras —, pode alcançar velocidade máxima de 180 quilômetros por hora e possui autonomia de até 200 quilômetros. O carro, que custará em torno de 25 000 dólares, começa a ser vendido no fim de 2008, inicialmente apenas no Japão.

Tendência
Luxo acessível.
Poucos segmentos crescem tanto no Brasil quanto o de produtos de luxo. Um relatório da consultoria Bain & Company divulgado no início de dezembro, aponta que entre 2005 e 2006 o aumento no volume de vendas foi de 35%. Trata-se de um fenômeno global impulsionado pela contínua massificação de produtos associados a grifes de prestígio, como Giorgio Armani, Louis Vuitton, Cartier, Bulgari e Chanel, que ao longo dos últimos anos passaram de butiques exclusivas a braços de grandes corporações globais. Da mesma forma, produtos de massa associados ao uso pessoal, como celulares, ganham prestígio — e preços mais altos — quando vendidos sob uma marca de luxo ou associados a uma característica de exclusividade.“Acompra de um produto associado ao luxo, ainda que não seja dos mais caros, funciona como um atestado de ascensão social”, diz Raquel Siqueira, do instituto de pesquisa Ipsos. Essa é uma tendência que ganha peso principalmente em países emergentes como Brasil, Índia, China e Rússia, onde o desejo de status acompanha o ritmo da formação de uma nova elite econômica.
Tiffany classe média.
Associadas à sofisticação ímpar de Audrey Hepburn, as jóias da Tiffany sempre foram para poucos. Isso até a empresa descobrir que luxo e massa poderiam conviver e aumentar o faturamento.Aempresa lançou uma linha mais popular de jóias, de prata, réplicas de algumas de suas peças em ouro. Um dos exemplos é o bracelete Charm, que custa a partir de 810 reais.
Giorgio Armani sobre rodas.
O estilista italiano que já emprestou seu nome para hotéis e produtos para o lar inova ao lançar um par de patins como parte de sua coleção 2008. O artefato foi feito em parceria com uma empresa de artigos para esportes radicais da Nova Zelândia. Além do desenho arrojado, o modelo é feito de material ultraleve, o que garante velocidade. Custará cerca de 160 dólares em lojas da grife na Europa e nos Estados Unidos.

Mini-Vuitton.
Em meio a uma coleção de bolsas, jóias, sapatos e malas cujos preços chegam facilmente aos cinco dígitos, a miniagenda de couro com acabamento de verniz da Louis Vuitton é uma espécie de modelo 1.0 em meio a uma frota de Rolls-Royces. Mesmo assim, trata-se de um produto de estirpe, valendo 625 reais.

Água com preço de vinho.
Até mesmo um produto banal como água mineral pode ser convertido em símbolo de status. É o caso da Evian Palace, versão da prestigiada marca de água francesa Evian vendida nos restaurantes e hotéis mais luxuosos da Europa e dos Estados Unidos por 25 dólares, o preço de um vinho de boa qualidade. A garrafa de cristal lembra um vidro de perfume e traz o desenho dos Alpes, origem do produto.

Celular de grife.
O celular Serenata é o exemplo típico de um produto de massa com embalagem de luxo. A tecnologia é da coreana Samsung. O design é assinado pela dinamarquesa Bang & Olufsen, conhecida por seus belíssimos — e também caríssimos — aparelhos de som.O celular tem pequenas caixas de som estéreo embutidas que o transformam em um tocador de MP3 com som de alta qualidade.É vendido na Europa por 1 000 euros e não há previsão de lançamento no Brasil.

Tendência
Volta à tradição.
Um dos mais aguardados lançamentos da indústria automobilística de 2007 foi uma reedição de um pequeno carro italiano lançado em 1957, o Fiat Cinquecento. Saudado como um símbolo de recuperação da saúde financeira da marca italiana e premiado com o título Auto Europa 2008 pela imprensa especializada européia, o Cinquecento também materializa uma tendência de nostalgia retrô aliada à moderna tecnologia.A volta ao passado e aos produtos tradicionais — pelo menos na aparência — tornou-se uma espécie de reação à frieza decorrente dos excessos tecnológicos, ao estresse da vida moderna.“Depois de se abrir tanto para as novidades, os consumidores passaram a se interessar por produtos que lembrem o tradicional, a infância e o aconchego da casa da avó”, diz Daniela Giavina - Bianchi, diretora de inovação e estratégia de marca da consultoria FutureBrand. O que aparentemente era um modismo passageiro, uma reação temporária, finalmente se transformou em tendência consolidada, como comprovam os produtos nestas páginas.

Frigobar retrô.
É o primeiro minirrefrigerador criado na filial brasileira da Whirlpool, dona da marca Brastemp, para atender aos fãs do estilo vintage. Inspirada nas geladeiras dos anos 50 e 60, o modelo tem pés palito cromados e interior compatível com os refrigeradores mais modernos da marca, com portalatas, separador de garrafas e congelador.Acapacidade é de apenas 76 litros, mas o preço é de geladeira grande: 1 000 reais.

Rádio rejuvenescido.
O ar antigo e ultrapassado do rádio Tivoli esconde um potente equipamento de som com entrada para iPod. É também o mais novo e elegante modelo entre dezenas de aparelhos de áudio que imitam aparelhos do passado, como gramofones e vitrolas — quase todos de gosto duvidoso. O Tivoli é feito de madeiras nobres e uma das versões tem o mesmo acabamento envernizado aplicado em pianos. À venda por 200 dólares na rede de lojas americana Target.
A avó das cafeteiras.
O design da cafeteira italiana Achille Gaggia foi desenvolvido pela empresa Saeco para comemorar os 60 anos do lançamento da primeira máquina de café expresso do mundo. O nome homenageia seu inventor. Feita de aço inoxidável, inclusive a caldeira, tem tecnologia de ponta que dispensa a tradicional pausa entre o preparo de um cafezinho e outro nas máquinas domésticas. A cafeteira chega ao Brasil em março de 2008 ao preço de 3 900 reais.
Easy Rider.
A motocicleta Texas Chopper, produzida pela American Ironhorse, foi especialmente criada para aqueles que sonham viver seus dias de Dennis Hopper e Peter Fonda no clássico do cinema dos anos 60.Amotocicleta é montada de um kit aplicado sobre um modelo original Harley Davidson. O comprador pode escolher cores que levam nomes como verde atômico ou violeta violento e uma extensa variedade de acessórios, como banco, roda, espelho, escapamento, luzes em geral, guidão e suspensão. O preço, dependendo da configuração, pode chegar a 30 000 dólares.
04/01/2008

ARQUITETURA - Presidente Lula veta criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

Fonte: Revista AU e Revista Construção.
O presidente Lula vetou, no último dia 31 de dezembro, o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, no dia 5 de dezembro último, que criaria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), tornando a representação profissional dos arquitetos independente do sistema Confea/Confea, que reúne mais de 300 modalidades profissionais.
A justificativa para o veto é a de que o projeto teria de ser de autoria do Executivo. Os ministérios envolvidos no tema deverão, agora, elaborar outro projeto para ser encaminhado ao Congresso Nacional. De qualquer forma, tudo indica que a questão pode voltar à estaca zero, pois um novo projeto teria de ser enviado ao Congresso e passar de novo pela lenta tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O presidente Lula disse que teria aprovado o projeto, não fosse o problema da autoria do Executivo, e se comprometeu a encaminhar rapidamente a questão.
O projeto
O projeto (PLS 347/03) é de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP). O novo órgão, formado por arquitetos e urbanistas, cuidaria de todas as questões que envolvem a profissão, desde formação, registro e fiscalização, até a conduta ética, responsabilidades, atribuições e atuação diante do poder público.Para os representantes das entidades de arquitetura, que davam como certa a aprovação do CAU pelo presidente Lula, foi uma ducha de água fria bem no final do ano. Conheça a opinião de alguns arquitetos:

"Sempre há distintas visões e interpretações jurídicas. O Congresso entendeu que a iniciativa não era do Executivo. Agora estamos estudando alternativas para agilizar o projeto. Procuramos uma solução prática."Gilberto Belleza, presidente do IAB-DN

"Isso de não ter sido feito pelo Executivo é desculpa. Não me surpreendo de o Lula ter feito isso. Sempre disse que desse mato não saía coelho. É preciso começar tudo de novo. Mas em outro governo. Isso deveria ter sido tentado no governo do Fernando Henrique Cardoso. Quem marcava a agenda do FHC era um arquiteto da FAU-USP. Havia outra visão. A visão do Lula é de sindicalista. Para ele, não faz diferença se os arquitetos têm um conselho próprio ou não. Mas ele não resolve sozinho. Têm assessores petistas ligados a órgãos do governo que querem manter as coisas do jeito que estão".Arquiteto Sérgio Teperman

"É horrível. Lamento que este tenha sido o pior presente que o Lula tenha dado ao seu amigo Oscar Niemeyer. Essa luta tem 49 anos. Começou em 1958, com Vilanova Artigas e Eduardo Kneese de Mello, e seguiu ininterrupta até hoje. E, quando tudo parecia que ia dar certo aconteceu o veto. Estamos desalentados. Mas o projeto deveria ter sido apresentado pelo Executivo. Não entendo porque o IAB não encaminhou pelo executivo. Todos sabiam que era inconstitucional. Ficaram todos procurando convencer cada uma das instâncias pela qual o projeto passou de que não era inconstitucional. Foi uma estratégia temerária. Quem nos advertiu disso foi Albano Volkmer, ex- presidente do Confea e do IAB-RS, que infelizmente faleceu em 2007. Agora, é preciso retomar, sim, e pelo Executivo. Não é culpa do Lula. Não é ele que é mau. Os arquitetos criaram problemas para o CAU. O que atrapalha a criação do CAU são os próprios arquitetos. Principalmente aqueles que têm benesses do sistema Crea-Confea, para quem o conselho não é útil, pois são funcionários do sistema. É preciso bater em retirada, reorganizar e retomar".Arquiteto Miguel Pereira

"Não esperávamos o veto, pois a nota técnica superava qualquer questionamento. Entretanto, o parecer da assessoria presidencial não entendeu assim. Mas, ao mesmo tempo em que vetou, o presidente Lula se comprometeu-se pessoalmente a fazer o possível para acelerar o pedido. Há apoio amplo da Câmara e do Senado. Há uma simpatia e compreensão para com a nossa causa. Desde Aluízio Mercadante a José Sarney (autor do projeto de lei), todos apostam na aprovação. Nossa expectativa é de que isso seja resolvido neste ano."Arquiteto Haroldo Pinheiro"Com o aniversário de 100 anos de Niemeyer, que coincidiu com o envio do projeto para sanção do presidente Lula, estava tudo certo. Esperava que com os festejos de 100 Anos de Niemeyer não houvesse veto. É uma péssima notícia para os arquitetos!."Arquiteto Eduardo Martins Ferreira.
04/01/2008

INTERNET - O que esperar da internet brasileira em 2008?

Fonte: IDG Now!


São Paulo - Após números animadores de 2007, executivos do setor revelam suas expectativas sobre os caminhos da internet brasileira durante 2008.

Os números não mentem – o ano de 2007 foi especialmente dourado para a internet brasileira. Impulsionada pela queda de preços inerente a tecnologias anteriores no mercado de TI e pelos programas de inclusão digital promovidos pelo Governo Federal, nos quais camadas menos abastadas tiveram oportunidade de se conectar à grande rede no ano passado pela primeira vez.
Os reflexos estão estampados nas estatísticas referentes ao período, como aumento de 49,1% entre os usuários domésticos de internet no Brasil entre novembro de 2006 e novembro de 2007, segundo o IBOPE//NetRatings, totalizando 21,5 milhões de usuários até dezembro.
O aumento de usuários se traduz também em aumento de receita online, como indica previsão da IAB Brasil de que o mercado publicitário deverá movimentar 470 milhões de reais no Brasil em 2007, 30% a mais que o ano anterior.
Após os bons números de 2007, o a internet brasileira pode esperar de 2008? O IDG Now! Ouviu executivos de portais e serviços brasileiros e pesquisadores para criar um apanhado de impressões sobre como o mercado tupiniquim de internet se comportará no ano que começa. Confira as opiniões:
“Nossa expectativa para o e-commerce em 2008 continua sendo muito otimista, pois além dos fatores tradicionais que continuarão alavancando as vendas, temos a possibilidade da entrada de grandes players do varejo tradicional que certamente irão fomentar ainda mais as vendas virtuais, aumentando a competitividade e oferecendo ainda mais opções de compras para os consumidores virtuais.”Pedro Guasti, presidente do e-bit

"Com o lançamento da TV Digital no Brasil, a queda do dólar e o aumento das políticas de créditos nas empresas, além da maior conscientização dos brasileiros da praticidade e segurança das compras feitas pela internet, estamos confiantes de um crescimento significativo para o comércio eletrônico em 2008".Romero Rodrigues, fundador e presidente do Buscapé
"Temos fé que 2008 será um bom ano! Acreditamos que o crescimento do mercado de Internet seguirá o bom ritmo que conferimos em 2007, com a acelerada inclusão de novos usuários que se beneficiarão do potencial da internet e mais empresas e anunciantes desenvolvendo sua comunicação com seus públicos através desse meio. Veremos uma Internet ainda mais social e também o surgimento de novos e atraentes aplicativos em plataformas móveis". Alexandre Hohagen, diretor geral do Google no Brasil
"O ano de 2008 será marcado principalmente pela expansão do acesso à Internet fora das classes A/B, pelo crescimento da banda larga e pela consolidação da publicidade online entre os grandes investidores de mídia no Brasil. Privacidade e segurança estão cada vez mais na pauta dos consumidores e a integração de serviços disponíveis na web com os produtos instalados no desktop ou no celular, farão a vida dos usuários mais simples, consolidando a tecnologia no mercado de consumo".Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor do grupo de serviços online da Microsoft Brasil
"Nossa previsão é de que 2008 será mais um ano de crescimento para o mercado da Internet. Apesar de ainda estarmos em fase de consolidação dos resultados de 2007 e de planejamento para o próximo ano, acreditamos em um incremento do mercado de cerca de 30%, além de um aumento de 16% no número de usuários da rede. Outra estimativa é de que a publicidade online alcance 4% de participação do share publicitário".Guilherme Ribenboim, gerente geral do Yahoo! no Brasil
"A internet em 2008 se consolidará como o Aleph do conto do (escritor argentino Jorge Luís) Borges: um ponto onde tudo acontece simultaneamente, o passado, o presente e o futuro. Quem a experimenta, se transforma e quem não a tem, fará do acesso seu plano para 2008!"Alexandre Magalhães, analista do IBOPE//NetRatings
"Se fosse escolher uma palavra para indicar a tendência da Internet em 2008, seria 'integração', a ênfase da parte "inter" da internet. Tanto as comunidades virtuais e redes sociais, vindo de baixo para cima, como ferramentas e conceitos como a Web 2.0, vindos de cima para baixo, tenderão a integrar as iniciativas na rede. As comunidades se interligarão e interagirão, assim como é a tendência que vemos nos equipamentos. Cada vez mais, nada é 'exclusivo' na rede".Demi Getschko, diretor do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.Br e pai da internet no Brasil.
"Estamos olhando 2008 com muito entusiasmo. Do lado mais estrutural, o crescimento da penetração da internet e a explosão do tempo online no Brasil indicam um potencial enorme para esta mídia. Imaginamos que os recordes de crescimento de audiência que atingimos este ano nos segmentos de notícias, esportes e entretenimento sejam ampliados. Cada vez mais estamos aprendendo a trabalhar (o conteúdo das empresas das Organizações Globo) na web"Gustavo Ramos, diretor de marketing da Globo.com
"2007 assistiu a consolidação da Internet como mídia especialmente através da Internet TV. Em 2008 teremos uma explosão do uso da Internet Mobile, em função dos novos modelos que permite uma navegação mais interessante e da chegada da banda larga aos celulares".Paulo Castro, diretor geral do Terra no Brasil
03/01/2008

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