07 novembro 2008

CONSTRUÇÃO CIVIL - Dubai terá arranha-céu inspirado em turbina.

Fonte: Pini web
Projeto do escritório britânico Atkins Designs Studio, que pretende obter a certificação prata no Leed, terá jardins suspensos em todos os 27 andares do prédio.
Uma turbina foi a fonte de inspiração para mais uma proeza arquitetônica em Dubai, nos Emirados Árabes: o Anara Tower, com cerca de 645 metros de altura, vai abrigar residências, escritórios, hotel e até mesmo galerias de arte. O início das obras está previsto para abril de 2009 e o valor do investimento não foi divulgado.

No total, serão 27 pavimentos ocupados por 300 apartamentos de alto luxo com piscinas e elevadores privativos, 250 quartos de hotel e escritórios. Jardins suspensos também foram incorporados a todos os andares do edifício. Haverá ainda áreas para lojas. O topo do prédio lembra uma turbina, a qual terá em seu centro uma estrutura de vidro que abrigará um restaurante cinco estrelas.
O projeto é do escritório britânico Atkins Designs Studio, que pretende conseguir a certificação prata no Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). Apesar disso, ainda não foram fornecidos detalhes dos conceitos de sustentabilidade que serão implantados.

07/11/2008

MARKETING - Empresas buscam potencial de consumo do idoso.

Fonte: Mundo do Marketing

Um público bastante incomum quando se pensa em consumidor anda chamando a atenção dos profissionais de Marketing. Com um potencial de consumo de R$ 7,5 bilhões e tendências de crescimento populacional, algumas empresas já estudam como lidar com esse público e buscam novas oportunidades de negócio. Estamos falando dos idosos, que, sim, ainda soam como um público estranho para muitas empresas.

Os números reforçam o potencial de consumo da terceira idade. O Brasil possui mais de 18,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos, representando 10,5% da população, segundo o IBGE. Em 1998, o mundo já contabilizava 579 milhões de idosos, ou 9,8% da população mundial – em 1950, eram 8,1%. Projeções da Organização Mundial de Saúde prevêem que a população idosa atingirá a marca de 1,9 bilhões de pessoas em 2050, o mesmo número de crianças de 0 a 14 anos de idade, como resultado do aumento da expectativa de vida. Neste ano, cerca de 20% da população mundial serão pessoas acima de 60 anos – em países desenvolvidos, serão 33%.

Esses números criam oportunidades e expectativas de consumo inéditas para as próximas décadas. A expectativa de vida hoje em dia é de 68,6 anos, em média. Percebendo um forte potencial, algumas marcas já percebem oportunidades e investem em ação de Marketing para esse público.

Administradora de imóveis tem 40% de clientes formada por idososUma delas é a administradora de imóveis mineira Lar Imóveis, que atua há 27 anos na cidade de Belo Horizonte com quatro lojas. Mexendo com um mercado onde a maioria dos proprietários é formada por idosos que adquiriram imóveis durante toda a vida, a companhia preparou-se para atender o alto número de clientes nessa faixa etária.

Um deles é o Sistema de Pagamento Programado, onde o dono do imóvel recebe o valor do aluguel mensalmente no dia programado, independentemente do inquilino ter pago ou não. A empresa fica responsável em resolver a situação em caso de inadimplência, sem envolver o dono no problema. Outro serviço é o adiantamento de pagamentos de impostos com o IPTU, possibilitando ao dono do imóvel onerar com os custos de forma mais tranqüila.

A Lar Imóveis realiza ainda treinamentos constantes com gerentes sobre como lidar com idosos e promove ações de relacionamento com eles. “Eles são orientados a visitar a casa de clientes com mais freqüência ou até em horário especial. Além disso, há três meses realizamos diariamente sessões de ‘chá das cinco’, em que clientes são convidados a participar”, diz Luiz Antônio, Diretor Executivo da empresa. Diariamente duas pessoas costumam participar da sessão após andarem pelas instalações e conhecerem melhor a empresa.

Ações não devem descriminar o consumidor idosoApesar de disponível para clientes de todas as idades, todos esses serviços e ações foram pensados de forma a atender o público idoso. Segundo Gilberto Cavicchioli (foto), professor de Marketing de Serviços da pós-graduação da ESPM, esse é o caminho que as empresas devem investir na hora de lidar com este público. “O idoso não vê com bons olhos quando o tratam de forma conservadora, ou quando lança produtos posicionados como produtos para idosos. O consumo desses bens os taxariam de ‘velhos’, o que eles não querem”, explica o professor.

Segundo Cavicchioli, o consumidor idoso também é uma pessoa importante no fator de decisão de compra de produtos para a família, principalmente no varejo, já que, por conta de ter um maior tempo livre, dirige-se mais vezes ao supermercado. Além disso, o idoso tem o forte hábito de trocar opiniões com alguém próximo, influenciando sua compra, “cabendo ao fornecedor descobrir quem é”, diz o professor.

A Runner aproveitou-se de uma ação promocional para aproximar-se do público idoso. Desde agosto, a rede com 14 academias no estado de São Paulo está oferecendo treinamento gratuito para os pais de alunos com mais de 60 anos de quem matricular-se ou renovar sua matrícula em uma das academias, bastando pagar apenas os exames físicos obrigatórios até o dia 31 de dezembro.

É preciso reinventar a terceira idadeA ação tem como objetivo mostrar que a rede está preparada para atender esse público, que, até o início da ação, respondia por 2% dos matriculados. “Temos coordenadores técnicos e equipamentos preparados para atender esse público. Queremos reforçar a imagem de “seu corpo levado a sério” [slogan da marca] e mostrar que nos preocupamos com a terceira idade”, diz Christian Spong (foto), Diretor de Marketing da Runner.

O consumidor idoso pode até estar mais preocupado com a qualidade de vida, mas isso não necessariamente indica que ele esteja pensando apenas em sua saúde. Os idosos querem estudar, viajar, viver novas experiências e não ficar de fora do que vivem as gerações mais jovens. “Menor habilidade física não significa menor capacidade mental. Eles querem interagir com produtos eletrônicos, por exemplo, mas são mais impacientes em relação ao novo”, diz o professor da ESPM, para quem as empresas poderiam investir em interfaces mais amigáveis e desenvolver manuais de leitura mais agradáveis.

Para o professor Gilberto Cavicchioli, a população idosa passa por um período de transformação a tal ponto é que preciso reinventar o conceito de terceira idade. “O consumidor idoso também está mais informado e quer participar da sociedade. O Marketing pode ajudar nessa reinvenção ao introduzir produtos que atendam e reflitam os desejos e necessidades desse público”, explica o professor.
05/11/2008

06 novembro 2008

ECONOMIA - PIB brasileiro deve crescer em média 5% de 2009 a 2012

Fonte: News Amanhã

Previsão é do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar abaixo da média no ano que vem, porém "mais para 4% do que para 3,5%", disse ele em entrevista coletiva à imprensa após participar de evento de moda no Rio.

O executivo informou que o BNDES está revendo o seu mapeamento de investimentos, já realizado para o período de 2008 a 2011, para 2009 a 2012. De acordo com ele, o banco já constatou que os investimentos em infra-estrutura vão se manter. "Não sentimos nenhum cancelamento ou postergação de projetos para infra-estrutura. Isso garante um piso de crescimento para a economia brasileira", disse. No período de 2008 a 2011, o mapeamento do BNDES foi de investimentos de R$ 304 bilhões para infra-estrutura.

Coutinho informou que o banco ainda está avaliando como ficarão os setores exportadores em função da queda de preço internacional das matérias-primas (commodities) e da contração dos mercados dos países desenvolvidos nos próximos dois anos. "No caso da indústria, alguns segmentos podem ser afetados", afirmou.

Segundo o presidente do BNDES, o investimento em geral vai sofrer algum efeito da crise, mas não se deve imaginar que vai cair. O investimento, afirmou, "vai continuar firme, a uma velocidade mais baixa". Ele informou que o banco não quer que o encarecimento do crédito no momento se propague para tarifas. Por isso, o BNDES está considerando conceder empréstimos-ponte, geralmente dados pelo mercado, para os setores de infra-estrutura, principalmente para o período logo após a realização de leilões e antes da liberação dos contratos normais do banco. "Se transitoriamente estiver complicado, vamos ajudar", emendou.

Ele disse ainda que o mercado interno deve compensar pelo menos em parte uma desaceleração das exportações. "É difícil saber se podemos compensar plenamente, mas conseguimos compensar uma parte e evitar que os efeitos de transmissão para a economia doméstica se propaguem de forma desorganizadora para o crescimento", afirmou. Para Coutinho, "haverá uma resistência do crescimento em um patamar mínimo que assegure geração de emprego".

Ele afirmou ainda que os organismos multilaterais devem ajudar as economias em desenvolvimento, tanto as mais frágeis quanto as mais fortes. No caso do Brasil, "estou falando do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da KFW (banco de desenvolvimento alemão), e do JBIC (Banco Japonês para Cooperação Internacional, na sigla em inglês)". Segundo Coutinho, essas instituições podem ajudar o BNDES no ano que vem "talvez em intensidade um pouco maior".
06/11/2008

05 novembro 2008

MARCA - Lições do crocodilo, do cavalo e da maçã

Fonte: ÉpocaNegócios

Logotipos com imagens fáceis, sem relação com o produto, provocam uma reação favorável do consumidor.
A maçãzinha da Apple, o crocodilo da Lacoste, o cavalinho preto da Ferrari. As empresas usam há muito tempo logotipos com imagens fáceis de reconhecer e de lembrar, ainda que tenham pouca relação com seus produtos. É uma prática adotada por companhias dos setores mais variados. Cerca de 18% dos vinhos lançados entre 2003 e 2005, por exemplo, exibiam a imagem de um bicho no seu rótulo, de acordo com um levantamento da empresa de pesquisas ACNielsen.
É uma estratégia eficiente? Um estudo recente realizado por três pesquisadores – das universidades de Chicago, Michigan e Yale – confirma o acerto dessa escolha. O uso de um símbolo reconhecível por qualquer pessoa – como o de animais e frutas – e que não tenha conexão direta com o produto desperta a atenção do consumidor e costuma ganhar sua simpatia. Num dos experimentos, os pesquisadores apresentaram a 110 universitários americanos dois rótulos de vinho, um com a figura de um sapo e outro sem a imagem. A maioria disse estar propensa a comprar o produto com a figura do anfíbio. O estudo constatou ainda que quanto mais familiar for o símbolo mais facilmente cairá no agrado do consumidor – o efeito seria bem menor se fosse usada a figura de um animal pouco conhecido, como o dragão-de-komodo.
Os autores do estudo constataram finalmente que a eficiência de um logotipo é potencializada pelas experiências diárias do consumidor. Se ele costuma assistir ao Muppet Show na televisão – um programa que tem como uma de suas estrelas o personagem Caco, o Sapo – aumenta a chance de que ele escolha posteriormente um vinho com a imagem do anfíbio estampada em seu rótulo.
“Apesar de os especialistas sugerirem que os símbolos devam ser associados com a categoria do produto, nossas conclusões revelam os benefícios de escolher identificadores visuais que os consumidores associem a eles mesmos”, afirmam Aparna Labroo (Chicago), Ravi Dhar (Yale) e Norbert Schwarz (Michigan). Ou seja, a utilização de uma parreira no rótulo de um vinho é a melhor maneira de despertar a apatia do consumidor.
05/11/2008

03 novembro 2008

SUSTENTABILIDADE - Consumismo desvairado ameaça o planeta

Fonte: Reuters / HSM Online

Os recursos naturais da Terra estão se exaurindo tão rapidamente que "dois planetas" seriam necessários para manter o atual estilo de vida da humanidade por mais uma geração, afirmou o grupo ambientalista WWF na última quarta-feira (29/10).

A entidade, com sede na Suíça e também conhecida como Fundo Mundial para a Natureza, disse na edição mais recente de seu Relatório sobre o Planeta Vivo que mais de três quartos da população do mundo vivem em países cujos níveis de consumo superam em velocidade a renovação do meio ambiente.

No documento, o grupo concluiu que o consumo exagerado do "capital natural" coloca em perigo a futura prosperidade do mundo, gerando impactos evidentes na economia, tais como a elevação do preço dos alimentos, da água e da energia.

"Se as nossas demandas em relação ao planeta continuarem a aumentar na mesma proporção, na metade dos anos de 2030 precisaríamos do equivalente a dois planetas para mantermos o mesmo estilo de vida", afirmou James Leape, diretor-geral do WWF International.

Jonathan Loh, da Sociedade Zoológica de Londres, disse que as dramáticas perdas ecológicas resultantes da poluição, do desmatamento, da pesca predatória e da utilização comercial de terras exerciam um grave impacto.

"Estamos agindo do ponto de vista ecológico da mesma forma como as instituições financeiras agiram do ponto de vista econômico -- saindo em busca da gratificação imediata sem pensar nas conseqüências futuras", afirmou Loh em um comunicado divulgado junto com o relatório do WWF.

"As conseqüências da crise ecológica mundial são ainda mais graves do que as da atual crise econômica," afirmou.

Segundo o documento, a taxa mundial de destruição do meio ambiente excede hoje, em 30 por cento, a capacidade do planeta em regenerar-se. Os EUA e a China são os países mais destrutivos do mundo, afirmou o WWF.

Já quanto ao índice per capita, os norte-americanos e os australianos são os mais destrutivos, seguidos dos moradores dos Emirados Árabes Unidos, do Kuweit e da Dinamarca.

Os que menos destroem são os moradores de Bangladesh, do Congo, do Haiti, do Afeganistão e do Malauí, afirmou o WWF. Regionalmente, apenas países africanos, latino-americanos, caribenhos e europeus que não integram a União Européia (UE) encontram-se dentro de sua "biocapacidade".

As emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis - problema a ser combatido por um pacto que sucederia ao Protocolo de Kyoto - encontram-se entre os maiores responsáveis pelo problema, disse o WWF.

Leape afirmou que os líderes mundiais precisam colocar a questão ecológica no topo de suas agendas e garantir que o meio ambiente seja levado em conta na tomada de decisões sobre o consumo, o desenvolvimento, o comércio, a agricultura e a pesca.

"Se a humanidade tiver a determinação necessária, é possível viver com os meios oferecidos pelo planeta. Mas nós precisamos reconhecer que a retração do crédito ecológico demandará medidas ainda mais drásticas do que as exigidas pela crise financeira", afirmou Leape.

31/10/2008

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