Mirai Nihon ou o Futuro Japonês, em bom português.
Em março do ano passado, o Japão passou por um mal bocado: terremotos atingiram o país e causaram uma das grandes catástrofes dos últimos tempos, incluindo danos na usina nuclear de Fukushima . Durante e depois, o mundo admirou a reconstrução do país, aos poucos (criando comentários paralelos de brasileiros imaginando como teria sido no Brasil, que reage lentamente a enchentes, por exemplo).a
O Mirai Nihon é um projeto em resposta às reflexões e insights no pós traumático. Eles desenharam uma nova forma de viver, em harmonia com a natureza, mas sem o batido "hippie way of life". Aliás, a ideia abriga automóvel e eletro eletrônicos.
Na verdade, é uma forma de viver auto sustentável energicamente: desde o carro elétrico, à iluminação da casa e à dispositivos que tornam a água do mar potável.
O vídeo abaixo fala por si só.
A mesma inovação que gera o comportamento consumista pelo novo, também gera soluções sustentáveis.
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12 junho 2012
TENDÊNCIAS - O movimento "egoísta humanista" de Luc Ferry
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Com esta introdução, Andrei Netto apresenta a entrevista que realizou com Luc Ferry, autor de alguns best seller e do novo A Revolução do Amor – Por uma Espiritualidade Laica, no qual diz que vivemos uma era de ruptura, e não estamos mais dispostos a nos sacrificar em nome de grandes ideias alheias, de utopias, mas sim em nome de nossos pais, filhos ou amigos. Um humanismo secular;uma espiritualidade sem fé. “Existem dois tipos diferentes de espiritualidade. Um age por meio de Deus e é, certamente, o conjunto das religiões; o outro, sem Deus, é o grupo das grandes filosofias”, explica ele no livro.
A ideia é que o casamento por amor criou uma nova ordem social. Quando "inventaram" este tipo de casamento, não mais por interesse, nasceu a família moderna, mudando nossa relação com a coletividade.
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Netto questiona, então, se não há um desencantamento no mundo, já que não somos seguidores de um grande ideal. Ferry justamente coloca que não é o extermínio de uma espiritualidade, mas a expressão dela de outra forma.
Em seguida, questionado sobre a influência da globalização na mudança de valores e no hedonismo moderno, ele surpreende ao responder que foram as ideias de esquerda que emergiram com maior força o capitalismo,
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Os valores tradicionais tiveram que ser descontruídos para possibilitar este consumo recorrente, que seria visto pelos nossos avós, por exemplo, com um grande acúmulo de bugigangas.
Apesar de em algum momento parecer pessimista, a ideia de Ferry é o contrário: essa nova ordem social possibilita uma transcendência sobre o humano, o outro. Ele acredita que seguimos para um segundo humanismo, no qual impera a autonomia e um pensamento recorrente: que mundo deixaremos para os nosso filhos?
É quase um egoísmo bom, no qual desejamos o melhor aos nossos entes mais próximos, à nossa família escolhido pelo amor, mas com um sentido de coletividade consequente.
Deu vontade de ler tudo!
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Em 1979, quando o filósofo francês Jean-François Lyotard lançou A Condição Pós-Moderna, ensaio que abordava o declínio da ideia de emancipação e de outras metanarrativas nascidas com o Iluminismo, a crítica acadêmica internacional se fissurou. De um lado, seguiram os fiéis ao projeto moderno, calcado na construção de um futuro melhor e na ideia de um “dever ser”; de outro, os que abandonaram as ideologias, e adotaram a convicção de que o hedonismo e o presente são a melhor resposta às obsessões totalitárias.
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Com esta introdução, Andrei Netto apresenta a entrevista que realizou com Luc Ferry, autor de alguns best seller e do novo A Revolução do Amor – Por uma Espiritualidade Laica, no qual diz que vivemos uma era de ruptura, e não estamos mais dispostos a nos sacrificar em nome de grandes ideias alheias, de utopias, mas sim em nome de nossos pais, filhos ou amigos. Um humanismo secular;uma espiritualidade sem fé. “Existem dois tipos diferentes de espiritualidade. Um age por meio de Deus e é, certamente, o conjunto das religiões; o outro, sem Deus, é o grupo das grandes filosofias”, explica ele no livro.
A ideia é que o casamento por amor criou uma nova ordem social. Quando "inventaram" este tipo de casamento, não mais por interesse, nasceu a família moderna, mudando nossa relação com a coletividade.
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É o que chamo de “segundo humanismo”. O primeiro foi o da lei e da razão. Era o do Iluminismo e dos direitos humanos, dos republicanos franceses e de Kant. O segundo humanismo é da fraternidade. Existe desde então uma única visão do mundo movida por este sopro de uma utopia possível. Porque o ideal que ela visa a realizar não é o das ideias revolucionárias. Não se trata mais de organizar os grandes massacres em nome de princípios mortíferos, mas de preparar o futuro para os que nós amamos, as gerações futuras.
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Netto questiona, então, se não há um desencantamento no mundo, já que não somos seguidores de um grande ideal. Ferry justamente coloca que não é o extermínio de uma espiritualidade, mas a expressão dela de outra forma.
Em seguida, questionado sobre a influência da globalização na mudança de valores e no hedonismo moderno, ele surpreende ao responder que foram as ideias de esquerda que emergiram com maior força o capitalismo,
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Foi necessário que os valores e as autoridades tradicionais fossem desconstruídas pelos boêmios, jovens de cabelos longos, libertários, para que o capitalismo, ele também moderno e fadado à inovação pela inovação, pudesse fazer entrar nossos filhos na era do grande consumo de massa sem o qual seu futuro globalizado não teria sido possível.
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Os valores tradicionais tiveram que ser descontruídos para possibilitar este consumo recorrente, que seria visto pelos nossos avós, por exemplo, com um grande acúmulo de bugigangas.
Apesar de em algum momento parecer pessimista, a ideia de Ferry é o contrário: essa nova ordem social possibilita uma transcendência sobre o humano, o outro. Ele acredita que seguimos para um segundo humanismo, no qual impera a autonomia e um pensamento recorrente: que mundo deixaremos para os nosso filhos?
É quase um egoísmo bom, no qual desejamos o melhor aos nossos entes mais próximos, à nossa família escolhido pelo amor, mas com um sentido de coletividade consequente.
Deu vontade de ler tudo!
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11 junho 2012
TEDx - Hans Rosling e seus dados
Os infográficos são facilitadores, que ajudam a compreender informação estatística de forma quase intuitiva.
Hans Rosling apresenta neste TED talk justamente isso. Ele mostra como o mundo mudou da década de 1960 até os anos 2000, tendo insights bem interessantes durante a apresentação. Ele faz comparações entre saúde, expectativa de vida, tamanho de população e renda, mostrando como um investimento em saúde e educação pode acelerar o crescimento econômico, e muito mais rápido que fazendo o caminho inverso.
Por fim, ele ainda presenteia o espectador com seu Gapminder, "the joy of stats".
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Hans Rosling apresenta neste TED talk justamente isso. Ele mostra como o mundo mudou da década de 1960 até os anos 2000, tendo insights bem interessantes durante a apresentação. Ele faz comparações entre saúde, expectativa de vida, tamanho de população e renda, mostrando como um investimento em saúde e educação pode acelerar o crescimento econômico, e muito mais rápido que fazendo o caminho inverso.
Por fim, ele ainda presenteia o espectador com seu Gapminder, "the joy of stats".
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08 junho 2012
ESTRATÉGIA - Uma marca é...
A complexidade e profundidade que envolve o trabalho com uma marca pode ser, em alguns momentos, confundida com um trabalho de comunicação, por exemplo.
A agência Wonder, da Finlândia, trabalha com marcas, e fez um teaser curtinho, mas bem bonito e direto: nele, eles apresentam parte do trabalho realizado e o significado de uma marca, que envolve emoção, experiência, design, inovação e ser única.
Uma marca deve demonstrar valor, orientar o negócio, emergir emoções e inspirar.
07 junho 2012
PESQUISA - O custo de vida das cidades brasileiras
O caderno digital da Zero Hora sempre dá dicas legais.
Ontem eles publicaram um site, brasileiro, que trabalha de forma colaborativa para mapear e apresentar o custo de vida em diversas cidades brasileiras.
O custodevida.com.br funciona assim: a pessoa entra, preenche um formulário sobre os preços de sua cidade e pronto. Se quiser apenas consultar o que já existe, também pode.
Os dados são apresentados em itens, incluindo refeição, transporte, hospedagem e aluguel, além de preços de cinema e balada, por exemplo.
O site é bem direcionado àqueles que irão visitar ou morar no local. Para quem quiser fazer pesquisa e comparar os valores, poderá gerar gráficos e tabelas comparativas, porém consultando cidade a cidade e criando suas próprias ferramentas.
Usar de uma cultura "crowd" para criar e disponibilizar ferramentas pode ser uma forma simples e eficaz, até certo ponto, para gerar informação brasileira e específica.
-TEDx sobre Consumo Colaborativo
-Tutorial Google criado de forma colaborativa
-Soluções para cidade, com ideias em plataforma colaborativa
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Ontem eles publicaram um site, brasileiro, que trabalha de forma colaborativa para mapear e apresentar o custo de vida em diversas cidades brasileiras.
O custodevida.com.br funciona assim: a pessoa entra, preenche um formulário sobre os preços de sua cidade e pronto. Se quiser apenas consultar o que já existe, também pode.
Os dados são apresentados em itens, incluindo refeição, transporte, hospedagem e aluguel, além de preços de cinema e balada, por exemplo.
O site é bem direcionado àqueles que irão visitar ou morar no local. Para quem quiser fazer pesquisa e comparar os valores, poderá gerar gráficos e tabelas comparativas, porém consultando cidade a cidade e criando suas próprias ferramentas.
Usar de uma cultura "crowd" para criar e disponibilizar ferramentas pode ser uma forma simples e eficaz, até certo ponto, para gerar informação brasileira e específica.
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