13 outubro 2015

BRANDING: A verdadeira vencedora do Masterchef Brasil

A final do Masterchef Brasil foi disputada entre Izabel e Raul, mas de algum modo quem saiu vencedora foi a Jiang.

A chinesa conquistou o público durante o reality show, e mesmo que o troféu tenha ficado nas mãos de Izabel, é o nome de Jiang que está nas notícias do país.

(os três finalistas do Masterchef)

Com uma rápida pesquisa pelo Google, dá para ficar sabendo tudo sobre o casamento dela, a mudança que ela fez no cabelo, além de diversas entrevistas. Enquanto isso, os sites de celebridades tentam ganhar com a fama da participante postando notícias semanais sobre como anda a vida dela após o programa.

Tem até restaurantes chineses disputando quem vai contratar a moça para ser garota propaganda.

(participantes do programa no casamento de Jiang)

Agora, Jiang foi recontratada pela Band para ser apresentadora do programa A Prévia, que servirá como aquecimento do Masterchef Junior, ela também está escalada para aparecer no programa principal com as crianças.

Enquanto isso, Izabel tenta emplacar um canal do Youtube em conjunto com Sabrina, outra participante do programa. E Raul dá entrevistas sobre como foi perder o Masterchef. Definitivamente, a vida deles após o fim do programa não está sendo tão bem sucedida na questão de imagem pública.

(foto de divulgação da Jiang com as crianças do Masterchef Junior)

Mas por que isso aconteceu?
Não basta só ser querida no programa, diversos outros concorrentes também foram - a saída de Lucas, por exemplo, levou uma das juradas a lagrimas. Raul tinha uma torcida enorme na final, Sabrina e Carla também foram grandes favoritas do público. E mesmo assim, só Jiang demonstra essa força de imagem ao final da temporada.

Jiang cativou durante o programa com a calma, o bom humor e principalmente com as aberturas para piadas. E quando saiu, continuou na mídia e trabalhando sua marca, sua personalidade.

(Jiang convidada para aparecer no canal da Capricho)
O Instagram dela, por exemplo, é atualizado com frequência e demonstra a personalidade que o público viu durante o Masterchef. Assim, existem blogs fazendo compilações dos melhores posts da Jiang no seu insta - até vídeo vestido de panda ela fez.


(e a saída da Cebora foi um grande evento no Twitter, gerando diversos posts ótimos.)

Jiang fugiu dos holofotes com o fim do show, e ela aproveitou muito bem todas as oportunidades de entrevistas e aparições em programas que ofereceram à ela, desde grandes plataformas de mídia até canais de culinária no Youtube.

(convidada especial em blogs e vlogs de culinária)

Claro que Jiang não é a primeira participante de reality show que consegue estender seus 15 minutos de fama. Isso é feito com um bom trabalho de imagem pública.  Agora resta descobrir se o trabalho de imagem e marca dela vai desaparecer assim que o novo Masterchef começa (e com isso, mais participantes carismáticos) ou se ela vai se sustentar como uma figura pública, como Sabrina Sato e Jean Wyllys


09 outubro 2015

PUBLICIDADE: Campanha Doe Agasalho veste placas de trânsito

O estudante Ian Hartz começou um projeto de conscientização sobre a doação de roupas para pessoas em necessidade e para isso decidiu vestir os bonequinhos de placas de trânsito.



A campanha está acontecendo em São Paulo, mas já teve repercussão internacional como mostra a matéria do AdWeek.


As roupinhas são feitas pelo próprio grupo, que então as cola em placas de trânsito.
O objetivo é vestir no mínimo mais 10 bonequinhos até o final do mês.


Pode-se acompanhar as ações da campanha pelo Instagram do grupo.

Fonte: G1 e AdWeek

07 outubro 2015

ESTRATÉGIA: Nubank quer revolucionar o mercado de cartões de crédito

Nubank é a startup brasileira que está fazendo o maior barulho no mundo financeiro, a empresa já nasceu grande e por um bom motivo - ela quer mudar totalmente o jeito que as pessoas usam seus cartões de crédito.

Para começar, ela não é um banco completo, a Nubank só tem cartões de crédito. Aliás, não cartões e sim cartão - só um cartão

(o roxinho é o cartão mais desejado do momento!)
A empresa não tem caixas eletrônicos, nem agências, nem envia boleto pelo correio. Todas as interações do usuário com a empresa são pelo aplicativo do cartão para smartphones.

Além dessa facilidade, o cartão não tem anuidade nem taxas. Toda a receita é proveniente da porcentagem cobrada nos pontos de vendas (que todos os cartões já cobram) e pelos juros pagos em faturas atrasadas.

Juros esses que são quase a metade dos outros cartões tradicionais - enquanto o mercado dos cartões de crédito está cobrando 13%, a Nubank cobra 7,75%

Para adquirir o cartão não tem burocracia, você não precisa comprovar renda nem endereço, o simples CPF é o suficiente. 
(já tem até aplicativo pra Apple Watch)

Mas a fila pra adquirir o cartão, essa não é pequena. Já existem mais de 70mil pessoas na lista de espera para virarem clientes da empresa, para entrar nessa fila só precisa ir no site da Nubank e pedir por um convite. Você também pode ser indicado por alguém que já tenha o cartão, e assim tem prioridade na lista.

Não é de impressiona que essa soma de menores taxas, mais controle da conta, simplicidade e eficiência esteja atraindo tanta gente, e quando atrai muita gente sempre atrai grandes investidores.

A empresa tem pouco mais de um ano de vida, e já captou 46,3 milhões de dólares em três rodadas de investimentos. Esse dinheiro veio de fundos de investimento internacionais bem conhecidos no Vale do Silício.

(David Vélez, fundador da starup)

A empresa também tem um DNA internacional muito forte.
Nubank foi criada por David Vélez, um colombiano que se mudou para Costa Rica e depois foi estudar nos EUA e agora monta sua empresa no Brasil. 
Fora que, como já dito, os investidores são fundos de investimento internacionais e o time de empresa é composto por 150 pessoas vindas dos EUA, Chile, Austrália, Cingapura e, claro, do Brasil.

Com isso, é claro que já se fala em levar a Nubank para outros países, mas no momento o desejo é uma expansão devagar e contínua dentro do Brasil.


02 outubro 2015

TENDÊNCIA: a Nova Cara da Terceira Idade

Em pleno 2015, parece lógico que a maioria das pessoas com mais de 60 anos não anda de bengala e com corcunda.

Mesmo assim, é esse pictograma que representa a terceira idade no Brasil, de acordo com a ABNT:


Para se posicionar contra isso, desde 2011 existe o movimento Nova Cara da Terceira Idade, que propõe uma grande mudança nessa representação.

O idealizador do movimento foi o publicitário Max Petrucci diz que a iniciativa veio quando a agência em que ele trabalha recebeu o briefing de uma campanha para esse público. Petrucci e seus colegas então notaram que não tinham muitas bases para falar com pesoas acima dos 60 anos, e que essas pessoas dificilmente recebiam atenção publicitária.

(Max Petrucci, idealizador do movimento)

Foi a partir disso que decidiu-se propor um novo pictograma para representar os idosos e num projeto de co-criação virtual surgiram mais de 450 sugestões. A agência escolheu as seis melhores e as deu para dois designers trabalharem. Após, foram escolhidas as três melhores imagens e, por voto aberto online, foi decidida a vencedora.

(agora, o movimento pretende atualizar a versão oficial da ABNT para representação de idosos)
Nessa semana, o Neumarkt Shopping, de Blumenau, foi o primeiro empreendimento de SC a aderir a mudança, e está inaugurando as novas sinalizações em homenagem ao Dia Nacional do Idoso (1º de outubro).

No site do movimento dá para ver quais lugares já mudaram e quais foram indicados para que mudasse. E no Facebook, o movimento divulga programas culturais e outros assuntos de interesses do público alvo da campanha.

Fonte: Diário Catarinense e Nova Cara da Terceira Idade



01 outubro 2015

ESTRATÉGIA: Amazon lança nova forma de entregas

A Amazon almeja fazer as entregas de produto cada vez mais rápido a seus clientes.
E essa busca já gerou diversos novos serviços - como o Amazon Prime Now, o Amazon Prime Air e o Amazon Fresh

(os drones da Amazon já geraram muita mídia espontânea)

Agora, a empresa apresenta Amazon Flex - o "Uber" das entregas.

Como funciona?
Pessoas que tenham carro e tempo livre podem trabalhar como entregadores da Amazon quando quiserem, e serão pagos por hora. A remuneração fica entre 18 e 25 dólares a hora.

As entregas, inicialmente, são produtos adquiridos pela opção Amazon Prime Now que garante a entrega em até 1 ou 2 horas - para produtos específicos em áreas determinadas.

(site do Amazon Flex de recrutamento de entregadores)
A ideia não é nova, a Postmates já oferece um serviço similar mas para várias empresas e em várias cidades.
Houveram até conversas sobre a Amazon adquirir a Postmates, mas no final a gigante da compra online resolveu lançar esse serviço independentemente.

(a Postmates trabalha como entregadores terceirizados de diversas empresas)
Por enquanto, somente pessoas residentes em Seattle podem trabalhar para a Amazon Flex, mas já existem projetos de expansão para New York, Baltimore, Miami, Dallas, Austin, Chicago, Indianapolis, Atlanta e Portland.

Além disso, no futuro planeja-se abrir a possibilidade de entregadores sem carros, que façam as viagens a pé ou de bicicleta.

A Amazon mais uma vez se mostra na vanguarda do comércio online e dita tendências para o mercado futuro.

Fonte: TechCrunch

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