06 dezembro 2007

BUSINESS - Esqueça os países. O poder está com as cidades.

Fonte: Portal exame


Uma nova geografia impera no planeta. Agora são as principais metrópoles que se firmam como os grandes centros de decisão e articulação do sistema capitalista.

São Paulo: melhorar o trânsito e investir na qualidade de vida é essencial para que a cidade retenha a mão-de-obra mais qualificada.

EXAME Ao contrário do que diz o jornalista americano Thomas Friedman, autor do best-seller O Mundo É Plano, para quem vive em Londres, Nova York ou São Paulo, a globalização está tornando o mundo cada vez mais vertical. A inspirada metáfora de Friedman ilustra bem o processo de globalização do ponto de vista dos países e serve para mostrar que, graças ao avanço tecnológico, ao histórico declínio do protecionismo e à queda dos custos de transporte e comunicação, a competição entre nações ricas e emergentes nunca foi tão nivelada. Mas a imagem do mundo plano não capta um fenômeno que está criando uma nova geografia neste início de século. Em meio à vasta planície, despontam cerca de 40 picos -- as cidades globais. Quem já viu a paisagem do alto de um arranha-céu de Manhattan, da City londrina ou mesmo da marginal Pinheiros sentiu na pele a vertigem de estar no topo de uma das metrópoles mais prósperas, inovadoras e influentes.

Longe de operar isoladamente, essas metrópoles formam uma rede altamente hierarquizada, governada pelos princípios opostos de competição e cooperação. "As cidades globais são os centros de comando do sistema capitalista", diz o geógrafo Peter Taylor, diretor do grupo de estudos Globalização e Cidades Mundiais (GaWC, na sigla em inglês). "Cabe a elas controlar e articular a produção mundial." Sediado na Universidade de Loughborough, em Liverpool, na Inglaterra, o GaWC é responsável pelo ranking de cidades globais utilizado por EXAME para ilustrar esta e as próximas páginas. Nesse pelotão de elite, Londres e Nova York surgem praticamente empatadas como as "capitais do mundo", seguidas por Hong Kong, Paris, Tóquio e Cingapura. Na América Latina, São Paulo emerge como o principal centro financeiro, corporativo e mercantil.

Da perspectiva da atividade econômica, a imensa riqueza gerada por essa teia urbana destaca-se do resto do mundo. Segundo estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers, em 2005 as 30 cidades mais globalizadas somavam 260 milhões de habitantes, ou apenas 4% da população mundial. Mas, juntas, geraram 9,8 trilhões de dólares, ou 16% do produto bruto global, medido pela paridade do poder de compra. Tal pujança -- que tende a crescer cada vez mais nos próximos anos -- deve-se à hegemonia do setor de serviços: seus mercados financeiros e sedes corporativas, suas consultorias, firmas de contabilidade, advocacia e tecnologia, suas escolas, universidades e hospitais, seus conglomerados de mídia e equipes esportivas, seus museus, orquestras, teatros e bandas de rock e, ainda, suas lojas, restaurantes e hotéis. Como diz o cineasta e ensaísta americano Eric Burns, as cidades globais são o "laboratório humano supremo". Nelas, a civilização faz suas apostas mais audaciosas, engendrando fusões corporativas, decifrando o código genético e criando obras-primas. "As cidades estão se tornando cada vez mais incubadoras de mudanças e líderes da inovação", escreveu Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, em recente artigo publicado na revista The Economist.

Embora muitas delas, como Nova York, Frankfurt e São Paulo, não sejam a capital de seus países, as decisões tomadas numa cidade global, seja a fixação do preço do petróleo, seja a proibição do fumo em lugares públicos, têm o poder de reverberar pelo mundo. "Essas cidades exibem dois traços fundamentais, o capital humano e a densidade", diz o americano Edward Glaeser, professor de Harvard e uma das maiores autoridades em economia urbana. "Antes, elas viviam das fábricas e do comércio, mas hoje seu principal motor econômico está nas idéias de sua força de trabalho. E é a densidade demográfica que possibilita a convivência, fator crítico para a criação e a dispersão das idéias."


As mais globalizadas
Londres é a líder de um rankingdas cidades que se destacam pela influência na economia mundial e pela capacidade de interagir com outros centros de decisão globais. São Paulo é a 14a colocada nesta lista

1º Londres
População 8,5 milhões de habitantes
PIB 452 bilhões de dólares
Vocação A abertura econômica, a eficiência do sistema financeiro e uma infra-estrutura impecável fazem com que a capital do antigo Império Britânico leve o título de cidade mais globalizada do planeta

2º Nova York
População 18,7 milhões de habitantes
PIB 1,1 trilhão de dólares
Vocação Apesar de ter perdido o posto simbólico de capital do mundo para Londres, a Big Apple conta com trunfos formidáveis, como Wall Street, imensos conglomerados de mídia e uma colossal indústria do turismo

3º Hong Kong
População 7 milhões de habitantes
PIB 244 bilhões de dólares
VOCAÇÃO A antiga colônia britânica abriga uma grande população de executivos transnacionais e o maior número de filiais asiáticas das maiores firmas globais

4º Paris
População 9,8 milhões de habitantes
PIB 460 bilhões de dólares
Vocação Maior destino turístico do planeta, a capital francesa, que é sinônimo de altacostura, gastronomia e beleza arquitetônica, também sedia empresas de alta tecnologia

5º Tóquio
População 35,2 milhões de habitantes
PIB 1,2 trilhão de dólares
VOCAÇÃO Cidade mais populosa do mundo,Tóquio é também o maior mercado consumidor e o maior centro financeiro e de negócios da Ásia

6º Cingapura
População 4,8 milhões de habitantes
PIB 129 bilhões de dólares
Vocação Acidade-estado, criada por refugiados chineses, tem uma economia baseada nos serviços, na indústria hi-tech e no porto, um dos mais eficientes do mundo

7º Toronto
População 5,3 milhões de habitantes
PIB 209 bilhões de dólares
Vocação Célebre pela qualidade de vida, Toronto é o principal pólo empresarial do Canadá. Seu sucesso é um poderoso atrativo para estrangeiros, metade de sua população

8º Chicago
População 8,8 milhões de habitantes
PIB 460 bilhões de dólares
Vocação Alocalização estratégica no Meio-Oeste americano fez de Chicago a referência mundial em commodities. Também é sede de empresas de tecnologia

9º Madri
População 5,6 milhões de habitantes
PIB 188 bilhões de dólares
Vocação Porta de entrada de grupos latinoamericanos na Europa, a capital espanhola é a maior, mais rica e etnicamente mais diversa metrópole da região ibérica

10º Frankfurt
População 5,6 milhões de habitantes
PIB 188 bilhões de dólares
Vocação Sede do Banco Central Europeu, a cidade é o maior centro financeiro da Europa continental.Frankfurt também realiza boa parte das maiores feiras comerciais do mundo

11º Milão
População 7,4 milhões de habitantes
PIB 115 bilhões de dólares
Vocação Tradicional centro industrial, financeiro e tecnológico, Milão tornou-se a capital mundial do de sign.Hoje passa por um renascimento arquitetônico

12º Amsterdã
População 742 000 habitantes
PIB 42 bilhões de dólares
Vocação Sede de corporações holandesas e famosa pela liberalidade de costumes, é o maior mercado do norte europeu.Comercializa de produtos agrícolas a diamantes

13º Bruxelas
População 1 milhão de habitantes
PIB 39 bilhões de dólares
Vocação Antes decadente, Bruxelas renasceu depois de 2003, quando foi escolhida para ser a capital da União Européia.Também sedia a Organização do Tratado do Atlântico Norte

14º São Paulo
População 18,3 milhões de habitantes
PIB 225 bilhões de dólares
Vocação Cidade mais populosa do hemisfério sul, São Paulo é o principal motor econômico-financeiro e centro de decisões corporativas da América Latina.

Antes da internet, a difusão das idéias entre os principais centros do planeta limitava-se ao envio de cartas, ao telefone e às viagens internacionais. Hoje, na era da fibra óptica, um dos principais indicadores do nível de globalização de uma cidade é a capacidade de transmissão de dados, medida em bits por segundo (bps). Além de servir o usuário comum da internet, tais redes são as vias expressas pelas quais trafegam as informações que irrigam os pregões globais. Segundo a consultoria americana TeleGeography, Londres desponta como a campeã mundial da banda larga, com capacidade instalada de 2,35 trilhões de bits por segundo (Tbps). A seguir vêm Paris, com 1,7 Tbps, e Frankfurt, com 1,3 Tbps. Nova York está em quarto lugar, com 1,2 Tbps, e São Paulo em 20o, com 0,17 Tbps. "Os números revelam a decisão dessas cidades e seus países em investir em redes de fibra óptica com o intuito de ser os principais pontos de conexão, os hubs, das redes de transmissão mundial", diz Eric Schoonover, analista da TeleGeography. Nova York perde para Londres e Paris porque integra uma rede de sete hubs americanos. Londres e Paris são os únicos hubs do Reino Unido e da França.

Aliás, a competição pelo posto de cidade global número 1 nunca esteve tão acirrada nos dois lados do Atlântico Norte. Após ter sido superada por Nova York no final dos anos 30, Londres foi à forra e acaba de retomar o trono de "capital do mundo". É o que atestam dois estudos publicados neste ano -- pela consultoria McKinsey e pela Mastercard --, além de relatórios anteriores do GaWC que já indicavam o mesmo resultado. No ano passado, a vitória londrina sobre Nova York para sediar a Olimpíada de 2012 já significou um duro golpe na vaidade ianque. Com o ego massageado, agora os londrinos investem 34 bilhões de dólares na infra-estrutura dos Jogos. Em maio, Nova York tomou a segunda pancada, com as conclusões de um relatório da McKinsey encomendado pelo prefeito Bloomberg para medir a competitividade de Wall Street. O estudo revelou que, em razão do excesso de litígios, de maior protecionismo pós 11 de Setembro e de uma moldura regulatória antiquada, Nova York está ficando para trás em setores como bancos de investimento.

UM MES DEPOIS, A MASTERCARD PUBLICOU o Índice Mundial de Centros de Comércio, que avalia critérios como legislação local, facilidade de fazer negócios, estabilidade econômica e infra-estrutura urbana. Mais uma vez, Londres chegou na frente. Numa escala de 1 a 100, marcou 77,8 pontos, enquanto Nova York fez 73,8. "Temos hoje o maior mercado de câmbio do mundo e executamos mais de 70% das vendas de títulos de dívida", diz Mary Palmer, diretora da agência de promoção comercial londrina. A disputa mereceu capa da revista americana Fortune, para quem "Londres encontrou a fórmula mágica. Ela se abriu para o mundo, e o mundo atendeu a seu chamado".

Abertura, aliás, é uma marca de todas as cidades com aspirações globais. Não apenas na receptividade dos melhores talentos -- estima-se que em Londres 300 idiomas sejam falados -- mas também na integração com outras metrópoles. Nova York conta com essa integração para retomar o cetro perdido. Em 2006, a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) venceu os britânicos na briga pela fusão com a Euronext, grupo francês que reúne as bolsas de Paris, Amsterdã, Bruxelas e Lisboa. Hoje, a Nyse-Euronext é a maior rede de pregões mundiais. Agora, Bloomberg e o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, buscam apoio no Congresso para reformar as leis financeiras e, assim, melhorar a competitividade da cidade. E, como era de esperar, a Big Apple não admite a derrota. "Continuamos comprometidos com a qualidade de vida, a segurança, o ambiente e a infra-estrutura que contribuem para a primazia global de Nova York", diz Laure Audubon, vice-presidente da agência de desenvolvimento da cidade.

Se for possível disseminar certo nível de prosperidade em escala planetária, tudo indica que as cidades globais mais eficientes verão sua liderança aumentar. De certa forma, isso já ocorre no mercado financeiro. Segundo a Fortune, os melhores pregões emergentes, em cidades como Xangai, Mumbai, Dubai e, é claro, a Bovespa, em São Paulo, estão bem posicionados para desafiar no futuro a City londrina e Wall Street. "Teremos uma órbita de quatro ou cinco centros financeiros dominantes e alguns outros pontos-chave em torno deles", prevê a revista. Contudo, para consolidar-se como metrópole global, São Paulo tem uma árdua lição de casa pela frente -- diminuir congestionamentos, poluição e criminalidade. O índice da Mastercard acusou a precariedade da infra-estrutura paulistana. São Paulo ficou em 48o lugar no ranking, atrás da Cidade do México e de Santiago do Chile. Segundo o relatório, nas cidades globais, "juntos, as empresas e seus empregados têm níveis de produtividade bem mais altos do que se estivessem dispersos e trabalhando por conta própria". Mas, diariamente, o paulistano convive com a máxima do filósofo francês Jean-Paul Sartre, para quem "o inferno são os outros". Portanto, para evitar uma debandada da mão-de-obra mais qualificada, gente que põe a qualidade de vida no topo de suas aspirações, São Paulo precisa se tornar mais habitável. "Sua prioridade deve ser atacar os congestionamentos", afirma Edward Glaeser. Para ele, São Paulo deve investir em transporte público e seguir o exemplo de Londres, cobrando pedágio dos motoristas na região central.

Mas, para além de problemas concretos do dia-a-dia, a capital paulista tem de vencer a histórica deficiência brasileira na formação da mão-de-obra. "A única solução duradoura é o investimento em educação", diz Glaeser. Para complicar, é importante que o restante do país acompanhe o passo -- algo que já está ocorrendo --, para que não se repita o fenômeno de inchaço de décadas passadas. "Se São Paulo aliviar a pobreza isoladamente, atrairá mais pobres com baixo nível de escolaridade. Essas pessoas iriam parar nas favelas." Mas isso não quer dizer que deva haver um esforço de limitar o crescimento, o que poderia inflar o preço dos imóveis, tornando-a menos competitiva. O ponto é que o crescimento deve ser saudável. Nas últimas décadas, a cidade teve sucesso na transição de locomotiva fabril para cabine de comando da economia brasileira. Hoje, a Grande São Paulo responde por 15% do produto interno bruto brasileiro, uma cifra formidável quando se considera o crescimento das demais regiões do país. De agora em diante, a questão é saber se conseguirá se manter -- e quem sabe galgar posições -- no pelotão de elite das cidades globais, as novas detentoras do poder neste início de século.


29/11/2007

MARCA - Marcas mais valiosas.

Fonte: portal da propaganda
Itaú, Bradesco e Banco do Brasil voltaram a ocupar as três primeiras posições no ranking das marcas mais valiosas do Brasil, feito pela consultoria Interbrand, com valores de R$ 8,076 bilhões, R$ 7,922 bilhões e R$ 7,772 bilhões, respectivamente. O levantamento anterior havia sido divulgado em 2005.
Os principais fatores que levaram o Itaú a figurar novamente na liderança foram os resultados financeiros crescentes, a consolidação das operações como banco múltiplo e a incorporação do Bank Boston ao Personnalité.
É a quinta vez que a marca Itaú lidera o ranking da Interbrand. O valor atribuído é 183% maior que os US$ 1,342 bilhão apurados no estudo de 2005, o que significa que a marca, em dólares, praticamente triplicou de valor. A marca Itaú já havia sido avaliada pela Interbrand como a mais valiosa do País em 2004, quando alcançou US$ 1,204 bilhão, em 2003, em US$ 1,093 bilhão, e em 2001, na primeira avaliação, com o valor de US$ 970 milhões.
“Mais uma vez, estamos muito satisfeitos com esta avaliação. Este resultado é para nós o reconhecimento público de uma consistente gestão da marca focada na sustentabilidade, pelo alto padrão de governança corporativa, geração de valor ao acionista, satisfação aos clientes e busca constante da excelência no relacionamento com todos os nossos públicos”, afirmou o vice- presidente do Banco Itaú, Antonio Matias, em comunicado à imprensa.
A Petrobras subiu duas posições e ficou em quarto lugar, com valor de R$ 5,738 bilhões. O crescimento dos resultados operacionais, a expansão da marca e a auto-suficiência em petróleo, anunciada em abril, teriam contribuído para o avanço da empresa.
O quinto lugar agora está ocupado pelo Unibanco, que tinha a nona posição na pesquisa anterior. Seu valor é de R$ 4,341 bilhões. "A forte presença do segmento financeiro no ranking advém, entre outros fatores, da confiança necessária para que os clientes depositem o seu dinheiro. Some-se a isto o fato de que o valor da marca deriva dos resultados financeiros deste segmento, que tem constantemente batido recordes", aponta Zogbi, em nota divulgada à imprensa pela Interbrand.
A TAM conseguiu subir da 10ª posição de 2005 para a 8ª , com a marca estimada em R$ 881 milhões. A empresa ficou à frente da GOL, que saiu da lista das dez marcas mais valiosas.
A Vale, que mudou de nome recentemente (antigamente era Companhia Vale do Rio Doce), teve sua marca estimada em R$ 2,871 bilhões, ficando na sétima colocação. Em 9º lugar aparece a Gerdau, com valor de R$ 681 milhões, e, em 10º, a Usiminas, com R$ 626 milhões.
05/12/2007

30 novembro 2007

TECNOLOGIA - Websense: gerentes de TI pouco seguros

Fonte: Baguete

A Websense divulga novos resultados de sua pesquisa anual Web@Work 2007, realizada no Brasil, Chile, Colômbia e México, pelo terceiro ano consecutivo. O estudo revela não apenas os hábitos de navegação, mas também problemas e vulnerabilidades de segurança no comportamento e procedimentos dos usuários com relação às informações internas da empresa, compartilhamento de recursos corporativos e grau de percepção de segurança sobre redes corporativas.
A pesquisa descobriu que 56% dos funcionários realizam outras atividades potencialmente perigosas a partir do PC do escritório. A mais comum é enviar documentos de trabalho a suas contas pessoais de e-mail para trabalhar em casa (34%). Cerca de 15% clicou em anúncios publicitários que aparecem em sites da web, enquanto outros 15% enviaram e-mails corporativos a endereços incorretos.
Além disso, 8% dos entrevistados admitiram ter permitido a amigos ou familiares usarem o computador de sua empresa, tanto no escritório como na residência. A mesma porcentagem dos colaboradores disse ter acessado - de forma acidental ou deliberada - material para adultos enquanto trabalhava com o computador da empresa.
Ainda conforme o estudo, os funcionários da Colômbia e México são os mais propensos a realizar atividades indesejáveis. Destes, 60% visitam sites adultos, em comparação com 42% de colaboradores chilenos. Já 60% de todos os entrevistados utilizam sistemas de mensagens instantâneas durante o expediente, embora muitas vezes para propósitos de trabalho. Enquanto isso, 10% admitem utilizá-los para fins pessoais. Para 12%, os objetivos são ambos.
Ainda, 67% dos funcionários utilizam um notebook concedido pela empresa. Entre estes, 80% já usou o equipamento para conectar-se a uma rede sem fio em um cibercafé ou hotel ao viajar ou trabalhar de forma remota.
As maiores ameaças à segurança de TI
Para os gerentes de tecnologia entrevistados, são três ao maiores riscos para a segurança das informações corporativas:
1. Quando os funcionários clicam em um anúncio publicitário (64%). Dos colaboradores, 15% admitiram fazer isso.
2. Quando o funcionário permite que um familiar ou amigo use o computador da empresa (56%). 8% admitiram.
3. Para 41% dos gerentes, a ameaça maior se dá quando os funcionários enviam documentos corporativos a suas contas de e-mail pessoais. Entre os trabalhadores, 34% disseram fazer isso.
Níveis de proteção
Apesar das ameaças, 82% dos funcionários entrevistados estão seguros de que seu departamento de informática os protege dos riscos da Internet. Por isso, não crêem que devam modificar sua conduta. Já 18% pensam que não estão totalmente protegidos.
Gerentes seguros
Além disso, todos os gerentes de IT entrevistados revelaram que sentem que sua companhia está protegida até certo ponto. Nestes sentido, os brasileiros são os mais confiantes: 28% relataram que estão 100 % seguros. Em contraste, para os quatro países, a pesquisa revelou que apenas 15% dos gerentes sentem-se protegidos, o que significa que 85% não percebe esta segurança. Entre os menos seguros, aparecem os gerentes do México (88%) e Colômbia (92%).
Gerentes Frustrados
Já para 93% dos gestores de TI entrevistados, frustração é a palavra de ordem quando o assunto são aplicações de segurança na web. Os três elementos mais citados pelos insatisfeitos são:
1. A conduta dos funcionários (54%).
2. Os orçamentos limitados (33%).
3. A segurança TI não é prioritária nos objetivos corporativos (18%).
29/11/2007

BUSINESS - Quase metade das pequenas não chega ao 8º ano

Fonte: Portal PEGN


Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)mostra que 48,4% das empresas brasileiras não chegam ao oitavo ano de vida. O estudo 'Demografia das empresas', feito com base no Cadastro Geral de Empresas, acompanhou a sobrevivência das quase 738 mil empresas criadas em 1997 no país, informou o G1.
As pequenas empresas são as que mais sofrem com a passagem do tempo: entre as empresas com até quatro pessoas criadas em 1997, pouco mais de 50% continuavam ativas em 2005. Já entre as que possuem cem ou mais funcionários, esse percentual era superior a 65%.
Só em 2005, 529 mil empresas com até quatro funcionários foram extintas – 97,2% do total de empresas que deixaram de existir naquele ano. Por outro lado, as pequenas representaram 94,4% das empresas criadas em 2005. De acordo com o IBGE, as taxas de entrada e saída das empresas no mercado têm relação inversa com o porte das mesmas – o que significa que há mais empresas pequenas entrando e saindo do mercado do que companhias de grande porte.
Com as altas taxas de criação e extinção, as empresas com até quatro pessoas representavam 83% do número total de companhias existentes no país em 2005. Somadas às empresas com cinco a 19 trabalhadores, as pequenas representavam 96,9% do total, segundo o IBGE.
Mortalidade
A alta 'mortalidade' de empresas faz com que apenas 2,9% delas tenham 30 anos de vida ou mais. Entre as empresas existentes em 2005, 65% não tinham mais que nove anos de vida – entre elas 42,1% tinham no máximo cinco anos.
Na análise por regiões, o levantamento do IBGE apontou que as empresas das regiões Sul e Sudeste têm as melhores taxas de sobrevivência. Nos estados da região sul, 53,8% das empresas criadas em 1997 permaneciam em atividade em 2005. No sudeste, esse percentual recuava para 51,8%. Já a menor taxa foi registrada na região Norte, de 46,5%.
Estados
Entre os estados, as maiores taxas de saída (relação entre o número de empresas extintas no ano e as existentes no ano anterior) e entrada (relação entre o número de empresas criadas no ano e as existentes no ano anterior) em 2005 foram registradas em quatro estados da região norte: Amapá, Amazonas, Roraima e Acre, estados com números pequenos de empresas estabelecidas.
Já os estados das regiões sul e sudeste apresentam elevadas variações no número de empresas. No entanto, como o número de empresas já estabelecidas é grande, a variação é pequena, relativamente às demais regiões.
Isso faz com que São Paulo, estado onde foram criadas 252 mil empresas em 2006, tenha uma taxa de entrada de 15,8%, enquanto o Amapá, com 2,2 mil empresas criadas no mesmo ano, tenha taxa de 19,9%.
29/11/2007

29 novembro 2007

COMPORTAMENTO - Marcas próprias são mais compradas em SP e no Sul.

Fonte: Portal PEGN

Consumidores da Grande São Paulo e da região Sul do País são os maiores consumidores de produtos de marcas próprias no País, revela o levantamento 'Hábitos e comportamento do consumidor de marca própria', da LatinPanel, que tem como base a pesquisa semanal realizada em todo o país para acompanhar o comportamento de compra das famílias brasileiras.

De acordo com o estudo, divulgado recentemente, 14% dos entrevistados da GSP afirmam sempre comprar MP e 36% admitem adquirir o produto esporadicamente. No sul do País, 14% também disseram que sempre consomem MP e 38% confirmaram que optam pelo produto de vez em quando. O Centro-Oeste é onde há menor penetração de MP. Somente 5% dos consumidores afirmam adquirir com freqüência o produto.

Os consumidores de São Paulo também fizeram uma avaliação positiva das marcas próprias em termos de qualidade. Pelo levantamento, 9% acham que o produto é muito bom e 64% afirmam que marcas próprias são um bom produto. O nível de satisfação dos sulistas também foi elevado nesse quesito. Na região, 16% consideram muito bom e 65%, bom. O preço também agrada em ambas as regiões. No sul, 67% acham o valor do produto bom. Já em São Paulo esse número atinge 59%.

A pesquisa da LatinPanel demonstrou, de modo geral, uma tendência do consumidor brasileiro, que cada vez mais opta pelos produtos de marca própria. Houve um aumento - de 58%, em 2005, para 67%, em 2007 - do número de domicílios em que os moradores manifestaram ter comprado mercadorias com o nome do próprio estabelecimento ou de uma marca mantida pelo varejista. O aumento de nove pontos porcentuais em apenas dois anos significa que, nesse período, 3,8 milhões de famílias passaram a consumir marca própria em algum momento, alcançando 29,4 milhões de lares.

Para Neide Montesano, presidente da Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização - (www.abmapro.com.br), essa elevação do consumo é um reflexo do empenho dos fabricantes e varejistas com o compromisso centrado no consumidor. 'As empresas estão focadas em cada vez mais atender às necessidades dos consumidores com produtos de qualidade. Este crescimento está intimamente ligado a esse esforço e os resultados começam a aparecer, com importantes centros consumidores avaliando positivamente os produtos de marcas próprias', analisa a presidente da Abmapro.

O estudo da LatinPanel revelou outros dados interessantes sobre o comportamento dos consumidores de marca própria e seus perfis. Por exemplo, quem adquire produtos de marca própria nos supermercados chega a gastar 16% a mais do que os que disseram não comprar esse tipo de produto. Na comparação entre as faixas etárias, quem mais compra são as donas de casa com mais de 50 anos, com um porcentual de 36%. Já entre as mais jovens, até 29 anos, 16%.

Quanto à classe social, em comparação ao total da população brasileira das classes A e B, observa-se uma maior concentração de compradores de marca própria nesse nicho, com 30%. Apesar das classes D e E serem as que menos consomem mercadorias de marca própria são as que as consideram importante em maior número (23%), mas não a compram por não encontrar (51%).
28/11/2007

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