27 fevereiro 2008

SAÚDE - Propaganda em alta na indústria farmacêutica

Fonte: Saúde Business Web

Investimentos em anúncios de medicamentos isentos de prescrição chegaram a R$ 863 milhões em 2007
Se propaganda é a alma do negócio, a indústria farmacêutica compreende bem essa máxima.
De acordo com a divulgação do portal Meio & Mensagem, o setor investiu, em 2007, R$ 863 milhões em propaganda de medicamentos que não necessitam de prescrição. O valor representa um crescimento de 15% em relação a 2006. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip).
Os líderes de anúncios foram os remédios para gripes e resfriados. Do total investido, 75% foi para propagandas em televisão; 14% para rádio; 5% para TV por assinatura; 5% para revistas; 1% para jornal; 0,3% para cinema e 0,01% para outdoor.
27/02/2008

TECNOLOGIA - A tecnologia será invisível

Fonte: Exame

Livro mostra como a internet vai se transformar numa central de serviços -- e fazer com que equipamentos e softwares desapareçam das empresas

Um dos fenômenos que marcaram os últimos anos do século 20 foi a democratização da tecnologia. Durante décadas, apenas as grandes corporações podiam manter uma estrutura própria de equipamentos caros e poderosos. A miniaturização e o barateamento de componentes permitiram mais tarde que os computadores passassem a fazer parte da vida cotidiana no trabalho e nas casas. O mundo da tecnologia, porém, está às vésperas de uma nova e profunda transformação. Em um futuro próximo, tudo o que acontece dentro do computador -- desde o processamento até o armazenamento de informações -- deve migrar para a internet. Os documentos, assim como os programas usados para criar e modificar esses arquivos, estarão guardados em servidores espalhados pela internet. O PC vai ser apenas um dos meios de acessar essas informações, a qualquer hora, de qualquer lugar. Na esfera das empresas, a mudança representa o desaparecimento de grandes servidores, por exemplo. Os contornos dessa transformação -- mais profunda do que parece à primeira vista -- são delineados na obra The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google ("A grande virada: reconectando o mundo, de Edison ao Google", em tradução livre e ainda sem previsão de lançamento no Brasil), escrita pelo especialista em tecnologia e ex-editor da revista Harvard Business Review Nicholas Carr. Recém-lançado nos Estados Unidos, o livro é uma visão do novo mundo da tecnologia. Seu uso, argumenta Carr, será cada vez mais parecido com o da luz elétrica: vamos nos conectar a uma rede de informações e pagaremos de acordo com o consumo.

A idéia é poderosa e tem implicações profundas e imediatas para a indústria de software e hardware, na qual prosperaram potências inquestionáveis como Microsoft e IBM. No cenário delineado por Carr, ninguém mais precisará comprar um software para ter em sua máquina o programa que deseja. Ele será um serviço disponível via internet, pago em mensalidades ou até mesmo gratuito. Um dos exemplos disso é o Google, que oferece versões rudimentares de processadores de texto e planilhas eletrônicas que podem ser utilizadas em qualquer computador conectado à internet. Trata-se de uma ameaça séria ao negócio mais lucrativo da Microsoft, o conjunto de programas Office -- e um dos motivos para que a maior empresa de software do mundo queira comprar o Yahoo! (veja reportagem na pág. 90). "A internet tornou-se literalmente nosso computador. Os diferentes componentes que costumavam estar isolados na caixa fechada de um computador podem ser agora dispersos pelo mundo, integrados pela rede e compartilhados por todos", escreve o autor.

The Big Switch
Editora W.W. Norton,276 págs.
Autor
O especialista americano em tecnologia Nicholas Carr
Por que ler
Para compreender o poder transformador da nova internet— nas esferas social e de negócios
A narração fluente e didática de Carr, colaborador de publicações como o jornal Financial Times e a revista Forbes, equilibra idéias e boas histórias. Uma das mais atraentes é o paralelo entre as transformações econômicas e sociais de sencadeadas pelo surgimento da eletricidade durante o período pós-Revolução Industrial e as mudanças que seguiram a era computacional. Um século atrás, as indústrias que dependiam da força humana, do vapor e dos dínamos encontraram na energia elétrica uma nova forma de mover suas máquinas e impulsionar o processo produtivo. O grande personagem dessa época foi o inventor e empresário americano Thomas Edison, que no final do século 19 levou a eletricidade para dentro das casas. A visão de Edison não só transformou o funcionamento das empresas mas alterou o ritmo de vida e a cultura da sociedade. Na avaliação de Carr, algo vai acontecer com a oferta de serviços de tecnologia pela internet. "Se o dínamo elétrico caracterizou a sociedade do século 20 e fez com que fôssemos quem somos, o dínamo da informação transformará a nova sociedade do século 21", diz.

The Big Switch é menos polêmico que a obra de estréia de Carr, Does IT Matter? ("TI importa?", em tradução livre), publicado em 2004. Na época do lançamento, Carr causou furor ao argumentar que a tecnologia da informação havia se tornado uma commodity. Ao alcance de todas as empresas, o uso de sistemas tecnológicos teria deixado de representar uma vantagem competitiva. A idéia teve repercussão enorme entre os compradores -- e sobretudo entre os vendedores -- de tecnologia. Em seu novo livro, não há nenhuma afirmação tão corajosa ou original. Carr, no entanto, alfineta ícones da tecnologia. Ele dedica um capítulo inteiro, com o sugestivo título "Adeus, senhor Gates", a desfiar a fragilidade de algumas corporações gigantes diante da força do "computador universal" representado pela internet. Carr relembra um célebre memorando enviado por Bill Gates em outubro de 2005. Nele, o fundador da Microsoft alertava os engenheiros e os principais gerentes da empresa que a ascensão da computação como serviço poderia destruir os negócios tradicionais. Comparativamente, Carr expõe a trajetória de crescimento meteórico de empresas que nasceram na internet e criaram um modelo sustentável de negócios, como o YouTube. Com poucos funcionários, os americanos Chad Hurley e Steve Chen criaram uma empresa de 1,7 bilhão de dólares, vendida ao Google em 2006. Outro caso é o da Salesforce.com, criada em 1999 pelo ex-funcionário da Oracle Marc Benioff. Numa estratégia arriscada e pioneira, que declarava o fim do software tradicional, Benioff começou a oferecer um programa de gestão de relacionamento com clientes (CRM) via internet, jogando no lixo os servidores. A Salesforce.com faturou 500 milhões de dólares em 2007, com 38 000 clientes.

Novas concorrentes
Algumas das principais prestadoras de serviços de tecnologia pela internet
AMAZON
Armazena dados e vende capacidade de processamento de seus servidores para empresas — que assim não precisam comprar equipamentos caros e poderosos
GOOGLE
Fornece de graça o pacote Google Apps, concorrente do Office, da Microsoft. Inclui software para edição de texto, planilhas e e-mail
SALESFORCE.COM
Hospeda dados para que empresas façam a gestão de relacionamento com o cliente. Em vez de comprar um software, elas alugam o serviço pela internet
Composto de duas partes, o livro perde capacidade analítica e riqueza de detalhes da primeira para a segunda. O leitor encontra na primeira etapa o ponto alto da narrativa -- uma consistente descrição sobre os paralelos históricos que envolveram economia, cultura e sociedade na época da revolução da eletricidade e na da computação. Na segunda, embora haja uma descrição do que é viver na nuvem da internet, não existem respostas ou reflexões claras sobre o impacto da era da computação como serviço. A argumentação de Carr é, em alguns momentos, insuficiente para convencer o leitor, por exemplo, da teoria de que mesmo empregos fora do departamento de tecnologia estarão comprometidos com a popularização da entrega de serviços pela rede. Ele insinua que os efeitos dessa transição devem afetar inclusive profissionais que trabalham em áreas como finanças, mídia e até saúde. Não há elementos que sustentem por que ou como os postos de trabalho devem ser substituídos nesses casos. A pouca profundidade por vezes deixa brechas para que se questione se a sociedade viverá a revolução na forma de lidar com o computador ou apenas uma evolução desses modelos, conseqüência do que se convencionou chamar de web 2.0. O que o livro não deixa dúvida é que, embora o amadurecimento desse novo formato de computação talvez demore a acontecer, os primeiros passos foram dados. E, para alguns, o barulho que eles já fazem é assustador.
21/02/2008

26 fevereiro 2008

TECNOLOGIA - Restaurantes testam sistemas de cardápio eletrônico

Fonte: Reuters

Restaurantes nos Estados Unidos, Europa e Japão estão testando tecnologias que permitem que os fregueses peçam comida diretamente a partir de telas instaladas em suas mesas, em lugar de depender de um ser humano que anote o pedido.
Além de cortar custos, as empresas que vendem sistemas de "cardápio eletrônico" argumentam que a abordagem pode atrair pela novidade e levar mais fregueses jovens aos restaurantes, utilizando imagens atraentes de filés suculentos e sobremesas tentadoras para inspirar os fregueses a pedir mais.
A idéia talvez seja apenas o mais recente truque de marketing em um setor que é movimentado por modas e caprichos dos consumidores. Mas, pelo menos por enquanto, parece estar estimulando os negócios.
Em Israel, a Conceptic, uma empresa de capital fechado, já instalou a tecnologia de eMenu em casas de sushi, bares e restaurantes familiares. O sistema se baseia em telas de toque que já estão em uso em refeitórios selfservice ou para serviços de venda de ingressos e compra de passagens em cinemas e aeroportos."Se uma pessoa começar a ver fotos de um bolo de chocolate, é provável que termine pedindo", disse Adi Chitayat, presidente-executivo da Conceptic.
A empresa também forneceu seus sistemas a restaurantes na França, África do Sul e Bélgica.
O Frame, um restaurante de sushi que tem feito sucesso em Tel Aviv e usa o sistema, disse que as vendas nas mesas equipadas com o eMenu subiram cerca de 11%.
Os consumidores muitas vezes telefonam com antecedência para reservar as mesas equipadas com as telas, disse a gerente Natalie Edry à Reuters.
Em uma das mesas equipadas com o eMenu, Gil Uriel e sua jovem família demonstravam entusiasmo ao ver as fotos da comida, e brigavam alegremente quanto a sobremesas.
"É mais visual", disse Uriel, que trabalha no setor de tecnologia da informação, enquanto seus filhos usavam a função de jogos da tela no intervalo entre um prato e outro. "Podemos escolher do mesmo jeito, discutir do mesmo jeito, mas é mais fácil quando todos vêem o que vão comer."
25/02/2008

25 fevereiro 2008

INTERNET - Em três anos, número de internautas brasileiros dobra

Fonte: Meio&Mensagem
Atualmente País soma um total de 21,1 milhões de internautas residênciais ativos
A fatia dos brasileiros que dispõem de internet em suas próprias casas ganhou um reforço de 7,1 milhões de novos usuários no último ano. Atualmente, o País já soma um total de 21,1 milhões de internautas residênciais ativos, índice 50% maior do que o contabilizado em janeiro do ano passado e praticamente o dobro do registrado no ano de 2005, quando o número de pessoas que se conectavam a web em suas próprias casas não passava da casa dos 10,7 milhões.
Os resultados foram divulgados pelo Ibope/Net Ratings nessa sexta-feira, 22, e fazem parte dos estudos relacionados ao uso da internet, realizados pelo instituto em dez países.
De acordo com os números, O Brasil lidera a lista de crescimento no número de usuários residenciais da web, sendo seguido pelos Estados Unidos, que ganharam quatro milhões de novas internautas -caseiros - em 2007. A França vem em terceiro, com um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas.
Os brasileiros também figuram como campeões no tempo médio de navegação. Segundo o Ibope, cada internauta residencial brasileiro dedica, em média, 23 horas e 12 minutos do seu mês para navegar na internet. Os franceses vêm em segundo lugar, com o índice médio de 21 horas e 38 minutos de navegação mensal, seguidos pelos norte-americanos, com 20 horas e 39 minutos.
22/02/2008

22 fevereiro 2008

ESTRATÉGIA - Responsabilidade social é vista como investimento

Fonte: Portal PEGN


A internet é hoje um espaço em que as pessoas discutem ações que beneficiam a sociedade; por isso, a ferramenta está mudando a percepção dos consumidores com relação às empresas. Estas, por sua vez, não vêem mais a responsabilidade social corporativa como uma obrigação ou um gasto, informou o site InfoMoney.

A maioria (68%) a enxerga como um investimento capaz de trazer retorno financeiro e como uma oportunidade de crescer. Além disso, 54% acreditam que as atividades voltadas à responsabilidade social já estão trazendo vantagens competitivas perante a concorrência.

A conclusão é de um estudo realizado com 250 executivos e diretores de estratégia em 250 empresas dos setores bancário, petroquímico, de bens de consumo, eletrônico, de energia e "utilities", varejista e automotivo, conduzido pela IBM Global Business Services.

Dos participantes, 30% estão localizados na América do Norte, 30% na Ásia pacífico, 20% na Europa Ocidental, 7% na Europa Oriental, 6% na América Latina e 4% no Oriente Médio e África.
Segundo o levantamento, 49% das empresas passaram a implementar ações ligadas à responsabilidade social recentemente, 19% já atuam de forma madura na área e 32% não implementam nenhuma atividade na área.

Embora os clientes sejam o motor dessas iniciativas, 76% das empresas entrevistadas admitem que não conhecem as preocupações de seus clientes com responsabilidade social. Mas até aquelas que se consideram bem informadas e preparadas podem estar enganadas.

Cerca de dois terços das organizações participantes acreditam que têm a quantidade de informações sobre as origens de seus produtos e serviços suficiente para satisfazer as preocupações dos clientes. No entanto, metade delas admite não entender as expectativas deles quanto ao tema.
19/02/2008

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