14 junho 2012

TEDx - O que faz um vídeo tornar-se viral

Vídeo curtinho, mas bem esclarecedor sobre como um vídeo se torna viral e como isso vai influenciar (e já influencia) a comunicação, não somente digital.


Kevin Alloca é gerente de tendências do YouTube e aponta três caracterísiticas que fazem um video ser viral:
-Tastemakers - influenciadores
-Comunidade participativa
-Surpresa







Via @noscoworking



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13 junho 2012

REFLEXÃO - Everynone é uma produtora de everyone

A Everynone é uma produtora de vídeo que faz vídeos para todo mundo (everyone).


Com essa simplicidade eles se descrevem, e com a mesma apresentam o seu trabalho no site.
Os vídeos são parecidos entre si, com diversas filmagens, de diferentes pessoas e objetos, em diferentes situações, para tratar, em geral, de um conceito.


Esse sobre simetria ficou demais:



Symmetry from Everynone on Vimeo.



A reflexão vai também para temas mais polêmicos e tristes, como o bullying:



Losers from Everynone on Vimeo.



Se quiser, também dá pra baixar o material deles pelo iTunes.


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TECNOLOGIA - Frida, a robô


Boas vindas a Frida!

A ABB, empresa suíça de automação e energia, lançou um robozinho operário, da estatura de um humano mediano, com o objetivo de reduzir o tamanho das máquinas nas fábricas.



O robô, ou melhor, A robô é descrita por suas habilidades técnicas e de força, mas também por características humanas, como "sabe trabalhar em equipe" e "está ansiosa para fazer parte de sua empresa". Descrições que vão ao encontro da humanização e da feminilidade, consideradas virtudes atualmente.


A robô conceito ainda não foi lançada, mas existe muita ansiedade para vê-lo em funcionamento.

Se interessou, tem mais detalhes no site deles.

12 junho 2012

SUSTENTABILIDADE - Mirai Nihon gera energia e água potável

Mirai Nihon ou o Futuro Japonês, em bom português.


Em março do ano passado, o Japão passou por um mal bocado: terremotos atingiram o país e causaram uma das grandes catástrofes dos últimos tempos, incluindo danos na usina nuclear de Fukushima . Durante e depois, o mundo admirou a reconstrução do país, aos poucos (criando comentários paralelos de brasileiros imaginando como teria sido no Brasil, que reage lentamente a enchentes, por exemplo).a
O Mirai Nihon é um projeto em resposta às reflexões e insights no pós traumático. Eles desenharam uma nova forma de viver, em harmonia com a natureza, mas sem o batido "hippie way of life". Aliás, a ideia abriga automóvel e eletro eletrônicos.
Na verdade, é uma forma de viver auto sustentável energicamente: desde o carro elétrico, à iluminação da casa e à dispositivos que tornam a água do mar potável.


O vídeo abaixo fala por si só.





A mesma inovação que gera o comportamento consumista pelo novo, também gera soluções sustentáveis.


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TENDÊNCIAS - O movimento "egoísta humanista" de Luc Ferry

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Em 1979, quando o filósofo francês Jean-François Lyotard lançou A Condição Pós-Moderna, ensaio que abordava o declínio da ideia de emancipação e de outras metanarrativas nascidas com o Iluminismo, a crítica acadêmica internacional se fissurou. De um lado, seguiram os fiéis ao projeto moderno, calcado na construção de um futuro melhor e na ideia de um “dever ser”; de outro, os que abandonaram as ideologias, e adotaram a convicção de que o hedonismo e o presente são a melhor resposta às obsessões totalitárias.
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Com esta introdução, Andrei Netto apresenta a entrevista que realizou com Luc Ferry, autor de alguns best seller e do novo A Revolução do Amor – Por uma Espiritualidade Laica, no qual diz que vivemos uma era de ruptura, e não estamos mais dispostos a nos sacrificar em nome de grandes ideias alheias, de utopias, mas sim em nome de nossos pais, filhos ou amigos. Um humanismo secular;uma espiritualidade sem fé. “Existem dois tipos diferentes de espiritualidade. Um age por meio de Deus e é, certamente, o conjunto das religiões; o outro, sem Deus, é o grupo das grandes filosofias”, explica ele no livro.




A ideia é que o casamento por amor criou uma nova ordem social. Quando "inventaram" este tipo de casamento, não mais por interesse, nasceu a família moderna, mudando nossa relação com a coletividade. 


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É o que chamo de “segundo humanismo”. O primeiro foi o da lei e da razão. Era o do Iluminismo e dos direitos humanos, dos republicanos franceses e de Kant. O segundo humanismo é da fraternidade. Existe desde então uma única visão do mundo movida por este sopro de uma utopia possível. Porque o ideal que ela visa a realizar não é o das ideias revolucionárias. Não se trata mais de organizar os grandes massacres em nome de princípios mortíferos, mas de preparar o futuro para os que nós amamos, as gerações futuras.
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Netto questiona, então, se não há um desencantamento no mundo, já que não somos seguidores de um grande ideal. Ferry justamente coloca que não é o extermínio de uma espiritualidade, mas a expressão dela de outra forma. 




Em seguida, questionado sobre a influência da globalização na mudança de valores e no hedonismo moderno, ele surpreende ao responder que foram as ideias de esquerda que emergiram com maior força o capitalismo, 


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Foi necessário que os valores e as autoridades tradicionais fossem desconstruídas pelos boêmios, jovens de cabelos longos, libertários, para que o capitalismo, ele também moderno e fadado à inovação pela inovação, pudesse fazer entrar nossos filhos na era do grande consumo de massa sem o qual seu futuro globalizado não teria sido possível.
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Os valores tradicionais tiveram que ser descontruídos para possibilitar este consumo recorrente, que seria visto pelos nossos avós, por exemplo, com um grande acúmulo de bugigangas.




Apesar de em algum momento parecer pessimista, a ideia de Ferry é o contrário: essa nova ordem social possibilita uma transcendência sobre o humano, o outro. Ele acredita que seguimos para um segundo humanismo, no qual impera a autonomia e um pensamento recorrente: que mundo deixaremos para os nosso filhos?


É quase um egoísmo bom, no qual desejamos o melhor aos nossos entes mais próximos, à nossa família escolhido pelo amor, mas com um sentido de coletividade consequente.
Deu vontade de ler tudo!


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