17 dezembro 2013

DESIGN: A cor de 2014


Radiant Orchid 18-3224 (Orquídea Radiante) será a cor de 2014, um tom de roxo cativante, mágico, enigmático. Segundo a diretora executiva do Pantone Color Institute, Leatrice Eiseman, a cor é um convite para a inovação, estimulando a criatividade e a originalidade expandida, que é cada vez mais valorizada na sociedade atualmente. 







Curtiram a cor de 2014?
E para relembrar as cores dos anos anteriores, segue a tabela e a imagem abaixo:

PANTONE 17-5641 Emerald (2013)
PANTONE 17-1463 Tangerine Tango (2012)
PANTONE 18-2120 Honeysuckle (2011)
PANTONE 15-5519 Turquoise (2010)
PANTONE 14-0848 Mimosa (2009)
PANTONE 18-3943 Blue Iris (2008)
PANTONE 19-1557 Chili Pepper (2007)
PANTONE 13-1106 Sand Dollar (2006)
PANTONE 15-5217 Blue Turquoise (2005)
PANTONE 17-1456 Tigerlily (2004)
PANTONE 14-4811 Aqua Sky (2003)
PANTONE 19-1664 True Red (2002)
PANTONE 17-2031 Fuchsia Rose (2001)
PANTONE 15-4020 Cerulean (2000)




Fonte: Comunicadores

16 dezembro 2013

COMUNICAÇÃO: WestJet presenteia seus clientes de maneira inesperada

A WestJet, companhia aérea canadense, contou com o apoio de 175 colaboradores para preparar uma grande surpresa para os passageiros de um de seus vôos. Tudo começou com a interação entre um Papai Noel digital e os passageiros, que faziam pedidos de presentes de Natal. O que essas pessoas não imaginavam era que seus pedidos tornariam-se realidade ao pousar no destino final da viagem. 

Muito bacana quando empresas envolvem pessoas em suas campanhas oferecendo uma mudança em suas vidas. No vídeo vemos famílias chorando, um garoto impressionado ao ganhar um Tablet e muitos sorrisos. Vale conferir!




12 dezembro 2013

REFLEXÃO: Você já reclamou no Twitter hoje?

Essencial para a saúde e sobrevivência humana, a água ainda é uma riqueza natural que não faz parte do cotidiano de todas as pessoas do nosso planeta. Para diminuir cada vez mais o número de pessoas que não tem acesso a água potável, o projeto " Water Is Life ” surgiu para salvar crianças que vivem em situações críticas.

Um dos objetivos do projeto é levar água pura e limpa para os vilarejos de países como o Haiti. Além disso, o projeto objetiva distribuir água limpa para aldeias em situações de desastre, fornecer higiene e educação sanitária em escolas de aldeias e centros comunitários e, por fim, pesquisar e implementar soluções para a permanência de água limpa e sustentável. 

Além de todo o projeto, a campanha conta com uma forte ação, onde mostra Haitianos lendo “queixas/pequenos aborrecimentos” de pessoas de países desenvolvidos que foram postadas em um só dia, no TwitterEsta campanha nos mostra como é dura a realidade destas pessoas e nos faz pensar o quanto somos ingratos na maioria das vezes ao reclamar de coisas simples.


Fonte: Criatives

11 dezembro 2013

INFOGRÁFICO: 11 maneiras de exercitar sua criatividade


Muita gente confunde inspiração com criatividade e, apesar delas serem coisas diferentes, acabam estando intimamente ligadas, já que para criar algo é preciso uma boa dose de inspiração. Tornando mais clara essa diferença e ajudando as pessoas a estimularem seus pensamentos e ideias, a Box1824 criou um infográfico que sugere 11 maneira legais de exercitar sua criatividade. 

Você sabia que ficar sonolento pode ajudar na obtenção de sucesso em desafios criativos? 

Confira essa e as demais dicas abaixo!



Fonte: Youpix

06 dezembro 2013

CRIATIVIDADE: árvores de natal diferentes para você se inspirar

O final de ano chegou e já podemos sentir o gostinho do Natal. Ele vem com cheiro de peru assando no forno e barulho de presentes abrindo. 
Faltando tão pouco para essa data tão esperada, a tradição da montagem da árvore de Natal continua década pós década. Você já montou a sua esse ano? Inspire-se com essas árvores super criativas, que podem ser feitas em casa ou na sua empresa por você!























Eai, o que achou?

Fonte: Zupi

05 dezembro 2013

TENDÊNCIAS: 7 tendências de consumo para aplicar em 2014

Não importa o mercado ou o setor em que você atue, se a sua obsessão for atender a necessidades, desejos e expectativas sempre em evolução dos consumidores, você irá prosperar até no meio dos distúrbios globais mais malucos, sejam quais forem eles. Isso vale para 2014, 2015, 2016 e todos os anos seguintes.
Mas, como o começo do ano é o momento em que muitos profissionais estão fazendo um esforço extra para imaginar, planejar e criar, o site Trend Watching decidiu apresentar um punhado de tendências de consumo que estão implorando para serem aplicadas nos próximos 12 meses.


1. GUILT - FREE STATUS
Por que, em 2014, "não sentir culpa" é o novo símbolo de status.

Um número crescente de consumidores já não pode mais fugir da consciência dos danos causados por seu consumo: ao planeta, à sociedade, ou a si mesmos. Mas uma mistura de indulgência, vício e condicionamento significa que a maior parte das pessoas ainda não é capaz de mudar substancialmente seus hábitos de consumo. O resultado? Uma espiral de culpa sem fim.

E isso cria oportunidades emocionantes para marcas que combinem o enfrentamento a esta espiral de culpa com a busca infinita por status por parte dos consumidores (busca essa que continua sendo a maior força motora por trás de todos os comportamentos de consumo).

De fato, o GUILT-FREE STATUS vai ser o máximo da indulgência em 2014. É hora de criar produtos e serviços que forneçam uma dose de status sem culpa, da seguinte forma:

Conhecido por todos. Produtos GUILT-FREE emblemáticos e bem conhecidos como o Tesla Model S vão agir como sinais de alta sustentabilidade instantaneamente identificáveis.

Visivelmente sem culpa. Produtos de alto status, chiques ou na moda que apresentam sustentabilidade, ética ou saúde visível vão oferecer uma dose instantânea de GUILT-FREE STATUS. Busque inspiração nos tapetes da Nudie, feitos com jeans reciclados.

Com história. Se um produto ou serviço não for conhecido nem visível, vai precisar de uma boa história GUILT-FREE que seu proprietário possa contar aos outros (e impressioná-los).

Atenção: esta tendência NÃO tem nada a ver com GUILTWASHING (OU FALSO GUIL-FREE). Reais benefícios para as pessoas e o planeta são o âmago dos SÍMBOLOS DE GUILT-FREE STATUS, e não um papinho de marketing ou brincadeira com as ansiedades das pessoas.

2.CROWD SHAPED
A multidão conectada chega à maioridade em 2014.

Em 2014, mais gente vai reunir seus dados, perfis e preferências em grupos (pequenos e grandes) para dar forma a novos bens e serviços.Por meio de mídias sociais, históricos de internet, comércio eletrônico, listas de leituras/seriados/filmes e músicas, serviços de GPS dos smartphones, além de outras coisas, consumidores conectados estão criando amplos perfis e deixando para trás rastros de dados que dizem respeito a tudo: de suas preferências musicais a seus deslocamentos diários. Até aí, nenhuma novidade.

Agora, 2014 verá duas certezas:

As tecnologias que facilitam a criação e o compartilhamento passivo dos fluxos de dados que vão se tornar cada vez mais onipresentes (sim, nós vamos dizer: Google Glass).

As expectativas dos consumidores se ampliam – mais uma vez – por meio dessa onipresença.

Isso significa que o pessoal conectado chegou à maioridade, por meio do CROWDSHAPING: novos produtos e serviços adaptados de acordo com as preferências ou comportamentos agregados de grupos (grandes e pequenos) de consumidores, da maneira como são expressados por meio de seus dados.

Dois tipos de CROWDSHAPING para observar (e aproveitar):

CROWDSHAPING DE PEQUENO PORTE: Formatação (e reformatação) em tempo real de um serviço, de acordo com as preferências das pessoas em um escritório, em um restaurante, em um avião: em qualquer lugar, neste exato momento. Os consumidores podem não se importar com a tecnologia que faz com que o CROWDSHAPING seja possível, mas irão sim se importar com a relevância proporcionada por isso – por meio da acomodação de suas próprias preferências – e por um modo novo de descoberta por meio das preferências recém-experimentadas por pessoas como eles. Veja como o CheckinDJ (abaixo) atende a estas duas premissas.

CROWDSHAPING DE GRANDE PORTE: Serviços redesenhados a partir da inteligência gerada pelos dados agregados sobre as preferências ou comportamento de grandes números de consumidores. Um próximo passo para o bom e velho crowdsourcing. Os consumidores obtêm um serviço mais funcional e eficiente, formatado não pelas opiniões da multidão, mas pela maneira como as pessoas de fato se comportam. E – diferentemente de várias soluções de crowdsourcing existentes hoje em dia – isso acontece sem esforço, por meio do compartilhamento passivo de seus dados. Foi isso que a IBM fez quando promoveu melhorias nas rotas de ônibus na África, fazendo uso do CROWDSHAPED.

Certo, nós sabemos: privacidade! Mas faça com que a coleta e o uso dos dados seja transparente, e muita gente vai receber os benefícios de bom grado*.

Uma alternativa é mergulhar na contra-tendência NO DATA, que também está implorando para ser aplicada em 2014.

3.MADE GREENER BY/FOR CHINA
Por que, em 2014, as ações de inovação ecológicas estarão na China.

Em 2014, as percepções da China darão mais uma guinada importante, na medida em que os consumidores se derem conta de que o país está se transformando, com rapidez, no epicentro de inovações ecológicas verdadeiramente inovadoras e superiores*.

* Junto com marcas chinesas líderes de mercado em setores como tecnologia móvel, luxo e moda (de WeChat a Bosideng, de Shang Xia a Xiaomi e outras) que são simplesmente MADE BETTER IN CHINA (FEITAS MELHOR NA CHINA).

Essa mudança será impulsionada pelas iniciativas incansáveis e em larga escala da China para tratar de enormes desafios ambientais como energia, transporte, construção e outros.
Na verdade, a ideia entre muitos consumidores no mundo todo de que as marcas chinesas ficam para trás no quesito do pensamento ecológico talvez seja uma das últimas grandes vantagens competitivas de que as marcas "ocidentais" ainda desfrutam.

Quando esse preconceito for derrubado, em 2014, uma das últimas barreiras que afasta as marcas chinesas dos consumidores globais cairá por terra. Este é apenas mais um pequeno, porém fundamental, momento no re-mapeamento do consumo global.

4. MYCHIATRY
Por que, em 2014, a mente será o novo corpo

Em 2014, o interesse dos consumidores por produtos e serviços "Quantified Self" vai continuar a crescer na medida em que relógios inteligentes e outros produtos poderosos de tecnologia para vestir (de preço acessível) chegam ao mercado.

Até agora, boa parte da atenção do setor tem se voltado à saúde física. O próximo passo? Os consumidores vão cada vez mais ver seus smartphones como aparelhos que fornecem assistência total a seu estilo de vida. Técnicas aprimoradas de "auto-tratamento", desenvolvimento em tecnologias de detecção de estresse e a penetração quase total dos smartphones em vários mercados significa que os consumidores vão cair de boca em inovações que ajudem a acompanhar e melhorar o bem-estar mental também.

Dois tipos de consumidores que alimentam esta tendência:

Aqueles para quem a saúde mental (assim como a forma física, o progresso da carreira e as conquistas acadêmicas) é uma nova marca de sucesso, mais uma área em que podem superar seus colegas e amigos.

Os consumidores sem tempo, com trabalho demais, estressados e tomados pela ansiedade, para quem as inovações MYCHIATRY oferecerão o alívio tão necessário das pressões da vida moderna.

E não importa o setor em que você atua, a tendência MYCHIATRY deve suscitar muita conversa a respeito dos rumos futuros da megatendência de fortalecimento do consumidor e do autosserviço por meio da tecnologia.

Seja lá qual for o desfecho, os consumidores estão apenas uma "app store" de distância de dar um gás em sua felicidade cotidiana.

Observação: Claro, não estamos sugerindo que a MYCHIATRY seja uma solução adequada às necessidades de saúde mental de todos, nem que deve substituir o aconselhamento médico.

5. NO DATA
Por que, em 2014, oferecer ótimos serviços sem coleta excessiva de dados vai garantir
a confiança dos consumidores e os lucros não vão demorar a vir na sequência.

No ano passado, ao apresentar o DATA MYNING, nós avisamos:

“A fronteira entre marcas que oferecem serviços válidos (e idealmente quase invisíveis) e aquelas que sufocam consumidores com ofertas agressivas de serviços assustadores é uma linha muito tênue. Sim, compradores gostam de se sentir servidos, mas não querem se sentir observados.”

Bom, como 2013 testemunhou uma enxurrada aparentemente sem fim de marcas que sofreram “quebras de privacidade” e revelaram assim informações sobre os seus consumidores, além das ações que vazaram de uma agência do governo (que provavelmente está lendo isto por cima do seu ombro agora mesmo); hoje não é apenas uma minoria paranóica que está tendo chilique. Destacamos o fato de que dois dos maiores provedores de comunicação criptografada do mundo (Lavabit e Silent Circle) tiveram de encerrar seus serviços de e-mail porque já não se sentiam mais capazes de garantir a privacidade em relação às agências governamentais. Eles (infelizmente) perceberam que, uma vez que os dados eram coletados, estes poderiam ser acessados. Isto tudo leva a oportunidades em 2014 para marcas SEM DADOS: marcas que simplesmente oferecem ótimos serviços ao mesmo tempo em que orgulhosamente deixam de coletar dados pessoais (e fazem muito alarde deste fato).

Algumas estatísticas:

82% dos consumidores globais acreditam que as empresas coletam informações demais sobre eles.
(Adobe, junho de 2013)

86% dos usuários de internet dos EUA tentaram remover ou mascarar suas atividades online, apesar de apenas 37% deles acreditarem que é possível permanecer completamente anônimos online.
(Pew Research Center, setembro de 2013)

93% dos usuários de email acreditam que deveria ser possível optar por não ter o conteúdo de suas mensagens escaneadas para oferecimento de propaganda personalizada.
(GfK & Microsoft, novembro de 2013)

O desafio das empresas vai ser encontrar equilíbrio entre os benefícios muito reais da coleta e utilização de dados (recomendações, vendas cruzadas, personalização, renda de anúncios acentuada e mais) e conquistar a confiança de consumidores cada vez mais HACKEADOS. 

Por que não colocamos exemplos nesta tendência? Porque o SEM DADOS é tão contra as estratégias de dados que sejam "GRANDES, MAIORES, ENORMES" que atualmente dominam o mundo dos negócios, que simplesmente não encontramos ninguém fazendo isto bem... por enquanto!

Então, qual será a grande marca B2C que vai fazer do SEM DADOS uma promessa central em 2014 e simplesmente oferecer "Ótimo serviço para todos, o tempo todo – sem que você precise compartilhar seus dados"?


6. THE INTERNET OF CARING THINGS
Como os objetos conectados vão se centrar nas pessoas em 2014.

Na mídia (e em incontáveis laboratórios de inovações por todo o mundo), a Internet das Coisas em 2014 vai continuar tratando das mesmas coisas que em 2013: enormes números e, bem, coisas.

E quando falamos “enormes”, queremos dizer:

A Internet das Coisas vai agregar USD 1,9 trilhão de valor econômico à economia global em 2020.
(Gartner, outubro de 2013)

Em 2009, havia 2,5 bilhões de aparelhos conectados, em sua maior parte, eletrônicos pessoais como celulares e PCs. Em 2020, haverá até 30 bilhões de aparelhos conectados, sendo que a maior parte será de produtos.
(Gartner, outubro de 2013)

Mas algo a mais também vai acontecer: você vai ver inovações pipocarem a torto e a direito, centradas ao redor da Internet das Coisas que CUIDAM.

Tudo que for excepcional que os "objetos conectados" possam fazer pelos consumidores, seja monitorar ou aprimorar a saúde, ajudá-los a economizar dinheiro ou a executar tarefas, será recebido com alegria no ano que vem e nos anos que estão por vir.

Ah, e caso você queira dar início à sua própria tendência, nada o impede de cunhar seus próprios sufixos para a Internet das Coisas em 2014. Internet das Coisas Móveis? Internet das Coisas Seguras? Internet das Coisas Urbanas? Internet das Coisas Adoradas e Caras? O espaço é todo seu!

7. GLOBAL BRAIN
Por que os nossos novos Trend Bulletins grátis e "locais" vão manter você
totalmente informado, a respeito do que é "glocal".

Em 2014, a arena de consumo vai ficar ainda mais global, local, plana, cosmopolita e assim por diante. E isso significa que, todos os dias, você pode esperar uma orgia de inovações atraentes para os consumidores, surgindo de todos os cantos do globo.

Por isso, além deste Trend Briefing Mensal, o site Trend Watching tem o prazer de anunciar os novos Trend Bulletins feitos pela e para Ásia, África e Américas do Sul & Central. Abaixo, apresentamos apenas um punhado das tendências que aparecem exclusivamente nas edições que estão por vir:

CIVICSUMERS: Por que os consumidores das Américas do Sul & Central vão se mexer por mudanças sociais em 2014. 


FABA - For Africa, By Africa: Soluções africanas para desafios africanos, feitas do jeito africano. 


FAITHFACTURING: Como práticas centenárias ligadas à fé vão se adaptar para refletir o estilo de vida dos asiáticos de hoje. 



E isto nos leva ao ponto mais importante… Observar tendências tem tudo a ver com sua aplicação. Se você não usar as tendências de consumo para inspirar inovações lucrativas, elas passam a ser apenas coisas que "são legais de saber".


26 novembro 2013

REFLEXÃO: você é um iDiot?


Como robôs se comportariam em um mundo tecnológico se tivessem consciência e sentimentos como os humanos? 
Em uma divertida animação sobre robôs viciados em tecnologia, criada pela Big Lazy Robot, iDiots é uma crítica ao excesso de importância que damos aos gadgets. A animação foi feita através do uso de robôs de brinquedo reais e cenário de papelão. Alguém ainda acredita que a felicidade está diretamente relacionada à tecnologia?  






Fontes: Cutedrop

06 novembro 2013

MARCA: As marcas que controlam quase tudo que você consome

Um gráfico divulgado pelo site PolicyMic, chamado "The Illusion of Choice", mostra que muitas das marcas mais consumidas no mundo são controladas pelas mesmas empresas. Desde produtos de limpeza, passando pelo segmento de beleza e higiene pessoal, até alimentos para pessoas e animais: dez mega corporações fornecem quase tudo que as pessoas consomem em todo o mundo.  Confira abaixo o gráfico ou clique aqui para visualizá-lo em maior resolução.


Fonte: Infomoney

01 novembro 2013

COMPORTAMENTO: Yuppies infelizes

Porque os Yuppies da Geração Y se sentem infelizes?

Diga oi para Lucy:

Lucy faz parte da Geração Y, a geração nascida entre os anos 70 e meados de 1990. Ela também é parte de uma cultura de jovens profissionais urbanos, que em inglês são denominados de “yuppies”. Os yuppies compõe a grande maioria da Geração Y.

Eu tenho um termo particular para definir os yuppies da Geração Y – Eu os chamo de “Yuppies Especiais Protagonistas da Geração Y” (em inglês: Gen Y Protagonists & Special Yuppies, ou GYPSYs). Um GYPSY é uma espécie única de yuppie, é alguém que pensa que é o personagem principal de uma história muito especial.

Assim, Lucy está desfrutando de sua vida GYPSY, e ela está muito contente por ser a Lucy. O único problema é:

Lucy se sente meio infeliz.

Para entender profundamente porquê, precisamos antes definir o que faz alguém feliz ou infeliz. Tudo se resume a uma fórmula simples:


Felicidade= Realidade - Expectativas

É muito simples - quando a realidade da vida de alguém é melhor do que essa pessoa esperava, ela fica feliz. Quando a realidade acaba por ser pior do que as expectativas, essa pessoa se sente infeliz.

Para contextualizar melhor essa história, vamos trazer os pais da Lucy para essa discussão:


Os pais da Lucy nasceram nos anos 50 - eles são os Baby Boomers. Eles foram criados pelos avós de Lucy, que são membros da GI Geração, ou “a Grande Geração”, que cresceu durante a Grande Depressão e combateu na Segunda Guerra Mundial, os quais definitivamente não são GYPSYs.


* Maricas.

Os avós da Era da Depressão de Lucy eram obcecados por segurança econômica e criaram os pais de Lucy de forma que estes construissem carreiras práticas e seguras. Eles queriam que as carreiras dos pais da Lucy tivessem “gramas mais verdes” que a da carreira deles, por isso os pais de Lucy cresceram com o objetivo de vislumbrar uma carreira próspera e estável. Algo parecido com isto: 

Eles foram ensinados que não havia nada impedindo-os de chegar a essa carreira com gramado verdejante, mas sabiam que eles precisariam dedicar anos de trabalho intenso para que isso acontecesse.


Após passarem por sua fase hippie, os pais da Lucy embarcaram em suas carreiras. À medida que os anos 70, 80 e 90 rolaram, o mundo entrou em uma época de prosperidade econômica sem precedentes. Os pais de Lucy conquistaram muito mais do que eles esperavam. Isso fez com que eles se sentissem gratificados e otimistas.


Com uma experiência de vida um pouco mais suave e mais positiva do que a de seus pais, os pais de Lucy injetaram na Lucy um senso de otimismo e possibilidades ilimitadas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo disseram para seus filhos da Geração Y que eles poderiam ser o que eles quisessem, introduzindo a identidade de protagonista especial no fundo da psique de seus filhos.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos sobre suas carreiras, de tal forma que o objetivo de um gramado verde de prosperidade  e segurança que seus pais conquistaram não é realmente suficiente para eles. Um gramado GYPSY é digno de flores.


Isso nos leva ao nosso primeiro fato sobre os Gypsys:

GYPSYs são extremamente ambiciosos


* Acho que poderia ser presidente, mas será que política é a verdadeira vocação do meu coração? Não… não, isso seria me acomodar.

O GYPSY quer muito mais de sua carreira do que um belo gramado verde de prosperidade e segurança. O fato é que, um gramado verde não é absolutamente excepcional ou único o suficiente para um GYPSY. Se os Baby Boomers quiseram viver o sonho americano, os GYPSYs querem viver seu próprio sonho pessoal.

Cal Newport aponta que “siga sua paixão” é uma frase que só começou a ficar popular nos últimos 20 anos, segundo o Google Ngram View, uma ferramenta que mostra o quanto uma determinada frase se destacou em publicações em inglês durante um período de tempo. A mesma ferramenta, Google Ngram View, mostra que a frase “carreira segura” (secure career) saiu de moda, e que a frase “carreira com propósito”  (fulfilling career) se tornou frequente.



Mas que fique claro, os GYPSYs também desejam ter prosperidade financeira, assim como seus pais - só que eles também querem ser preenchidos por sua carreira de uma maneira que seus pais não faziam tanta questão.

Mas alguma coisa a mais também aconteceu. Enquanto os objetivos de carreira da Geração Y como um todo se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, Lucy recebeu uma segunda mensagem ao longo de sua infância, que era:


*Você é especial



Essa é provavelmente uma boa hora para trazer o segundo fato a respeito dos GYPSYs:

GYPSYs deliram

Lucy foi ensinada que “todo mundo vai obter uma carreira gratificante”, mas ela se considera excepcionalmente maravilhosa e, como tal, acredita que sua carreira e trajetória de vida vai se destacar no meio da multidão.” Dessa forma, além de ter a meta ousada de uma carreira com um gramado florido, cada indivíduo da geração Y pensa que ele ou ela está destinado para ter algo ainda melhor - um unicórnio brilhante em cima do gramado florido.


Então, por que isso é ilusório? Porque isso é o que todos os GYPSYs pensam! O que desafia a definição de especial:

Es-pe-ci-al |Def. adjetivo:

melhor, maior, ou de algum modo diferente do que é comum.

De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais – a não ser que a palavra “especial” não queira dizer nada.

Os GYPSYs que lêem este artigo devem estar pensando: “Bom ponto … mas eu realmente sou um dos poucos especiais” - e este é o problema.

A segunda ilusão do GYPSY aparece assim que o GYPSY entra no mercado de trabalho. Enquanto a expectativa dos pais de Lucy era de que muitos anos de trabalho duro seriam necessários para que fossem levados a uma grande carreira, Lucy considera uma grande carreira algo óbvio para alguém tão excepcional como ela, e que é só uma questão de tempo para escolher qual caminho certo percorrer.


 Suas expectativas de carreira são mais ou menos assim:



Infelizmente, um fato engraçado sobre o mundo é que ele não é um lugar tão fácil assim, e tem algo estranho sobre carreiras: elas são realmente muito difíceis de serem conquistadas.

Grandes carreiras levam anos de sangue, suor e lágrimas para construir - mesmo aquelas que não tem flores ou unicórnios sobre elas - e até mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente fizeram algo tão grandioso quando tinham 20 e poucos anos.

Mas GYPSYs não querem aceitar isso.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire e especialista em GYPSYs, descobriu em suas pesquisas que a Geração Y tem “expectativas irreais e uma forte resistência para aceitar feedback negativo”, e “tem uma visão inflada de si mesmos.” Ele diz que “não ter expectativas satisfeitas são uma grande fonte de frustração para as pessoas com esse forte senso de merecimento. Elas muitas vezes se sentem como detendoras do direito a recompensas que não estão em conformidade com a sua real capacidade e níveis de esforço, e por causa disso eles podem não conseguir obter o nível de respeito e recompensas que estão esperando. “

Para aqueles que estão contratando membros da Geração Y , Harvey sugere que o entrevistador faça a seguinte pergunta “Você se sente superior que a maioria dos seus colegas de trabalho / colegas / etc., em caso afirmativo, por quê?” Ele diz que “se o candidato responde sim à primeira parte, mas tem dificuldade com o” por que “, pode ter algum problema em relação a esse senso de merecimento.

Isso ocorre porque a percepção dos GYPSYs são muitas vezes baseadas em um senso de superioridade e merecimento infundadas. Eles foram levados a acreditar, talvez por causa de excesso de exercícios para construção de sua auto-estima durante sua juventude, que eles são de alguma forma especiais, mas muitas vezes não têm qualquer justificativa real para essa crença. “

E o cerne do mundo real ainda considera essencial o fator mérito, por isso depois de alguns anos fora da faculdade Lucy encontra-se aqui:


A ambição extrema de Lucy, e também sua arrogância – que vem junto quando alguém é um pouco iludido sobre sua própria auto-estima-  a deixou com grandes expectativas para os primeiros anos depois de formada.  Sua realidade não chega nem perto do que eram suas expectativas, fazendo com que sua equação de “Realidade -  Expectativas” a deixe com um resultado negativo de Felicidade.

E tem mais ainda para piorar. Além disso tudo, GYPSYs tem um problema adicional que se aplica a toda a sua geração:

GYPSYs são Hostilizados

Claro, algumas pessoas do colégio dos pais da Lucy ou das aulas da faculdade deles acabaram sendo mais bem sucedidos do que eles. Enquanto eles podem ter ouvido falar sobre algumas dessas pessoas ao longo do tempo, eles realmente não sabiam o que estava acontecendo nas carreiras de tantas pessoas.

Lucy, por outro lado, encontra-se sendo constantemente hostilizada por um fenômeno moderno: a construção de imagem no Facebook.

A mídia social cria um mundo para Lucy, no qual:

A) tudo o que todo mundo está fazendo é divulgado amplamente 
B) a maioria das pessoas apresentam uma versão exagerada de sua própria existência
C) as pessoas que mais falam sobre suas carreiras são geralmente aquelas cujas carreiras (ou relações) estão indo melhor, enquanto  pessoas que estão verdadeiramente lutando para construir algo, tendem a não divulgar essa situação. 

Isso faz com que Lucy sinta, de forma errônea, como se todo o mundo estivesse indo super bem, o que aumenta ainda mais sua frustração :


É por isso que Lucy se sente infeliz, ou pelo menos, esteja se sentindo um pouco frustrada e inadequada. Na verdade, ela provavelmente começou sua carreira muito bem, mas para ela, isso tudo é muito decepcionante.

Aqui vai meu conselho para Lucy:

1) Continue sendo ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para uma pessoa ambiciosa encontrar o sucesso com significado, ou seja, seu grande gramado florido.  Você pode não ter a clareza exata de para onde ir, mas isso vai se resolver quando você decidir se dedicar de corpo e alma a alguma coisa.

2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, agora, você não é especial. Você é mais uma jovem completamente inexperiente que não consegue oferecer tudo ainda. Você pode se tornar especial, trabalhando duro por um longo tempo.

3) Ignore todos os outros. Olhar para a grama do vizinho e achar que ela está mais verde não é um conceito novo. Mas no mundo de hoje, com o Facebook, a sensação é que a grama do vizinho é um verdadeiro campo glorioso da melhor e mais verde grama de todas. A verdade é que todo mundo é tão indeciso, inseguro e frustrado como você, e se você simplesmente continuar fazendo o que te cabe fazer, você nunca terá qualquer razão para invejar os outros.


Fonte: 99 Jobs

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