22 setembro 2014

COMPORTAMENTO: Como a Geração Y consome?

Os Millennials - ou Geração Y - parecem ter hábitos de compra muito diferentes das gerações anteriores, e essas novas atitudes estão surpreendendo as empresas. Um desses hábitos é que esse grupo de jovens parece não prezar por bens materiais. Mas, será que essa prática é somente "coisa da idade"? O que realmente está causando esse novo e misterioso comportamento (ou melhor, falta de comportamento)? 

Segmentos de gerações têm impactos profundos sobre a percepção e o comportamento, e essa mudança de percepção da "posse" não fica isolada no grupo dos Millennials. Um escritor do USA Today mostrou que todas as idades estão sujeitas a essa tendências de consumo, e por isso a culpa não é da idade, mas da mudança na grande "nuvem" - o espaço digital que está recebendo todas as atenções e fazendo com que as pessoas se distanciem dos produtos físicos.

Então, será que a tecnologia é a culpada por esse novo comportamento? Embora pareça, ela não pode ser a causa de tudo isso, porque ela é simplesmente uma extensão da forma como pensamos. As novas tecnologias são criadas porque alguém decidiu pensar sobre o mundo de forma inovadora: e é aí que está o motivo!!

Embora a tecnologia facilite essa evolução e as novas gerações defendam isso, o grande impulso por trás de tudo isso está na mudança de pensamentoEssa nova atitude diante da "apropriação" está acontecendo em todos os lugares, e assim que reconhecermos essa mudança, conseguiremos aprimorá-la. Ao invés de ir contra a onda (que é tendência de muitos líderes), as organizações têm a chance de prosperar nesse novo e estranho mercado, caminhando a favor do fluxo e admitindo que o "comprar para ter" está por um fio.

Uma nova forma de vantagem competitiva:

Mesmo nesse estranho mundo novo, as leis econômicas de escassez se aplicam, e elas são exatamente o que está mudando. "Possuir alguma coisa" no sentido tradicional está se tornando menos importante porque houve uma mudança no que é "escasso". Comprar coisas não é uma tarefa difícil, pelo contrário. Hoje, podemos encontrar e comprar praticamente tudo o que quisermos, na hora em que quisermos, no mercado interminável da internet. Por esse motivo, o equilíbrio entre a oferta e a demanda está sendo alterado, e o real valor foi transferido para outros lugares.

A conexão é o grande insight que podemos tirar dessa falência de posses. Agora, a conexão é que está escassa. Se facilmente podemos comprar coisas, a pergunta que fica é: "O que podemos fazer com isso?". O valor agora está no que podemos fazer com esses bens materiais.

Em outras palavras, a razão pela qual adquirimos coisas não é mais somente "o que" possuimos, não é mais apenas no objeto em si. Hoje, um produto ou serviço é significativo quando ele proporciona uma conexão entre as pessoas e entre uma pessoa e ele. Esse produto ou serviço terá impacto porque as pessoas poderão fazer algo útil com esse produto ou serviço, contar aos seus amigos ou perceber que esse bem representa algo importante para elas. E é por isso que os líderes e empresários devem usar isso a seu favor, pensando diferente sobre sua oferta.

Já que as pessoas não estão mais comprando para "possuir" coisas no sentido tradicional, para que, afinal, elas compram?

1- As pessoas compram coisas pelo que elas têm a oferecer: Um produto ou serviço de uma empresa pode ajudar os consumidores a fazer algo importante para eles, e é isso que está sendo valorizado. Isso proporciona a eles um sentimento de automonia e ação, não sendo mais passivos de marcas e produtos. A Apple é uma empresa referência nessa atitude, pois os seus produtos dão às pessoas o controle e poder de escolha sobre o que querem escutar ou assistir, por exemplo.

2- As pessoas compram coisas pelo que elas podem contar para os outros: Ainda existe uma parte social na compra por algum produto ou serviço, e pelo jeito sempre vai existir. Muitas vezes, as pessoas encontram prazer em ter alguma coisa que possa ser compartilhada. Quando compartilhamos algo que gostamos com as pessoas que gostamos, conseguimos criar um vínculo emocional com o produto, pois ele nos ajuda a criar uma comunidade.

3- As pessoas compram coisas pelo que elas podem dizer sobre elas: Por exemplo, os jovens - Geração Y - não compram muitos carros (artigo: The Atlantic) porque cada vez mais eles querem estar em contato com o estilo de vida urbano. Mas essa escolha não quer dizer que eles sejam anti-carros. Em vez disso, escolher por não ter um veículo significa ser uma pessoa ambiental, local e socialmente consciente. O segredo desse terceiro item, para as empresas, está em conectar sua marca com os consumidores através de um propósito profundo e significativo para eles.

Enfim, a definição antiga de "posse" está prestes a ser destruída. E a pergunta que fica é: como as empresas vão aproveitar as conexões únicas que seus produtos e serviços podem estabelecer com as pessoas? 




Fonte: Fast Company

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